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...são pedaços de papel, folhas de cadernos, guardanapos sujos e restos de cabeça insone.
Entre em contato Visite Tecnologias 2000 Marina W Comentários do Autor Textos do Passado 01/01/2002 - 02/01/2002 02/01/2002 - 03/01/2002 03/01/2002 - 04/01/2002 04/01/2002 - 05/01/2002 05/01/2002 - 06/01/2002 06/01/2002 - 07/01/2002 07/01/2002 - 08/01/2002 08/01/2002 - 09/01/2002 09/01/2002 - 10/01/2002 10/01/2002 - 11/01/2002 11/01/2002 - 12/01/2002 on-line |
Não possuo nenhuma expectativa maior em relação às pessoas. Convivo com elas na sua justa medida. O impossível na raça humana são justamente as pessoas. Definitivamente, o silêncio não é dos inocentes. Por mais que eu pense bem ou mal das pessoas, elas sempre me surpreendem.O Blog é uma "Carta de Intenções" raramente cumprida. Eu vivo dos meus desequilíbrios* Copyright Nicka. Sempre teremos Paris.... |
31.8.02
sexo nos blogs [ parte 1] porque essa história das 'histórias sexuais nos blogs... bom, eu não sei... acho que é importante como é, ou seja, tem as pessoas que se mostram inteiras, que contam tudo, que se expõem de uma maneira visceral... e a gente tem que entender... ler e compreender que nem sempre é o que parece... pode não ser nada, pode ser tudo... mas, de qualquer forma, não nos diz respeito. esse papo rolou à partir de um blog ou site de uma menina americana que descrevia cada uma de suas relações sexuais... contava cada um dos seus sentimentos, do seu tesão e tal... depois começou a colocar fotos de suas relações e depois [não sei como], vídeos... parece que deu muita confusão, porque o assédio era enorme é confuso mesmo, sexo é uma coisa que mexe muito com as pessoas, que altera determinados comportamentos... é animal... e é meio complicado porque muita gente namora por causa dos blogs... muita gente faz sexo por causa dos blogs... e muita gente confunde tudo [o que, de certa forma, é normal, compreensível...] em deteminados blogs leio muitas histórias sexuais estranhas.... me parecem mais uma certa agonia do que prazer propriamete... Srta. C. tenho pensado muito em sua andadas (passadas também, mas isso é outra história) por aí, em breve... e não gosto muito quando diz que não estará muito 'por aqui'... afinal, sabemos, é cidadã do mundo e o mundo é uma caixa de fósforos...uma aldeota onde basta um grito para que nos chamemos... pensando assim, fico um tanto incomodado porque... veja: por mais que a gente ande pra cá e pra lá, entre e saia de comboios ou aeronaves, uma hora a noite vem... uma hora nos recolhemos.. e aquela máquina, com o monitor aceso estará sempre em algum lugar, algum hotel, qualquer albergue... não quero me sentir só. beijo quando ela entrou no quarto não disse nada...olhou e chegou perto... o que diria, afinal? não fala muito mesmo...nem eu. sabemos o que é para ser dito e o que não precisa...sabemos ainda da impossibilidade imposta não por um ou outro, mas por uma série interminável de ações, momentos.... enfim, tanta coisa que nem adianta falar porque parece que está justificando o injustificável e não é nada disso..... o que rola é que algumas coisas acontecem de maneira inteira, outras não... é assim... é porque é... absolutismos existenciais.... possivelmente não rolaria o mesmo carinho em outra situação [que dizer, não sei - como saber? ] mas não é isso o que realmente conta nessa história toda... o que importa é essa coisa que já existe, que meio não morre [claro que pode acabar, ainda mais estando expostos aos 'possíveis']* e daí? nada. daí é olhar a chuva e ler ou ver tv ou olhar pro teto. porque lá dentro somos uma mar de ilusões, de realidades, de pensamentos, sonhos, ódios e amores que simplesmente não se explicam, não se traduzem, não têm lógica... nada.... por essas e outras é que o homem repensa até a ciência ao perceber que, homens gerados à partir de sêmem de gênios, de inteligentes [em especial] não têm nada... quer dizer a genialidade não é genética [como o amor e o ódio não o são]... o controle sobre sentimentos e destinos é praticamente nehum, o que equivale dizer que a área da metafísica está ainda completamente aberta, não se pode descartas nenhuma possibilidade e o 'explicável' é muito pequeno, irrisório mesmo, em relação ao todo... putz! as revistas semanais e mensais conseguem driblar um pouco mais essa chatura de eleições do que os jornais.... tudo bem, falam também, mas de forma mais eletiva, de forma que a gente consegue ler [pelo menos a Veja***]... agora fica essa coisa toda porque o Ciro falou que a mulher dele é boa mesmo porque dorme com ele [ou é boa de cama], agora chove uma chuva chata... ontem choveu de manhã ( e não fui ao encontro) e depois abriu o sol ( e me arrependi de não ter ido)... hoje de manhã fez sol [e me arrependi de não ter ido] e agora chove bastante [ e fico contente por não ter ido]... os motociclistas mentem muito... são como pescadores... dizem que não se importam de andar de moto com chuva, que é até legal... essas coisas... Mentira! Andar de motocicleta com chuva é uma merda total!... você fica todo molhado, não enxerga direito, fica inseguro, quase não pode frear porque derrapa, sente frio... enfim, é tudo de ruim que se possa imaginar... é bem verdade que tem gente que tá tão fissurado em viajar de moto que vai com chuva e tudo, pagando esse preço. compreendo e acho que, tudo bem, cada um sabe lá o que deve fazer, o que dá prazer.... mas dizer que é legal eu tinha lido 'Los Angeles, Cidade Proibida' há muito tempo e visto o filme também.... dia desses reprisou no Telecine [eu acho] e ... bom, eu vi de novo... americano do norte ou europeu não é melhor do que americano do sul, lógico.... mas vejamos los angeles como exemplo: era uma cidade, toda a região fortemente marcada pela marginália.... a polícia era corrupta e a grana, curta pra todo mundo.... aconteceu um processo de o cara chegava lá em cima, pensava que ia dominar e BUM! era metralhado pela polícia... evidente que esse tipo de ação não extermina o crime - até porque o 'criminoso' nasce com o ser humano, sempre existirão criminosos - mas começou a rolar um certo cuidado, um certo respeito... o bandido vai lá, mata, impõe o tráfico e tal... mas é na condição.... de bandido. Sabe que se cair na mão da polícia, babau!.... vai em cana mesmo e pega uma perpétua ou uma condenação à morte... mas pra chegar nesse estágio, quem colocou 'ordem no galinheiro', nas ruas mesmo, foram os que estavam lá, na 'ponta', recebendo bala, os policiais... pouco me importam as leis e os direitos do homem... quando você pega um cara que já matou dez, não jeito, é passar fogo e pronto... e mais... é ficar de olho no entorno.. na dita 'comunidade'... porque é dali // ali o nascedouro...* eu acho que dá para medir o nosso fracasso social e humano na personificação dos quatro candidatos à presidência da república... são o extrato de uma sociedade acabada... 30.8.02
recebo alguns e.mails por conta do que escrevi hoje.... e a correspondência comprova o que eu já imaginava... o que eu consigo não é ser participante desse universo (só estou porque a blogger não é manipulada pelos maledicentes daqui), mas encontrar pessoas que sacam e gostam de mim e eu delas.... bem verdade que são muito poucas (mas valem muito mais para mim do quem um milhão!!) - - - - - se eu tivesse esse espaço para lobby ou carro alegórico na sapucaí (de onde jogasse beijoquitas para o 'meu' público a coisa seria diferente).... daí eu fico bem... porque eu alcanço apenas as pessoas que eu quero alcançar...o resto fica pra lá. tudo bem que eu gosto de ler um livrinho aqui outro ali [às vezes cito algum...] mas não fico aqui 'deitando falação', fingindo erudição ao transcrever o óbvio, trancrever o que qualquer letrado conhece.... tudo bem, eu entendo esse tipo de posição e aceitação no brasil por que em terra de cego... :) mas falando sério... esses amigos de verdade (não sei se a palavra amigo é correta, acho que não... mas essas pessoas que estão entendendo o que estou dizendo, que concordam e discordam, que brigam e riem e tal e tal e tal é exatamente o que me interessa.... são as pessoas que eu tenho certeza que gostam de mim e elas têm certeza de que gosta delas.... no mais... tem muita gente que dá uma passada por aqui, dá uma olhada e vai embora... e volta vez por outra (ou não)... vão lá fazer seus próprios blogs, vão escrever o que pensam... e isso é bacana.... por exemplo, eu sabia que existia a possibilidade de blog mas não me interessava... um dia, num telefonema uma pessoa (uma dessas pouquíssimas - mas importantíssima - que trocam gostar absoluto comigo) me disse "péra que vou olhar isso no meu blog"... pronto... foi o estopim para que eu deligasse o telefone e fizesse o meu.... ou seja, entre outras coisas, ela me deu a possibilidade de dizer aqui... e sei de outros que falaram comigo, leram e foram lá abrir os seus e falar o que bem entendem... pra mim, isso importa... essa coisa andando, mexendo pra um lado e outro, subindo e decendo...'mão errante adentrando', sabe como? essa coisa viva de todo mundo falando, cada um no seu...livre.... eu tenho orgulho de ter um blog e não um clubinho [espécie de hidroginástica para matronas] de vez em quando leio uns blogs.... acho bacana a maneira como as pessoas escrevem (e se relacionam) acho legal também essa coisa de, através dos blogs, as pessoas se conhecerem e ficarem amigas... finalmente, acho interessante como, lidas nos blogs, as pessoas são iguais.... quero dizer, existe uma certa linearidade nos escritos, nos pensamentos.... existe uma paz impressionante...é o que eu chamo de uma 'sociedade ideal, perfeita'.... só não compreendo porque a vida do lado de cá não é igual.... talvez o blog seja uma carta de intenções raramente cumpridas.... na verdade, não sei muito de mim... quer dizer, eu não sei nada das pessoas e aí concluo que não sei de mim... por analogia, diria que ninguém sabe de ninguém.... o que é uma loucura. Mas é. porque afinal...., o que faz esse monte de gente correndo pra lá e pra cá... buscando....tomando atitudes, não abrindo mão... o que fazemos todos se dormimos sempre sós (ainda que com outro na cama)? se nascemos e morremos sós? por que a gente tem esse discurso de 'viver bem cada dia', mas na verdade não conseguimos isso completamente? porque é isso, né? todo mundo sabe que pode morrer no minuto seguinte e, portanto, deve ser feliz no atual... mas rolam esses sentimentos, amores, desamores, medos, inseguranças... sou rigorosamete incapaz de convencer alguém ou de ser convencido acho que todo mundo é. muda o discurso, mas a prática é a mesma (o que dá no mesmo) mesmo, mesmo...meiiixxxxmo. e assim tocamos a vida... se eu acreditasse na 'continuação após a morte' pensaria que ainda teria a oportunidade de me arrepender ou me convencer de que fui legal.... mas não acredito. Portanto, jamais saberei...E, a meu ver, ninguém saberá... e esse é o *mistério*... 29.8.02
Pérolas do nosso DETRAN Olha que engraçado.... mais uma vez o DETRAN inova... não contente com a proibição do uso de aparelhos celulares para motoristas (alegando que ficam com apenas uma das mãos livres para dirigir - vá lá), agora proíbem também o uso do telefone acoplado ao aparelho de viva-voz, alegando que conversa 'distrai' o motorista.... Não seria o caso de proibir outros passageiros no mesmo carro? Ou então: "Somente o Carona-Surdo&Mudo é autorizado a viajar ao lado do motorista" Ou ainda, o 'carona' É LEGALMENTE OBRIGADO A USAR TAPA OUVIDOS E FOCINHEIRA.... (extraído do pasquim 'como ser legal') gravei um entrevista com a cineasta ana maria nascimento.... ela diz que prozac e tudo o mais é frescura, que não acredita em nada disso... ela dirige filmes, escreve roteiros... o público vai ao cinema.... madre tereza de calcutá ( que era uma grande patifa ) negava dipirona aos moribundos dizendo que a dor e o sofrimento os aproximariam de deus... tudo bem, o errado sou eu! a polícia da Dra. Benedita diz que prenderá Elias Maluco em trinta dias... muito bem, e daí? o meu, o nosso problema é que temos medo de sair nas ruas do rio, que não sabemos quando o comércio da tijuca estará aberto ou quando as crianças poderão ir à escola... nunca vi o pessoal do tráfico dizer: "em trinta dias eu fecho o comércio da tijuca".... Eles decidem na hora, vão lá e fecham tudo. Chegam em outro bairro e dizem..."Hoje não haverão aulas!" e, pimba! - fecham-se as escolas quem tem poder, manda.... não faz promessas pude rever trechos de Casablanca... editando a matéria sobre a Ingrid Bergman.... hoje completam-se 20 anos de sua morte (faleceu no dia do próprio aniversário)... Ingrid Bergman é show...show...show... se o gênio da garrafa me desse a opção de um único pedido eu diria:"Quero dormir e sonhar com Ingrid Bergman" Só. 28.8.02
Carta à LU Lu, de maneira alguma te chamei de burra, mesmo porque não acho. Creio que muitas vezes a gente lê uma coisa e se emociona por uma ou outra palavra ou até pelo contexto mesmo. O que eu insisto é apenas para que leia-se com tranqüilidade, com menos emoção... Eu lavo roupa sim, cozinho, faço café, troco fralda e tudo o mais... reconheço que não sou capaz de bancar uma família sozinho, preciso do dinheiro da minha (eventual) mulher como preciso das suas opiniões, conselhos, etc. Hoje a mulher tem um papel fundamental na economia, na arte, na indústria, em todo o sistema. E ainda é penalizada sim, muitas vezes, com salários aviltantes e com a tal 'dupla jornada'. E isso precisa mudar. O homem é igual a mulher, muitas vezes culturalmente menos sensível... e não tem volta, esse processo é irreversível. Eu disse, apenas, e aí você não percebeu, que essa mudança foi muito maior do que o 'movimento feminista'... foi uma movimento mundial, de homens e mulheres, de expectativas de vida, de economia e tudo o mais... não se pense que eu quero polemizar no sentido tolinho da palavra.... não... eu disse o que eu acho, mas, convencido do contrário, volto atrás... o que eu não posso é deixar de dizer o que penso só porque o objeto do raciocínio é a mulher... aí sim eu estaria sendo preconceituoso, estaria diminuindo... trato do assunto mulher da mesma maneira como o assunto homem.. com igualdade... por exemplo, os homens estão mudando, estão compreendendo mais p conceito de parceria, de igualdade, etc.... mas isso também não é um 'movimento de homens'... pura bondade não!!! é porque o homem aprendeu (pelo movimento econômico) que a mulher tem direitos iguais, que mulher é inteligente sim, erudita sim, tem que opinar sim, tem que ser respeitada sim... Tudo isso o homem "aprendeu" quando viu que, sozinho, é um fracote, um bundelo.... aprendeu que não respeitar mulher, não ouvir a mulher, não 'perceber' a mulher é só provar o quanto é idiota... esse homem moderno, parceiro e participativo é resultado do mesmo movimento econômico... da mesma revolução industrial... dia de muito trabalho com os meninos e as meninas da equipe... alguns papos hoje, outros amanhã.... estamos todos aprendendo muito com o portal... todo mundo tendo idéias, todo mundo correndo... Baton, pernoquitas e histeria... Eu disse uma coisa e as meninas não tiveram tranqüilidade nem firmeza emocional para compreender... primeiro alguns e.mails desaforados [Rodox neles! :) ]... Vem a rosana [sem rastro]...Marx e Focault...grandes avanços, rosana? tudo bem... cada um diz lá o que pensa... diogo não entendeu, tá falando de diferenças salariais (o que eu também acho um absurdo: duas pessoas exercerem a mesma função e mulher ganhar menos. Isso é o fim, mas eu não estava falando disso... ) Lu me manda lavar um tanque de roupas pra ver o que é bom... Tudo bem, Lu, eu lavo as roupas, mas você me promete que relê o post pra entender que eu não disse que 'toda mulher é dondoca'. Algumas são dondocas, outras não. Algumas inteligentes, outras não. A maioria, a meu ver, é brilhante. O que eu disse foi que aquela queimação de sutiã foi uma histeria lésbica e o que realmente, DE VERDADE impulsinou a mulher de classe média ao trabalho foi a forma de consumo, a globalização. Não foi movimento feminista, foi movimento econômico. achar que homem não faz nada e que 'massacra' a mulher é de uma insensibilidade masculina :) assustadora... ora, ora, minha senhora... é claro que existem homens safadões, patifóides e tal [ o mesmo para algumas mulheres ]... mas não é essa a questão: puxa, não reconhecer que os homens são sensíveis, participam de tudo em casa e essa coisa toda... desconhecer isso é pra quem não tem um homem assim... aí a solução é trocar de marido e não gritar por aí! eu conheço vários casais que são super bacanas...os dois trabalham os dois dividem as tarefas, se ajudam, são companheiros... calmaí, moçada, existem homens assim... agora, verdade seja dita.... se não fosse o movimento econômico, as mulheres de classe média e alta continuariam eternamente de pernoquitas pra cima... depois, no post onde eu pergunto 'onde está o MST', novamente Lu e Diogo se dilaceram em praça pública... não precisava, gente... bastava responder: cadê as invasões? Lu ao invés de responder, me chama de radical..... Então eu respondo: até as eleições, enquanto durar 'a viagem' de LSD de Lula (ainda que Light) Presidente... bom, até lá...ficam todos entocados... Em época de Lula Light, temos MST Light... em janeiro, eles partem novamente para a baderna! 27.8.02
Engraçado.... nessas épocas pré-eleitorais... por onde anda o Movimento dos Sem Terra? Por que não estão invadindo fazendas, vestindo as roupas das proprietárias, usando a adega dos proprietários.... onde estão os revoltados que invadem gabinetes de autoridades e colocam galinhas fazendo cocô? a pergunta que não quer calar: onde anda o MST? a mentira das mulheres alguns e.mails malcriados por conta da história dos neurônios das meninas.... calmaí galera... sabe de uma coisa... as mulheres, muitas vezes, são 'esquentadas' demais.... tudo bem, eu sei que são muitos séculos de repressão e essa coisa toda... mas peralá... um pouco de humor não faz mal à ninguém... agora falando sério: não houve nenhuma liberação, nenhum movimento de mulheres, nenhuma conquista... é só ver a coisa do ponto de vista histórico e econômico... a mulher de classe média sempre foi acomodada, nunca quis nada com o trabalho nem com as atividades [que elas mesmas chamavam de 'masculinas']... o homem nunca foi esse 'chefe de família' que mandava e desmandava como tentam hoje dizer... as mulheres das classes mais pobres sempre, sempre trabalham e muito... sempre tiveram jornada dupla... eram babás, cozinheiras, faxineiras, lavadeiras, etc... por que? porque as famílias pobres não podiam viver apenas com o salário do homem, precisavam trabalhar para compor a renda familiar (e o homem nunca foi machista, sempre deixou as mulheres trabalharem) as dondocas, casadas com homens mais abastados ficavam em casa, na boa, sem fazer nada... essa é a verdade... o que mudou foi a economia, a revolução foi econômica e não feminista... o padrão de vida mudou, o consumo aumentou muito e os salários dos homens não bastavam mais para manter um determinado padrão social... aí, a mulher foi obrigada a trabalhar e aproveitou pra fingir que estava se 'liberando', se libertando do jugo do macho.... tudo mentira... o movimento feminista é um engodo que não pode virar história. Se dependesse exclusivamete das mulheres, estavam todas em casa bordando de perninhas pro ar. A revolução foi econômica preparando, à todo o vapor a ida à Caxambu... os motores vão roncar !!! dessa vez teremos companhia... meninas (bete e rita) numa toyota 4X4 ....já faz quase um ano que não vou a um encontro... não mudou nada, já sei, mas não faz mal.... sempre é aquela fauna.... fazendo ainda algumas experiências com o blogger da globo.com algumas coisas legais, consegui copiar o template inteiro... mas ainda tem muita coisa pra ver... muito agito por causa do site novo da tv... e quem disse que o pessoal não lê? o site de literatura do portal é o mais procurado, é o maior número de acessos e de e.mails... acho isso bem legal... 26.8.02
Ainda sobre a NOTA 10 RECEBI MUITAS CORRESPONDÊNCIAS E TELEFONEMAS POR CONTA DO PROGRAMA "OS DEZ MAIS" E O CONSTANTE RECONHECIMENTO DA CRÍTICA. Agradeço muito a todos. 25.8.02
fingir-se de íntimo, elogiar e agradar, conquistar a qualquer preço pessoas [sim, porque todos são pessoas!] que possam usar outras mídias, que escrevam em outros meios de comunicação, em busca de uma possível 'aprovação'...querer ser apaniguado, custe o que custar...puxa vida, é vomitante! agora quando o alvo não percebe que está sendo atingido.... aí, é o fim da rosca preta! Pfui! A angústia em estado bruto me parece mais um reflexo do inconsciente, de algo que está em nós, mas não é claro. É diferente de estarmos tristes ou descontentes e nem sempre está relacionada a um acontecimento 'paupável'... a gente acorda angustiado... simplesmete já está angustiado seja lá o dia que for, faça chuva ou sol.... e essa sensação normalmente é aplacada com o álcool ou barbituricos...ou ainda revela-se num comportamento anormal... na verdade, é pura angústia e é importante estar atento para ela, saber que, naquele momento, estamos angustiados... é importante ainda dar o devido valor ao sentimento, não descartá-lo, jamais fingir que pode 'ser deixado de lado'.... a angústia é real, existe como a dor de cabeça... culturalmente, não temos essa referência... não sabemos entender que estamos angustiados... até porque a palavra angústia, na maioria das vezes, é utilizada de forma errada... mistura-se angústia com tristeza ou mal estar ou tensão pré-menstrual... existe uma relação da angústia com o sonho... não por ele propriamente, mas pela liberdade do inconsciente, mas são apenas teses, trabalhos e teorias que sempre estão em discussão e são 'provados' e, depois, 'negados'... coisas da medicina, da psicologia... se a medicina já tem lá suas instabilidades e áreas claudicantes, imagine-se a psicologia... essa trabalha numa área tão instável, tão próxima da metafísica que, invariavelmente, aproxima-se do sobrenatural [se me entendem]... e a angústia? me perdi o comunismo (sob os nomes que o escamoteiam hoje em dia) é mais praticado por mulheres do que por homens. e por mulheres de classe média e média alta, normalmente com nível de educação superior... fico me perguntando se haveria alguma relação [ainda que indireta] com a quantidade de neurônios ou com a diferença de peso do cérebro em relação ao masculino], mas acho que não.... não sei porquê, então... sonhei com Hannah Arendt.... talvez porque tenha falado sobre ela com um amigo...talvez porque tenha lido algumas de suas cartas ao longo do dia... mas sonhei... dia desses falava com PD que as mulheres, ao atingirem determinadas funções executicas e, ainda, ao alcançarem determinado status intelectual, passando daí ao ensino ou à direção de ensino, assumem uma forma radicalmente masculinizada, nada tendo com isso de homossexual. em meu sonho, hannah, agia exatamente como um homem...como muitas mulheres que convivem comigo... ainda que sem uma postura homossexual clara... venho aqui escrever uma mensagem breve antes de dormir [junto.] são coisas mais ou menos inexplicáveis... não o sentimento, mas a ação intempestiva... é que são motivos e sensações confusas, de tudo mal resolvido... não há o que dizer de muito lógico... não há certezas absolutas... mas essas coisas, com certeza, não são à toa... talvez aflorem com mais ímpeto pelas lembranças que suscita no diário. não me sinto totalmente responsável nem culpado pois tudo rola nos dois lados... não sei... 24.8.02
quantos enganos cometeremos mais? não sou eu que cometo enganos, não é você... parece que a sucessão de erros, uns atrás dos outros, é uma característica da pessoa inteligente, das pessoas que buscam sempre alguma, coisa... que não se satisfazem com o que pinta... não... têm que estar procurando, descobrindo, sentindo, exercendo, amando, rindo, chorando.... essas sensações todas têm que estar rolando.... fala sério.. o que o mundo faz, ou melhor, o que a vida faz com as pessoas que vai assim jogando pra lá e pra cá... entre buscam e encontros e desencontros... tudo bem, é verdade que a gente descarrega quase tudo na arte e escreve, pinta, filma, faz o diabo... a gente tem essa necessidade, esses desespero meio inexplicável que não cala... a gente sai fazendo e procurando refrências em outras obras... e sabe o que acontece? perdemos completamente a noção de realidade porque a ficção [deteminante em nosso inconsciente] manipula um bocado as coisas que vamos fazendo... tudo bem, somos, essencialmente, químicos... e tem a história da serotonina e tudo o mais... mas não é isso... o negócio é a ficção do inconsciente que passa à ação e assim vamos fazendo da vida uma ficção e vice e versa... porque depois vem aquela coisa toda, a ciência, a psicologia, antropologia, filosofia... mas é tudo marginal...tudo meio ordinário, se me entendem...a grande questão está na literatura...porque o homem é um contador de histórias, desses que não param nunca de contar nem de escutar...tudo é história...tudo pode ser rigorosamente o inverso do que se pensa [como em 'os outros'] ou como fellini sempre diz... 'por que eu vou contar a mesma história durante vinte anos? ela ficaria chata, insuportável! Então eu vou mudando, aumentando, diminuindo... a história vai melhorando e eu nem lembro mais qual era a história original!" Putz, isso contado pelo...é muito engraçado, mas é verdade...ou melhor, é mentira, mas são dessas mentiras, dessas histórias que a gente vai contando e reinventando que é feita a vida... depois de uma pequena viagem de motocicleta, dou uma parada na Livraria da Travessa pra comprar uns livros... encontro um casal amigo... ficamos batendo papo... eles vão embora e eu vou lá pra trás, na livraria... sinto uma coisa estranha... alguém está me olhando, pressinto... e não dá outra... tem uma mulher, quarentona ou cinqüentona sentada na parte de psicologia.... uma loura falsa que me observa... durante três vezes nossos olhares se cruzaram e foi, putz, muito ruim... ela estava sentada, lendo (nem sei o quê), mas era uma presença maligna... ateu que sou, me benzi e fui embora... Pfui! "Um ser consciente de si (...) será capaz de ter desejos ligados ao seu próprio futuro. Por exemplo: um professor de filosofia pode acalentar a esperança de escrever um livro que demonstre a natureza objetiva da ética; um estudante pode sonhar com o dia da formatura; uma criança pode querer viajar de avião. Tirar a vida de qualquer dessas pessoas sem o seu consentimento significa frustrar-lhes os desejos para o futuro. Matar um caracol ou um bebê de um dia não frustará nenhum desejo desse tipo, pois caracóis e recém-nascidos são incapazes de nutrir tais desejos. Pode-se afirmar que, quando uma pessoa é morta, não fica em nós um desejo frustrado, no mesmo sentido em que meu desejo se frustraria se, em plena travessia de uma região seca, ao parar para beber água, descubro que o meu cantil está furado. Neste caso, tenho um desejo impossível de satisfazer e sinto deconforto pelo desejo insatisfeito. Quando sou morto, meus desejos para o futuro não persistem após a minha morte e não sofro por não realizá-los" Peter Singer em VIDA ÉTICA - - - - - > Nada de crises histéricas, por favor! Vida humana, de homo sapiens é uma coisa. Vida de pessoa, aquela que 'existe', que representa, [na origem do nome latino] da persona é outro. leia o livro inteiro antes de estrebuchar... até porque Platão e Aristóteles achavam que o Estado deveria exterminar as crianças deformadas e Tomás de Aquino dizia que tirar uma vida 'humana' é um pecado contra deus, da mesma forma que 'matar um escravo' seria um pecado contra o seu proprietário. DUAS VEZES NOTA DEZ ! O programa 'OS DEZ MAIS' ganhou hoje NOTA DEZ, no jornal O GLOBO. Tudo bem, é mesmo um programa bacana pra caramba. Mas o que eu acho legal é que essa nota DEZ é publicada pela SEGUNDA VEZ, em TRÊS MESES de programa no ar... Eu não tinha visto ainda nenhum programa ser tão elogiado em tão curto espaço de tempo pela coluna especializada do jornal. Afinal, as empresas GLOBO têm a sua própria televisão para elogiar também. Ou seja, a crítica, como o público, acham o programa legal mesmo! 23.8.02
'quem sabe de mim sou eu' ouvi ou li em qualquer lugar.... pode ter duas formas: uma lamurienta e outra afirmativa, verdadeira. imagino que quem saiba de si, seja o próprio...muito embora conheça muita gente que não saiba exatamente o que diz ou o que pensa... quer dizer, saber, sabe, mas age de maneira indistinta, como se agisse em nome de outro que não ele mesmo. não pensa em tudo o que acontece à sua volta, não percebe nada, como se o mundo fosse um filme correndo ao lado, sem influir diretamente em sua vida de platéia... claro, o Editor de VT do jornalismo da globo, pode estar em qualquer lugar, não se sabe ainda... mas já foi seqüentrado duas vezes.... a 'comunidade' queria que ele dissesse o que se sabe dentro do jornalismo, o que anda sendo filmado, quem está identificado, quem não está.... querem saber ainda, nossos bandidos, como andam as matérias, quando vão ao ar, etc... porque é verdade: quando um jornalista faz uma matéria sigilosa, não apenas ele se arrisca... esse material depois passa por um editor chefe, um editor de texto, editores de vt, sonoplastas, etc... imagino que uma matéria envolvendo bandidos passe pelas mãos de mais uns 5 ou 6 profissionais até ir ao ar... cada um deles vê o material bruto, conhece nomes e rostos... imaginando que as ilhas de edição são umas ao lado das outras, é natural que um editor de vt chama um colega para ver a matéria tal... imaginemos então que, um material que chame a atenção, que mostre a bandidagem nos morros e tal atraia a atenção de 5 ou 6 editores de vt e, posteriormente de 5 sonoplastas.... temos, então os 5 primeiros profissionais que estavam envolvidos com o material e outros 8 ou dez que assistiram por curiosadade... ou seja, a fita passou por quinze ou vinte profissionais (sim, os editores de texto também comentam entre eles) Vinte profissionais (no mínimo) representam um universo de sessenta a oitenta pessoas, consideramdo que tenham mulher e dois filhos em média... muito bem. se o chamado poder paralelo começar a seqüestrar, matar (como no caso Tim Lopes) e amedrontar.... bom, nesse caso, os radialistas, técnicos e jornalistas estão em profissões alto risco bem como suas famílias... se um traficante manda um bairro inteiro fechar o comércio, escolas e etc. como acontece sempre no rio, esse mesmo traficante pode mandar os editores de vt apagarem as fitas ou matá-los para saberem o que se passa nas redações... se a Dra Benedita, permite que o comércio seja fechado à força, que muilhares de crianças fiquem sem aula, possivelmente não impedirá o silêncio da imprensa... o que acontece então com todo o estado do rio de janeiro? vai ao cinema, assistir aos filmes que glorificam o tráfico de drogas escrevi aqui algumas observações sobre o que ando lendo por aí... Como o espaço é meu, palimpsesto, escrevo e apago o quanto quiser. Apaguei tudo. Guardo pra mim, que vale mais à pena. 22.8.02
a carta é um mistério.... porque apesar das palavras compreendidas como densas [fortes?].... tem papel, caneta, caligrafia... determina quem emite... bom... acho que não se opina nessas coisas, né? talvez fosse melhor não publicar o original, mas, uma vez publicado, lá vai: 'atenção: repare em cada letra... na disposição, no alinhamento, na forma de grafar.... as respostas podem estar no envelope... cartas manuscritas.... declarações fortes, que impressionam... e.mails dos que já foram e não perceberam... olho essas coisas e me pergunto o que acontece realmente... fico pensando na incerteza... na insegurança da atitude... na insegurança primeira... aquela que deu origem a todas as outras... aquela insegurança que nunca capitulou.. mas realmente é bom viver, estar vivo e essas coisas.... bem verdade que o dizemos apenas porque estamos vivos, como podem, da mesma forma, dizerem os que morreram ou, antes, os que não nasceram ainda... de qualquer forma... sempre 'de qualquer forma'... e o tempo vai passando e todo mundo, de alguma maneira vai-se 'rearrumando'... que sei eu? nada. 21.8.02
recuso a televisão como forma de expressão artística. entendo-a como meio de comunicação, de informação. infelizmente percebemos muito do que nos chega via tv como arte e não é. pode ser no máximo uma informação sobre arte. uma fotografia de um quadro e não o quadro. alguém a descrever quem foi o pintor e quais as características do quadro e não o nosso olhar próximo à pintura. (uma vez fiz um trabalho sobre a 'educação do olhar' - bem bacana...) na verdade não era nada disso o que eu ia dizer.... estava fazendo uma pesquisa breve sobre o 'museu do inconsciente', dra. nise da silveira... e observando com um pouco mais de atenção a obra do Bispo... ora, é arte. ele tem, inclusive, um museu. mas em vida era um louco, afastado da sociedade por não conseguir conviver com ela. através dos bordados, desenhos, pinturas, bispo revelou-se artista [de primeira!] olhando as formas, os tons...tudo na obra do bispo exala a loucura. o deslocamento de 'realidade'. foi descoberto como artista, por, internado pela dra. nise, ter a oportunidade de se expressar...da 'sua' maneira...maneira de um louco. se não fosse louco, aquele homem produziria aquela obra? aquele inconsciente que transborda e maravilha [por ser inconsciente de um 'psicótico'] existiria, da mesma forma num 'artista normal'? o que diferencia A OBRA do artista são da obra do artista PSICÓTICO? toda obra de arte é obra da parte louca do homem ou só o homem louco produz a verdadeira obra de arte? ainda, se o artista são consegue extravasar a obra 'louca', o que o mantém do lado de cá na fronteira, o que o faz 'normal'? 20.8.02
e os filhos? quem são, afinal, os filhos? são pessoas queridas que colocamos no mundo por livre vontade. planejamos uma vida ótima para eles, certos de que a 'incumbência' de iniciar... de fazer a roda girar é nossa... mas quem sabe os desvãos da vida? quem garante que as coisas sairão como o planejado por nós que apenas somos nós e não eles... portanto é tolice pura: pode sair melhor ou pior... não temos o menor controle... um filho é como uma garrafa com bilhetes jogada ao mar... ficamos, como tolinhos, soprando a água na esperança de 'dar rumo' à garrafa... doce ilusão...tolice...criancice... caminhar esse trajeto sempre verdade que caminhar não é andar, não é colocar um pé à frente do outro o não ser, o não agir é também caminhar essa fase de muita agitação vai ficando um pouco pra trás e não sei se é bom ou não.... é o momento das coisas se colocarem mais seguras, mais estáveis.... e estabilidade é dentro da gente... quem é estável? ainda não conheci ninguém... não conheci sequer uma estrutura estável, porque, dentro do espaço-tempo VIDA, finito, as estruturas do homem não conseguem ser imaginadas, planejadas ou realizadas de forma estável... digo isso na verdade não pensando nas estruturas externas propriamente, mas nas pessoas... nos projetos-vida que são tão frágeis quanto bolha de sabão ainda que embrulhadas com a solidez de relações estáveis e sacramentadas por bodas e mais bodas... mas não é a hora de falar claramete... não antes de terminar o projeto análogo, escrito, o texto final... (delculpe, fica claro depois) 19.8.02
o homem sentia os pedaços caírem de si, como terra molhada em cova recém aberta em cemitério clandestino... caíam torrões de si mesmo, como se fosse terra ou lepra... não era bem isso. o que seria, então? não sabia. pedaços de alma? uma possibilidade [se acreditasse nas almas]... pedaços do consciente? do inconsciente? nada explicava bem... tomou um pouco de soporífero, não para dormir totalmente, para para ficar quieto, mais lerdo ainda... num estado de semi-consciência talvez... mas do que adiantaria... nesse estado não conseguiria ler nem escrever, nem pensar... ficaria apenas anestesiado... anestesiar-se é a solução não necessáriamente dos fracos, mas dos que não têm coisa melhor a ser feita, ou dos que não entendem o mundo tal como é e não querem participar de um jogo que não gostam ou não concordam ou não qualquer coisa... pensa no pai, como teria sido a vida do pai, fora esse lado folclórico de mulherengo que todo mundo conta? aliás, o que tem de engraçado num homem mulherengo? ele não via nada. tinha outras preocupações, outras expectativas... dia desses tentara falar com uma mulher da diferença entre o passado concreto e as expectativas do futuro. dissera, à época, que o futuro não era nada, era éter, material de pensamento, de anseio, mas ainda assim muito menos concreto do que o passado [ainda que este também estivesse num outro terreno que não o presente] riu ao pensar que nem falara da fuidez do presente, que instantaneamente viraria passado... aí a interlocutora teria vomitado... não, ele não falaria, seria ir longe demais com ela... o jeito era continuar a leitura... descansava o corpo e a mente [que ignorava toda a besteirada escrita ao longo das centenas de páginas]... a esquisofrênica do andar de cima estava atacada novamente.... se pudesse dividir com ela os suporíferos... a noite chegava e, logo, a hora de adormecer novamente... ninguém por perto... nem um conhecido nem um desconhecido... nada... eis o que é a vida...real. um nada... de resto, as pessoas se amontoam e conversam, fingindo que não estão sós... 18.8.02
passar oito, dez horas em completo ostracismo, sem fazer absolutamente nada. é o que pode acontecer num domingo em que guardamos o tempo, a possibilidade do ócio [muito esperado]... amanhã, tudo começa novamente, em doses duplas e triplas e não haverá como fugir... não há doença ou problema que permita uma folga... portanto hoje, nem sair para ir a um cinema... ou será tudo isso uma desculpa intelectual [de almanaque] para uma depressão básica? confesso que as coisas menores não me incomodam durante muito tempo...elas passam, eu as esqueço [até porque estão abaixo da linha do meu olhar]. dia desses li na imprensa umas observações vagas, distantes que me soaram um pouco estranhas... mas deixa pra lá... depois, continuo lendo em alguns sítios uma coisa muito leve, muito escrita fluidamente, escorregadia, fazendo analogias e usando aquilo que se imagina 'ter mais voz'.... daí pensei em dar uma buzina e explicar a coisa toda, dizer o que realmente acontece e como as atitudes são escamoteadas... são para uns uma, para outros outra... como a pretensa amizade 'que interessa' é usada e como a doença, sempre a doença, 'é super usada'... mas deixei pra lá... prefei pasear, ver campos lindos e vacas lindas... sim, porque as vacas de verdade são sublimes... 17.8.02
Srta. C. fique tranqüila [mais do que], pois minha atençaõ quanto aos limites é absoluta. sinto, entretanto, falta da sua correspondência. é com ela que me distraio... lendo suas observações .... gosto de sua fragilidade não por maldade, como poderia parecer ao incauto, mas por mostrar-me que não sou único, que todos nós, mais ou menos humanos, sofremos da mesmas mazelas e ficamos felizes com as mesmas coisas [tudo mais ou menos, bem entendido]... hoje ia fazer uma curta viagem de motocicleta, mas acabei não indo... acabei passando o dia pensando no que realmente deveria fazer e acabei por não fazer nada, salvo assistir o filme 'Insônia', como relatei abaixo... gostaria até de uma [falta de sono] hoje, para assistir alguns filmes em vídeo... mas quando quero ter insônia tenho sono e vice e versa... meu organismo insiste em me contrariar, me irritar...parece que ele não gosta muito de mim [ou eu dele :)] no mais... vamos seguindo por aqui.... não sei se te contei que parei de fumar por vinte dias e voltei, mais desbragadamente do que nunca... lendo muito florbela espanca - gosto mais do seu diário, sua correspondência e dos seus contos do que própriamente da poesia... quer dizer, acho que é isso.... porque, no fundo, gosto da poesia também... ou seja, como bem pode reparar não sei nada, digo e desdigo tudo...o tempo todo [e olhe que me controlo ao máximo, deixando a parte mais louca para o caderno de capa dura...risos] beijo converso com pessoas e percebo uma insegurança diante da vida afetiva, diante da vida a dois ou a sós que fico pensando em que pode estar baseada toda essa confusão...onde se firmou essa hectacombe de sentimentos, dúvidas, medos, paranóias... ao que parece, todo mundo, a seu modo, sofre com as paranóias da possibilidade de ficar sozinho ou não... sei lá... eu já nem sei se acho bom ficar junto ou só... têm horas que tenho certezas [tanto para um lado quanto para o outro], mas tem momentos em que realmente não sei... acho mesmo que ninguém sabe e que cada atitude, cada ação e pensamento são fruto exclusivo de um determinado momento, de uma determinada circustância muito específica daquela hora, que não se repetirá mais na frente [ou não]... sei la´...de qualquer maneira a questão importante é que ninguém sabe nada, fica nesse 'acerta e erra' eternamente e tem sempre a frustração de uma maneira ou outra no final... nascemos fadados a morrer frustrados... Fui assistir "Insônia", com o Al Pacino [não eu e ele, mas filme estrelado por ele].... não sei dizer se gostei ou achei mais ou menos... acho que achei mais ou menos... a interpretação dele é muito legal... a situação e o roteiro banalíssimos.... o que impressiona é o ambiente... é essa coisa dos medos, de tudo, das dificuldades, tudo, tudo estar dentro da gente... da nossa capacidade de suportar... sempre pensamos em terror, medo e desepero à noite... no filme acontece tudo... só que nunca existe noite.... isso mesmo.... dia claro 24 horas por dia... no mais... realmente não sei.... é do mesmo diretor de Amnésia {muito melhor] do que este, em cartaz... acho mesmo que não adianta forçar nas coisas que já usamos e abusamos....ficamos agora a marcar passo... é necessário encontrar uma forma de dar vazão à atividade artística, talvez misturando meios e formas... não é simples, mas plenamente possível... e é o que busco... concluo a leitura da "Consciência de Zeno" de Ítalo Svevo. Á princípio [ou melhor, no meio] pensei que seria leitura árdua e mesmo chata. Não é... é excelente. Claro que não é um livrinho desses comuns, que digerimos um atrás do outro... mas é muito bom... também, em compensação, não é esquecível facilmente como os outros, 'mais digestíveis'... bom que se compreenda que não estou a dizer mal dos livros de carpintaria simples e de fácil digestão. absolutamete. acho que todos têm lá seu lugar e que nosso cérebro e nossa alma precisa de todos, cada um a seu tempo e lugar...triste do que se pretende erudito e só lê clássicos... caminho livre, portanto, para [novamente] Crime e Castigo... Curiosamete tenho dormido até mais tarde... e agora não sei se é bom ou ruim...como estou sempre reclamando dos meus horários e períodos de sono, acabo não lembrando mais qual era mesmo o que me agradaria... possivelmente nenhum, pois o ideal terminaria com minha posibilidade de planejar outro, minha expectativa de 'melhorar'... :) de qualquer forma pensei muito em ir pra angra dos reis hoje e fiquei pensando.... tanto pensei que o tempo passou e agora a viagem é muito menos provável [com certeza posterguei a decisão para ter a desculpa de 'não ir']... pode não ter sido isso, pode ter sido apenas a falta de companhia mesmo... sabe-se lá o que vai nessa cachola? quando converso e percebo diferenças radicais de compreensão e ideal, fico sem saber se devo ficar triste ou contente... na prática, reconheço que devo ficar contente pois está claro que a incapacidade de raciocínios mais ou menos convergentes é obvia... e o pior é que quem ler achará que é com ele/ela e não é....carapuça errada, portanto! penso às vezes que, no fundo, queremos fugir...sair dessa vida insegura e encontrar um lugar onde as coisas funcionem melhor, onde o prazer seja constante... não encontrar tal lugar e, pior, constatar que ele não existe é como sair da placenta para a vida presenteado ainda por um tapa na bunda! - queremos voltar eternamente ao amniótico denso e morno. ao ruído distante e indistinto....porque indistindo é o mundo, são as pessoas... não há como reparar as perdas... o tempo seguindo, a areia caindo, causam um sofrimento [inconsciente] de que não nos damos conta todo o tempo, mas está ali, como aquela dor de dente não muito forte, que não faz gritar, mas impede esquecê-la... viver do passado pode ser meio babaca, mas ele é paupável... planejamos o futuro, com certeza, mas o que é ele? matéria metafísica, fruto [fluido] de pensamento. não existe na verdade. 16.8.02
GRANDE NOTÍCIA O Posta Restante voltou. Tá lá...bonito, inteligente, bacana... coberto de comentários carinhosos. Fico contente de ver, de ler, de saber.. Sabe o que eu acho? Quem é bacana, mínimamente inteligente, não perde o Posta Restante [descobri por acaso, pois me disseram que tinha fechado...] Com o sugestivo apelido de BUDA, mais um bandido ontem foi morto pela polícia da Dra. Benedita do PT. O que está acontecendo no Rio de Janeiro é um fenômeno estranho e raro [nem tão raro]... todos os bandidos, todo o tráfico está sendo abalado pelas mortes dos comparsar de elias maluco... lendo os jornais, a impressão que temos é que, em breve, só haverá um bandido no estado: Elias Maluco. boa parte da imprensa e da própria polícia admitem que o que está realmente acontecendo é uma aplicada queima de arquivos, onde os bandidos são executados para não contarem quem são as autoridades e os policias que dão proteção a elias maluco. seja como for, esse continua solto, no bem bom e os outros vão sendo fuzilados pela polícia... isso me lembra o que dizia cesar maia ontem na televisão... a polícia da Dra. Benedita, não tem método, não tem plano de ação, não tem nada... se a imprensa alerta que vai ter um assalto aqui, corre todo mundo pra cá, se diz que elias é o bandido número um, a polícia toda corre atrás dele [mas não pega]... deixando todos os outros pontos da cidade absolutamete vulneráveis.... a impressão que se tem é que, morto elias maluco, não haverá mais criminalidade no rio... o que é uma tolice que nem uma criança de dois anos acredita. na verdade, elias está se tornando um mártir... eu não sei se ele é o pior ou o mais perigosos... não creio. tudo bem, ele é mídia, tem talendo para o marketing e fez o seu grande trabalho de propaganda matando tim lopes... só. o resto... pfui! é coisa de jornalista, dos herdeiros do betinho e dos comunistas do PT... compreendo um pouco da minha atividade noturna por necessitar de algum tipo de vida 'minha', 'íntima', que só consigo, sozinho, fazendo 'as minhas coisas'... se, durante os dias inteiros e parte da madrugada, dedico-me a um trabalho questionável, procuro presentear-me com as horas da madrugada em casa... e não sei se são produtivas [acho que não], mas é o que tenho, o que poso fazer no momento... tava agora assistindo a uma entrevista ao prefeito cesar maia no programa olhar 2002... olha, quem não percebe o que o cesar maia pode dar, o que ele conhece de segurança pública, a clareza de raciocínio, a lógica... sinceramete, eu questiono seriamente a sanidade mental de uma pessoa que não perceba a importância do cesar maia para o brasil ele mostra o desastre que foi o governo brizola, o que foi o governo garotinho... a loucura que é o governo PT [aqui representado pela Dra Benedita], discorre sobre as eleições que se aproximam e afirma que um segundo turno entre Lula e Ciro seria caótico para o país... se alguém conseguir tratar e pensar com tranqüilidade, sem emoção exacerbada, olhando todos os pontos de vista, o passado recente... perceberá que ele tem razão... a descontinuidade do atual governo, colocará o brasil novamente em risco, em xeque, e principalmente, mais à beira do caos. 15.8.02
"Se um filófofo não é um homem, é tudo, menos um filósofo; é, sobretudo, um pedante, isto é, um arremedo de homem...a filosofia, como a poesia, ou é obra de integração, de amálgama, ou não é mais que filosofismo, erudição pseudofilosófica." Miguel de Unamuno achei muito bacana a sinfonia ao rio de janeiro, regida por francis hime, com olívia, lenine, leila pinheiro, etc... o quadro vai nos DEZ MAIS de hoje... eu adro essas coisas que mostram o meu Rio... porque o Rio de Janeiro é uma coisa tão fantástica, tão densa emocional e culturalmente... tem uma plasticidade, uma estética e um tesão natural, que brita do chão e toma a gente... eu acho que eu, por mais rico, não viveria nunca longe do rio (tudo bem, numa caixa de acrílico blindada]... mas ....puxa vida... é bárbaro! converso com PDV sobre o estágio da vida em que nos afastamos, em que entramos nesse estado de hibernação, onde a vida é usada segundo a segundo, onde os prazesres são absolutamente íntimos, incapazes de qualquer estranho comprender... dessa coisa de você fechar a sua porta num fim de semana e saber que vai poder fazer rigorosamente o que quiser... ler o dia inteiro, ou dormir o dia inteiro ou ver tv, ou olhar para o teto e pensar [bem ou mal] da vida e dos viventes... que ninguém sabe o que você faz, ninguém emite opinião e os enxeridos que tem opinião sobre você são nada... nada como somos todos, mas a opinião não influi, não muda teus planos, não altera os projetos, a vida, a maneira de ver as coisas... quem tem a opção do suicídio sem uma 'desmancha prazer' ao lado? quem tem a opção de lavar roupa e comer miojo sem ninguém opinar? yes! pensando bem, eu queria arquivar meu blog por mes, escrevendo os meses [março de 2002, abril de 2002...] e não consigo fazer... fica essa pilha de datas aí ao lado... entendo perfeitamentamente o brutal sofrimento do marcelo tentando abandonar o vício do cigarro. já tentei inúmeras vezes e fracassei. - o que não quer dizer nada, sei que ele pode conseguir, como muita gente consegue. - Não importa, a luta, contra o cigarro é terrível... No momento não estou tentando... como Zeno, entrego-me ao tabaco como que se entrega a deus... os silêncios poderiam demonstrar um certo desinteresse ou um certo abandono... e eu poderia sofrer com isso... mas é engano... eu me abandono... me abandono a outras coisas... só isso... prometi a mim mesmo que hoje, durante a tarde, escreveria com calma a história do epílogo, explicando bem todos os meus motivos - explicação qu seria muito útil a mim também... já comecei três vezes e 'arranquei o papel da máquina jogando-o à lixeira'... ou seja, a forma não vem, ou sem vem não me agrada ou ainda se me agrada, não considero clara é óbvia o bastante... fica, então, essa história sem epílogo... Afinal de que servem os epílogos, esses 'arremates literários' se, na vida nem sempre é assim? diria mesmo que na vida não acontecem epílogos e sim outras experiências no encerrar... e do que estou falando, afinal, vem essa vozinha que me persegue? estou falando, acho, de um momento... um momento grande, uma período, uma espaço/tempo vivido sob determinadas premissas/promeças/expectativas. hoje não há mais nada disso. o que há é uma visão de futuro, visão de brasil/geraldo que é uma outra história meio longa que contarei a seu tempo. o que acontece é essa mutação constante que em alguns momentos resisti, tentei impedir (ainda que fosse em mim mesmo). agora não impeço mais nada. sinto-me uma paciente terminal exibindo saúde e bem estar e disposição. (se me entendem) é isso. tenho que preparar algumas coisas... comprar mais dois cadernos de capa dura [porque os outros vão para a prateleira a eles destinada)... acho que existem vários ritos de passagem.... e gestos simbólicos... ontem, a troca de óleo da motocicleta foi mais do que um gesto simbólico ou um rito de passagem.... foi uma atitude trocar o óleo de si mesmo, essa é uma atitude inteira... realmente inteira. não sei se uso tudo para dizer segundas coisas...sinceramente acho que não. antes, acho que não há essa objetividade quase paupável que se possa pretender das palavras... não, não há... o que rola é que estamos falando e pensando ao mesmo tempo e ainda escrevendo... e quando escrevemos nosso pensamento já está passando e as idéias que vêm à frente são já outras... então não há conexão entre a idéia à frente e o passado, o escrito... quero então dizer isso mas existem outros 'issos', paralelos, que entrecruzam a mente e são cuspidos, não premeditadamente, mas porque existe uma multiplicidade de evocações, felicidades e angústias, todos concomitantes e marginais ao tempo, como se imagina ordinariamente... penso em novidades... o que seriam realmente novidades e não vejo muitas... mas tem uma coisa que acho bacana, que é o homem novo... uma espécie de renascer, ou de consolidar-se com o que é... é um sentimento difuso, eu já sei, mas é real... o que a gente realmente faz na vida a não ser tornar-se... revestir-se.... reinventar-se? 14.8.02
existe uma produção a ser feita, tenho um trabalho a ser melhor elaborado. esse trabalho só diz respeito a mim e a quem o encomendou. achei, por um tempo, que o blog era um espaço muito diferente das famigeradas 'salas de bate papo', achei que havia por esses sítios mais atenção ao sentimento, à forma do que a outras coisas....aprendi que não é assim... mas principalmente, vejo capitularem pessoas que, cansadas, começam a não percebem bem o que rola nem a diferenciar as coisas... e não quero estar, no futuro, envolvido com o que já prevejo, um ambiente contaminado... na verdade a produção diminui dia a dia em todos os endereços de blog... existem muito mais correntes rolando em paralelo do que o saudável hábito de escrever e 'ser comentado'. começa mais uma desetabilização em rede, como acontece com alguma freqüência... em vários sentidos... tanto na confusão sobre em que mídia deve rolar o quê [e isso vai mal administrado]... sobre as atitudes individuais, bem como o posicionamento de cada pessoa em relação a um sítio e a quem o escreve... isso tudo nada mais é do que o processo de finalização, o definhar de um projeto que, novamente, sucumbe diante do homem... a literatura não sucumbiu diante desse mesmo homem por ser obra fechada e acabada, onde ninguém pálpitava. comprava-se o livro ou ntae.. e ponto final. isso permitia que os autores escrevessem sobre o que bem desejassem, da maneira e com as palavras que achassem apropriadas... e olha que a quantidade de biografias não autorizadas renderam toda uma história à parte... mas o homem moderno é incapaz de compreender como acontecem e se encaminham esses processos num meio diferente... assim, cada dia mais, vai restando pouco, muito pouco para ler e aumenta o desânimo para escrever... trato, bem entendido, do ânimo puro, saudável e inteligente e não a atitude histérica (dita de carro alegórico) ou do sangue contaminado por drogas estimulantes... assim, na falta de matéria prima correta, escolho outros caminhos (verdade que ainda não abandono esse de todo), mas escolho caminhos mais diversificados, prcurando dar e receber coisas mais legais e, principalmente, que propiciem educação e cultura e não beijocas e risotas... dia a dia percebo menor a minha produção para os blogs... a maioria dos textos está sendo escrita e arquivada, como documento normal em pasta especial. também venho lendo menos e menos o que outras pessoas escrevem na internet... estou preferindo a leitura de histórias em quadrinhos e jornais velhos. luísa encerrou o seu blog - ela faz muito bem de encerrar aquele sítio....como fazemos bem sempre que encerramos uma determinada etapa, um processo. até porque, sempre há um motivo, sempre acontece ou aconteceu ou acontecerá alguma coisa, no entorno, desagradável...e prevendo ou sentindo esse incômodo [desnecessário, diga-se de passagem] a gente fecha a porta. pode se argumentar que aquele espaço era doce e agradável e inteligente e verdadeiro....da mesma maneira que sempre pensamos [os falsos pensam escondidos de si mesmos]: 'por que morreu fulano, tão bom e sobrevive sicrano, tão mau?'... uns diriam que são os mistérios dessa vida... não vejo assim, não há nada de misterioso, nisso. encerrando o blog,vejo antes em luísa, um comportamento salutar, jovem, moderno, uma verdadeira ATITUDE. creio mesmo que uma pessoa digna faz assim. abre e fecha o blog, entra e sai num emprego, num casamento, numa viagem... fechar um blog é uma ação muito mais corajosa, muito mais segura do que 'abrir um blog'....poderia falar outras coisas da luísa, mas não vou falar... no mais, é: Vai, Luísa, fica em paz, vive, ri e ama, pois é disso que é feita a vida encontra o caminho e o sítio que de proporcionem alegria... faz da vida o que bem entende, porque ela é sua ... eu procuro ficar o mais quieto que é possível a um ser humano vivo. evidenteque sempre existem leituras ao lado mais interessantes do que aquelas estamos fazendo ali ou acolá. esse é o drama do homem: ler uma coisa sabendo que está deixando de ler outra... sempre eternamente... por isso, procuro ter um certo método para ler revistas, jornais, uns livrinhos e alguns blogs... como já disse antes, creio que eles são a forma das pessoas, de alguma maneira 'se publicarem'...criarem um biografia em movimento - o que, na maioria das vezes, é bacana. - evidente que tem pessoas que não valem à pena. mas o que seria realmente 'não valer à pena'? afinal, é bom saber o que anda pelas cabeças, pelos espíritos, almas e corpos.. não custa nada colher uma informação aqui e outra ali.. e ainda assim, leio coisas que esclarecem bem esse universo: tem as coisas sem muita importância, as ruins e as boas. sem importância seriam aquelas onde o escrevinhador não se dedica, 'tem mais o que fazer' (o que acho uma opção justíssima)...os bons são aqueles em que as pessoas falam, discutem, expõem com intuito claro e guardando o devido universo. - os ruins... bom, esses são um caso à parte, porque não conheço blogs ruins... conheço pessoas ruins que, para nosso azar, fazem blogs... são essas que mordem e assopram... fingem que, de tão sutis e eruditas, fazem passar desapercebid0 seu caráter torpe.... sempre são muito ignorantolas e deixam rastros em meio à longos posts.... e como me falta tempo e saco, abandono-os hoje definitivamente, desejando... bom, eu bem sei. 13.8.02
de vez em quando [muito raramente], ando sobre o fio da navalha.... não é o que mais gosto, mas acontece... afinal, por que não viver tudo? dia a dia vou te observando com mais atenção. não vai nenhuma pressa nem mesmo intenção o que rola é essa tranqüilidade rara que emana mais e sempre e não se explica [aos outros] existe toda uma lógica, toda uma construção racional que envolve e aguça outras coisas maiores, sempre e que percebo e percebes sinto e sentes embora, prossiga frágil e cautelosa tantas são as dificuldades de termo, modo sociais mesmo... quem vai quebrar tudo isso? Srta. C. hoje, com certeza, descanso mais em paz...porque você sabe bem como são as coisas... quero dizer, essas coisas que tento explicar, na maioria das vezes em vão... é bem verdade que, ao explicar aqui, explico a mim mesmo. e como eu mesmo não entendo, é de se supor, que aqui também não se entenda... por isso é fundamental que o ser humano esteja sempre trocando algum tipo de idéia, mostrando o que pensa ou o que pensa que pensa... evidentemente que ninguém chegará a um acordo, mas enfim... porque essa vida é muito cheia de confusões, de coisas mal compreendidas... aliás, acho que somos em-si um 'mal compreendido'. não nesse sentido pejorativo ou deprimido... não... existe uma certa incompatibilidade geral...ficamos nós, cada um por seu lado tentando resolver, acertar, acalmar... e na verdade acabamos sempre frustrados [trata-se de projeto impossível]... daí vêm as mágoas, o desconsolo e tudo o mais.... não sabemos lidar com a vida, ou melhor, todo mundo julga que sabe e o vizinho não sabe, pensamento idêntico ao do vizinho... :) nem sei mais porque estou escrevendo essas coisas... quer saber, eu nunca conheci ninguém que se perdesse mais em raciocínios do que eu... 12.8.02
Srta C. ando por aqui meio preocupado com nossa (da comunidade) vida... o que será que está acontecendo? o que a vida está fazendo, para onde está nos empurrando? estaremos usando esse meio como forma de descarregar umas tantas coisas que nos atormentam a alma e, no final, invertemos tudo? Ou não? fico pensando e não chego a conclusões muito seguras... mas rola alguma coisa...é tempo de mudanças... uma série de pessoas estão mudando, repensando, tratando as coisas e pessoas de forma diferente... será que foi preciso nos conhecermos todos para concluirmos que somos inviáveis como grupo? isso não estava previsto anteriormente, quando começamos... estava tudo indo bem... claro que existem descontentamentos aqui e ali, pequenas rusgas e algum atrito como em qualquer tribo... Ou será que nós esperávamos que por esse meio iríamos superar coisas que nos incomodavam antes...na vida... em nós? Penso muito e não concluo nada. Preciso dos seus e.mails, pensando comigo... beijo 11.8.02
parece que, na verdade, não queremos escrever blogs. queremos publicar nossas memórias... queremos que o mundo saiba que fomos porque nosso meio se desfez... não temos mais a comunidade, a vizinhança, os compadres, as comedres, as madrinhas... não temos mais os devotos que nos cumprimentavam nas igrejas, nem vamos mais aos saraus. quando muito, levamos nossos filhos a boates de música techno ou seja...nada. não temos, portanto, identidade. somos números em identidades - e muito mais em cartões de crédito - somos a geração que vive sob a bandeira VISA ou MASTERCARD, sem identidade, sem passado e sem futuro.. nossos netos sequer saberão que existimos e os vizinhos... que vizinhos? medo de sair à rua e ser metralhados (que muitas vezes confundimos com doença do pânico ou depressão)... não é patologia não, é pânico mesmo! ilhados, então em casa, com uma televisão cada dia mais ridícula, sem o hábito da leitura (ou sem saco mesmo!) temos a net, que deixa que nos mostremos um pouco... que falemos... que fique claro ao que viemos... antigamente poucos tinham geladeiras, poucos sabiam ler, poucos tinham suas biografias publicadas... hoje, qualquer mané como eu tem geladeira, lê e publica o que bem entende por aqui... Tudo bem que a coisa é um pouquito diferente, o pessoal comenta, manda e.mails... e tal... mas não passa disso, a possibilidade de se não perpetuar-se, pelo menos dar-se a a conhecer a quem passar por estes sites... isso, no fundo, é triste. fiz um lanche agora há pouco num McDonalds em Ipanema... fiquei ali, sentadinho perto da calçada...olhando as pessoas passarem... primeiro fiquei pensando no quanto o povo brasileiro é feio...tudo bem que têm homens e mulheres atraentes, mas na média...pfui! nojo.. depois fiquei pensando melhor, lembrando de povos de outras nacionalidades [e, revendo o todo mentalmente, também são feios]... conclusão: o ser humano é muito feio. Mas muito feio! Fiquei ainda pensando se não seria eu que estou mal e essas coisas:.. 'V. é que é feio por dentro e por fora...'....'V. é que não vê a beleza, é cego na alma...'... Já sei, ninguém precisa falar porque eu mesmo já disse as 'frasolas feitas' todas, tá? Mas não. O ser humano é feio. Estéticamente, incorreto. fui levar o tadeu à itaipava...tudo normal... nada como dormir e acordar com ele! Presentão... - - - - - - - na volta tive a oportunidade de ficar engarrafado na linha vermelha perto de uma placa que dizia: 'bem vindo ao rio'... o engarrafamento era porque policiais e traficantes trocavam tiros...os policiais, atrás da murada da pista da linha vermelha e os outros atiravam 'da comunidade'.. deviam ter uns seis soldados da PM... e do lado de lá? quantos haveriam? - - - - - - - - fico pensando se, caso um daqueles soldados levasse um tiro no pé....seria manchete de todos os jornais(???)... se o policial seria internado no Copa D'Or (???)... e se a Dra. Benedita iria destituir o Comandante do tráfico... ?????????? possivelmente sim! fui à praia hoje e concluí o seguinte: praia devia ser como maracanã, teatro, jóckey...tudo... deveria ter 'geral', arquibancada', 'cadeira' e 'tribuna de honra'.. interponho-me entre verdades...entre idéias... entre projetos.... na verdade sou eu mesmo que estou entre uns e outros e eu mesmo que faço e fesfaço como convém ao 'circular breve' da vida. entendenda-se bem que bão vai aí nenhuma idéia leviana [posso o ser como um todo, mas não planejo a leviandade] aliás, acho, no fundo, que leviana é a humanidade. leviana no bom sentido [sim, existe um!] é quando procura manter as coisas em seus devidos lugares e dar mais do que receber e fazer a vida seguir dentro de padrões ancestrais... não mudar o estabelecido por gente que morreu há séculos, que não conheci, li ou comunguei... ora, se não fiz nada disso, porque envolver-me em seus processos, em ruas regretas obtusas? e no entanto assim é feito por todos - sem excessão - e eu sigo a banada. vivemos, bovinos, para agradar ao outro. até mesmo na revolta, na impertinência, estamos, de alguma forma, agradando a alguém, alguém que gostaria de pensar ou dizer o que pensamos ou dissemos... ou seja uma esculhambação geral, daquelas em que fica-se irremediavelmente preso, com as asas amarradas [asas brancas ou negras - tanto faz!] perco-me em idéias e me incomodo de ver o outro olhando, esperando, interecedendo, aplacando... quem aplaca quem, afinal? o que eu gostaria era apenas de me aplacar. creio que todos anseiam por isso de forma infrutífera: aplacarem-se. 10.8.02
eu não me envergonho de conferir reações...claro que não... por que o faria? agora, têm umas coisas que me deixam.... impressionado... talvez a idéia seja essa mesmo: criar uma certa impressão forte... por que não? de qualquer maneira, as coisas não me impressionam muito... as pessoas, não me conhecendo, entendem que uma ou outra reação da minha parte significa uma alteração forte em meu espírito... tOlO eNgAnO... não É NADA DISSO... eu falo, ajo, penso e sonho coisas completamente diferentes não sou tão comum, tão linear assim... sou mais... nem vale a pena falar muito... o que importa, é você sair, sempre dignamente. entendo por sair dignamente, quando você sai bem com você mesmo. quando você está fazendo o que sente vontade [chorando, rindo, viajando, trocando de emprego ou de namorada - ou nenhuma das opções ao lado]. agora achar que sair dignamente é sair como a COMUNIDADE entende que é sair legal...Pfui! Tõ fora! -- -- -- -- -- se eu não puder escrever, chorar, correr, rir, me embriagar ou lá o que for melhor pra mim.... porque eu tenho que estar bem comigo... estando, deixo a opção das pessoas gostarem ou não desse 'EU'....porque ele é verdadeiro... não vai morrer infeliz... o resto é fazer teatro pra sociedade... e essa cota eu já pago, e bem alta... Dra. Benedita anda colocando a 'casa em ordem'... diante da violência da cidade, da bandidagem, dos crimes, assaltos, seqüestros e o todo o desmando que o povo assiste e é vitimado [passivamente, diga-se de passagem] nossa mulher, negra, favela e governadora [não eleita!] começa a agir. Começou a dar bordoada na polícia à torta e à direita.... com isso, baixa o moral dos praças e comandantes, tira deles o resto de estímulo [já que treinamento, armamento e salário eles não têm!], mostrando que a ordem da cidade tem certas 'regras'... o policial e o delegado que disseram que tim lopes foi imprudente estão ardendo no mármore do inferno... por que? medo de olhar para a sociedade e dizer: é verdade, tim lopes foi imprudente! os policiais que sobem o morro [sabe lá o que 'subir o morro'?] e disparam, são condenados e o comandante do Bope, destituído... a velha história... estamos numa guerra, mas se um favelado 'inocente' é atingido... - - - - - - - > com isso não se trabalha a questão dos 'direitos humanos', não se diminui a violência [ao contrário, fica estimulada] nem se resolve nada. o governo é fraco. tem medo do tráfico, tem medo do que os comunistas vão fazer, dos jornais que 'vão botar a boca no mundo', tem medo dos pseudo intelectuais de plantão [que estão prontos a fazerem passeatas regadas à choppe, com roupinha de grife branca nas ruas de ipanema]. A FARSA DO GOVERNO DO PT NO RIO DE JANEIRO CONTINUA 9.8.02
converso com F. sobre a importância da 'citação', sobre a necessidade da demonstração [quase sempre gratuíta/esquizóide] de erudição. o que é um verdadeiro erudito? não há nenhuma necessidade de explicitação [tentativa] de erudição... porque tem a história da 'cultura de almanaque' . . . é que [principalmente] nos estados do norte e nordeste, notadamente fora das capitais, era muito comum o uso de determinados almanaques que traziam 'curiosidades'. as pessoas com menos acesso a uma formação realmente sólida, valiam-se então desses impressos [na maioria das vezes produzidos por laboratórios] para tirar dali esse ou aquele poema, essa ou aquela citação. - - - - - - > sempre que eu encontro alguém que gosta muito de fazer citações lembro dessas histórias. o 'citador', via de regra [com excessões, é claro] é aquele ser menor que necessita da 'bengala' do poeta ou filósofo, que se auto-afirma [nas palavras de outro, este sim, verdadeiro] diante do lugarejo como aquele que 'conhece'. o restolho, que não leu o almanaque, fica ali, parvo, ouvindo.... o 'citador' [não devidamente medicado] normalmente fala excessivamente, compulsivamente, pulando de um assunto ao outro, com a voz esganiçada, rindo de forma descontrolada - meio que jogando beijos pra sapucaí... - espécie de "Xica da Silva" do encantado... Por falar em Ira, vamos retornar à PEÇONHA tratada no Inferno de Dante Alighieri, em seu canto XVII 1. "Eis a fera de cauda viperina, que monte muros e armas desafia e de peçonha o mundo contamina! 13. Peludas asas desde a axila ostenta e pintados, mostrava o peito e as costas, em que as manchas de um mosaico assenta. 25. Rábida, a cauda sua sibililava, volteando no ar a cauda bifurcada que, à guisa de escorpião, o golpe armava converso longamente com o amigo sobre a possibilidade de rompermos o círculo, quebrarmos os elos, soltarmos as amarras....claro que é isso o que tem que ser feito por qualquer ser pensante, diante da exigüidade do nosso tempo previsto por aqui... porque fazemos tudo o que não queremos, atendemos a todas as vontades externas, seguimos todos os padrões impostos, levamos uma vida não nossa, mas dos outros, do meio a criou para nós... temos então que seguir atendendo às regras impostas, ao que já está escrito.... porque, ao tentarmos romper esse processo, estaremos nós sendo marginais, nós sendo 'estranhos' e essas coisas todas...portanto, vamos levando essa vidinha bovina, atendendo aqui e ali, fingindo que somos o que não somos e assim vai até o dia do final. depois, não mais estaremos para ver a repercussão da história da nossa vida [mas com certeza encontrarão defeitos]. porque eu não posso agora mudar o rumo e resolver que desejo tomar esta ou aquela atitude. não posso, por exemplo, montar na motocicleta agora e passar três dias na bahia. e por que não posso? não posso pelo simples motivo de que não posso, de que preciso estar presente à família, porque o trabalho não compreenderia tal amalucada decisão e tantas outras coisas mais. portanto, na prática, não tenho a liberdade de resolver, agora passar três dias na bahia... aliás, não posso sequer decidir passar três dias na cama, sem sair de casa, sem levantar para nada. logo acharão meu comportamente estranho, minha vida estranha.... e tudo o mais. o que eu posso, de fato, fazer? posso apenas e tão somente, fazer tudo aquilo que a sociedade, que a aldeiota decidiu por mim e para mim. o que já estava previsto pelo grupo socieal a que pertenço é o que me cabe. fora isso, a marginalidade e a doença mental. pfui! a cidade pequena pode ser mais do que um pouso temporário. pode ser ainda uma espécie de ícone, ou de decisão. porque nem sempre a decisão aquela que parece mais brilhante ou ainda mais nobre. Não: a decisão prima, antes pela possibilidade da escolha e aí entra muito do inconsciente, do que imaginas que poderá acabar acontecendo... nossas raízes, etc. porque o universo curvo, a Terra e os outros planetas redondos, como redondo é o seio e a barriga gestante. Como, da mesma forma é o ovo e o óvulo que dão origem ou são a vida 'em processo'... Portanto, estar em processo é isso. É tomar atitude e essa muitas vezes esconde de nós mesmos determinadas verdades malhadas no ferro, gravadas no ouro, que são essas nossas verdades nem sempre aparentes [nem para nós mesmos]. portanto, o retorno à pequena cidade não é uma surpresa, nem os motivos para tal ação, nem as possibilidades que daí advenham, nesse movimento circular - como circular é tudo, é a vida. pensando bem, acho que é sempre mais ou menos isso, o círculo se completa. poucos rompem o círculo. existem reações muito estranhas no se humano. quando o homem está convencido de uma coisa, muito raramente muda de opinião, mesmo as pessoas mais 'abertas', mais 'aptas' a rever posições. numa determinada sociedade, entre um grupo de pessoas [utilizando o meio que for] ficam estabelicidas determinadas verdades, determinadas regras... toma-se como absoluto que aquele é o padre, aquela é a beata, aquele é 'um bom homem', aquela é uma 'má criança' e assim por diante. esta sociedade considera-se 'criada', formada e imagina que deve permanecer assim. se uma das pessoas da comunidade [se tratar-se de forateiro, então!] diz: " não, meus senhores, o pároco não é bem o que diz, não pratica o que prega no púlpito... na verdade é homossexual, masoquista e pedófilo! PEDÓFILO !".... esse grupo de pessoas, de fiéis vão para suas casas atarantados... entendem que o padre tem ares de masoquista... ouviram já os queixumes desta ou daquela criança... mas... mas ele é o Sr. Padre. Nosso pároco há tanto tempo.... já tanto pão distribuiu entre os pobres... já permitiu que tanta gente se abrigasse da tempestade cedendo até mesmo seu catre, sua igreja... parte-se desse princípio para silenciar diante do forasteiro.... há um clima de estranheza no ar... o que deseja este?? porque vem mexer em nossa estrutura, em nossa paróquia? o velho padre sempre esteve conosco, é um ancião, frágil? Como atáca-lo [que covardia!!!]... .... e por aí, segue a aldeota... porque exprimir toda a obra, todo o sentimento de um criador que trabalha as idéias... que pode escrever, pintar, demonstrar, enfim.... transmitir tudo isso pelo gesto sublime da dança é demais... o balé é uma das expressões artísticas que mais me impressiona. verdade que não sou asssíduo freqüentador dos espetáculos [por falha cultural/estrutural minha].... aliás, como temos desvios culturais ! o livro "DIABO" de.... remonta a criatura a tempos imemoriáveis, antes mesmo da Terra, tal como a entendemos hoje. o judaísmo e o cristianismo usaram a figura para chamar 'de anjo caído', 'expulso dos céus' e tudo o mais. na verdade o conceito do diabólico é antrior ao de deus. a idéia de mal varia de cultura a cultura, com a desfaçatez do próprio demo. grandes desgraças, pestes, endemias, tudo passa por ele de forma criteriosa e inqüestionável. a essência do próprio homem, olhada friamente, com lógica, é rigorosamente diabólica. acrescenta-se a este estado, alguns hiatos do que se entendeu chamar por bem, bondade, caridade, misericórdia. muito mais judaico-cristã do que celta, por exemplo. existem, muitas histórias que não foram contatadas e quando o foram, usou-se de seitas e sociedades secretas, marginais para perpetuarem-na. os 'hiatos de bondade humana' são exemplamente trobeteados, há enorme alarido ao seu redor, muito mais para acobertar uma realidade atávica do que por qualquer outra razão lógica.... como o assassino, que dispara duzentos morteiros festivos para, concomitantemente, disparar um único tiro que subtrairá uma vida, passando, ainda assim, desabercebido. com o passar dos milênios, entretanto, o homem criou ordens, mandamentos e, finalmente leis, que tentam controlar a 'fúria diabólica humana'. Essas leis têm algum êxito. mas é um 'decreto-lei' e não um instindo.... e o demônio do início? está aqui, dentro de cada um desses 'filhos de deus' que caminham pela vida, distribuindo a bondade, o afeto. alguns, mais bem aventurados tiveram mais clareza do 'processo' como o Fausto. Este sim, só foi feliz, realizado, verdadeiramente bom e pleno ao 'vender' [que não precisava] sua alma ao demo. (continua) preparo um texto [que está um pouco extenso - precisa ser melhorado -] sobre os seres do mal. hoje, ainda ateu, creio no ser do mal. creio porque ele é muito mais viável do que o demônio ou o espírito isso ou aquilo... o ser do mal, sorri....usa o ícone da flor...é bom. o que me assustou, depois de velho, foi perceber que o ser do mal, é bom. e quando você diz que o bom é mau, a aldeia fica incomodada. a aldeia, sabe de onde vem o perfume de enxofre [exalado por sub flores - negras], mas não quer ver. a comunidade fica melhor consigo mesma 'relevando, tendo 'pena'... Eu não tenho pena. Nenhuma. De verdade. tenho vontade de dizer ainda algumas coisas... são coisas que as pessoas não querem ler [algumas querem, mas dizem que não querem] penso na possibilidade de nascimento. de ter filhos. uma pessoa pode entrar em gestação. a criança pode nascer morta, morrer com um ano, 10, 20 ou 96... são possibilidades. portanto, quando o processo da vida se inicia, vem junto com ele o processo de possibilidades onde não necessáriamente haverá um responsável [por uma possível morte] mas como se sente a velha bruxa parteira que provoca abortos? aquela que traz, dentro de si, o cheiro de enxofre e morte... como se sente? que doença pode ocasionar prazer em provocar abortos?? eu, definitivamente, não tenho pena de bruxas gente que, com unha suja, provoca o aborto. 8.8.02
brinco de imortal ao fotografar a mim mesmo. no silêncio e privado de meu escritório posso fotografar-me como bem entender: em pé, sentado, barba por fazer, cansado ou não. uma leitura rápida pode impressionar pelo fato do ato solitário. 'puxa, ele não tem quem o fotografe'... mas não é isso. sempre temos quem nos fotografe. o que ocorre é que o ato da foto, a abertura do diafragma, o momento exato, a circunstância perfeita, encontramos apenas através da perseverança, do encontro.... como o cientista que tem de aplicar-se o soro experimental, pois é tão dele, que só ele mesmo está ali, só ele entende e compartilha aquele momento. quando me fotografo não faço pose, como fazemos em comum... ou se faço, não é apenas uma pose e sim uma exposição do corpo absolutamente metafísica. o que há naquele momento exposto ao diafragma é um estado, um 'em ser', um 'per si', uma demonstração molecular [para 'eterrnização'] de um processo do homem, de dentro pra fora. aquele fragmento de tempo do homem 'eternizado' em película [ou pixels] é apenas a representação, como a imagem de um santo, que podemos dispor, mas que não é ele, e sim o símbolo, o ícone que, pela fé, nos remete a ele. ao olhar minha fotografia, ['eternizada'] lembro sempre do que pensava naquele momento, do que fazia e o porquê da 'framentação atemporal'. saio do tempo, não para entrar na história, pois ela é passado e sim para estar em paralelo ao tempo futuro que, antes do fechamento do diafragma, tornou-se já passado. colocando a fotografia em meu bolso, carrego a mim mesmo, um retrato de instante eternizado, carregado de sentimento, pensamento e meditação/conclusão. concluo-me em mim mesmo, disponho-me e só eu sei. possuo-me, na verdade; não de todo, porque somos vulneráveis, frágeis e mortais, mas ao fragmento, pinçado e tornado átomo que deixa rastro de pensamento. 7.8.02
"Srta. C.. Por aqui, essa terra distante e, ao mesmo tempo tão próxima, vamos indo bem... Eu vou bem [dentro dessa possibilidade estrita de bem que conhecemos e nos contentamos]. Há como sempre uns excessos, principalmente o de trabalho, esse trabalho burro, comezinho, que fazemos no dia a dia, tomando todo o tempo e resultando em pouco benefício [amplo, se me entende]. Enfim, o que se há de fazer? Comer é necessário, bem como das sustento aos filhos e essas coisas todas... Não podemos nos dar ao luxo de entregar o tempo ao que realmente interessa e largar de lado a 'máquina'. Sei que você entende muito bem o que digo, sabe do corre corre e das tentativas nem sempre com sucesso da 'salvação' :) Que fazer? Continuar tentando e lutando! Bem verdade que enfio-me em mais coisas do que sou capaz de dar conta, tornando-me assim objeto para mim mesmo, criando os motivos para ser um velho com tosse e 'lamuriento'...:)) Mas tudo isso faz parte de uma peça, cujo dramaturgo sou eu mesmo, diretor de cena também eu e ator... quem? eu! Portanto, por enquanto, tudo dentro do previsível, dentro do mais ou menos planejado. Algumas coisas se perdem e me doem, mas faz parte do meu show. Em suma, Srta. C. eis-me. Mas para a Srta., sempre um largo e sincero sorriso" a insônia [que já é natural] se me apresenta forte e tortuosa. não no sentido de sofrimento propriamente, mas na dúvida. a dúvida é o preço que pagamos por não termos certezas absolutas...o que não é o meu caso. sou pleno de certezas [muitas vezes tenho certeza de que a certeza que eu tenho é totalmente ambígua e claudicante!]. entretanto, permito-me, eventualmente, às incertezas. elas são como o alimento da neurose, o estímulo à desatenção na leitura e mesmo no que lá se pretenda escrevinhar... via de regra, a janela é um bom lugar... mas a janela me lembra o frio... e as roupas de inverno doadas.. e assim, caminho, com as luzes [fortes] acesas, pensando, pensando... precisava da resposta imediata [o que não me convenceria de todo], mas seria uma resposta... na verdade, sei qual seria a resposta. seria um sossegar que não me convenceria - porque não me convenço de nada, a bem da verdade - e portanto, nada resolveria. ou seja, cada vez mais enredo-me na incerteza, na medida em que sei a resposta, sei palavra por palavra, mas não acredito em nenhuma, acho que só eu mesmo posso chegar a uma conclusão... agora, querer conclusões de mim é a mesma coisa que desejar que eu fale, mudo que sou! eis como um homem faz-se prisioneiro de si mesmo! escrevo uma carta falando de sentimentos... e acho que dos piores é o de culpa... por mais que a gente racionalize as coisas, por mais que entenda que a vida segue seu rumo independente de planos e projetos, ainda assim, não esqueço que somos, todos responsáveis em graus variados... claro que há o livre arbítreo e que ninguém pode ser totalmente responsabilisado por nada [em determinadas circunstâncias], mas é bom sempre estar atento ao que esses sentimentos podem ocasionar... o que faz um homem mudar radicalmente várias vezes num curto espaço de tempo? será a insatisfação mal disfarçada de anos passados? será a expectativa por promessas vãs? a inocência pura? o que é? o que nos faz mudar as coisas, ou melhor, por que as coisas vão mudando e uns saem de uma maneira e outros de outra nas situações várias? o que podemos fazer para preservar o outro? sim, porque eu acho que a gente tem que preservar o outro. isso é básico de qualquer um que se pretenda 'pessoa'... como saber sempre qual é a atitude mais acertada... sim, porque corremos sempre o risco de, por querer preservar algo, acabar tornando a nós mesmos e 'ao outro', prisioneiros de uma pretensa ação 'mais correta'. portanto, não é esse o caminho também... muito bem, então qual o caminho? como se faz para dormir e para que o miojo desça garganta abaixo? não sei e não encontro na vã filosofia... e me incomoda muito isso tudo. essa não é pra ninguém entender mesmo, viu? estou só pensando com os dedos... somente após a leitura de Julia Kristeva sobre Hannah Aredendt, sobre o processo de 'aparente masculinização', muito diferente de qualquer tipo de homossesualismo, começo a entender o comportamento de mulheres no trabalho que, de acordo com o aumento de atividades e responsabilidades, vão, ao mesmo tempo, 'masculinizando-se'. é engraçado porque eu já tinha percebido isso não só ao meu redor como de uma maneira geral, mas só lendo Julia falando desse processo em Hannah, a coisa foi ficando mais clara, mais óbvia para mim. a 'mulher empreendedora tem um desabrochar viril'... porque o comando, a capacidade de decidir com firmeza e lutar é, essencialmete masculina e a mulher que alcança esse estágio essa plenitude de SER, ganha em capacidade executiva, mas perde em feminilidade... não há um componente homossexual e sim, é preciso repetir, uma masculinização no geral que, às vezes, induz à confusão no outro. principalmente no homem que, percebendo a mulher em igual condição, agindo como o 'macho' percebe-a assim: macho - o que não é, absolutamete verdade. podemos olhar à nossa volta toda as mulheres executivas - na área intelectual ou não - e perceberemos em cada uma delas, esse traço masculino, viril. o homem, perdendo essa prerrogativa, tende a ver uma homossexual, em cada uma dessas mulheres... até porque é mais cômodo para o homem percebê-las assim do que tão (ou mais) capazes do que ele, macho. recebo correspondência [de verdade - papel, caneta, envelope] e fico pensando... essa é a correspondência certa para algumas coisas, algumas pessoas e situações... fico contente por isso. outras coisas não me deixam alegre, me deixam triste... não gostaria de que determinadas coisas rolassem da maneira que rolam... mas é assim e pronto, bem sabemos... fico me perguntando se fiz certo, desde o início.... creio que sim, que fiz... o fato das coisas não acontecerem da maneira esperada não os invalida... eu acho. gostaria de ter paz em relação a isso e a verdade é que não tenho. 'se eu não tivesse...' - mas como basear a vida no ' se eu não...'? enfim, fico aqui...pensando nessas coisas... 6.8.02
[continuando o post abaixo] .... tudo bem, somos uma outra sociedade. não outra geração, pois existem velhos e crianças na rede, mas uma outra sociedade, essa chamada sociedade em rede que vem se colocando em nossas vidas de várias maneiras e por vários motivos.... tem a convergência de várias atividades para o computador (a máquina de escrever, os arquivos, os programas, o acesso à informação, o correio eletrônico, etc.)...a facilidade do correio eletrônico tornou-o indispensável, mas diminuiu a intensidade das cartas o valor essencial das correspondências...a resposta rápida a uma mensagem (carta não mais se chama carta e sim mensagem) originou quase a conversa e daí os bate papos, etc.. mas por quê? muitos porquês e os teóricos estão por aí, aos montes, em livros ou pixels, tanto faz. tudo se explica de alguma maneira... então lá vem a solidão do homem moderno, a desunião da família, o esgotamento dos relacionamentos, a possibilidade de descoberta de 'outros mundos', o medo das ruas pelo excesso de violência e mais não sei quantos motivos.. isso à parte [explicações], o fato é que estamos em rede. e, em rede, não podemos nos dividir tanto... portanto, se há o padre confessor, se há o diário secreto e o amante discreto, há também o blog que expõe, o conhecido que 'visita e opina', as novas relações que se constróem.. nada precisa ser muito explicado nem esmiuçado...simplesmente, acordamos um dia e entendemos que estávamos em rede, conectados a um mundo 'mais próximo'...o mesmo mundo, com as mesmas pessoas.... entretanto, o meio é outro e estamo presos a ele... hoje, reclama-se de e.mails longos, de posts longos, de tudo o que seja reflexivo.. existe o sentimento da brevidade, da rapidez, das poucas palavras... esse mundo nos libertou no imediatamente passado que nos deixava absolutamente passivos [a televisão]. Diante da TV passou toda uma geração 'assistindo' a isso ou aquilo, mas sempre assistindo e comentando, no máximo, com o mondrongo parceiro ao lado. A intenet libertou essa geração intermédia, de quarenta, sessenta anos... libertou da prisão, da passividade da televisão... deu 'voz' a qualquer pessoa... ninguém mais precisa se increver num programa de calouros para ser 'visto'... basta sentar em frente ao seu computador e escrever o que bem entender... toda uma comunidade vai ver, vai concordar e/ou discordar e essa 'resposta' vem na hora.... bom... e o que ganhamos de fato? volto a pensar na conversa de ontem com a amiga sobre os 'quinze minutos'. a conversa não me satisfez completamete, acho que não chegamos às vias de fato, ao que desajávamos realmente falar. mas não faz mal, foi alguma coisa. como transformammos nossos blogs numa espécie de 'realidade' [com certeza mentirosa ou se verdadeira, doentia] pois o blog não é a vida, é uma vida que escrevemos, recriamos, sabedores de que outras pessoas terão acesso e emitirão, de uma forma ou de outra, juízo de valor. eu digo que pouco me importo com o que os outros estão pensando sobre o que escrevo... se não me importo, por que escrevo aqui e não apenas em meu caderno. - - - - - - > meu caderno é mais agradável, o apelo táctil de suas folhas, o escorregar da pena...tudo me é muito mais agradável, me proporciona aquela parcela de prazer quase (ou) orgásmico e visceral e metafísico. tudo o que fiz e deixei de fazer, pensei e planejei, tudo está lá, guardado entre suas folhas... quando eu morrer [agora ou daqui há dois anos] tudo vai continuar lá... até que alguém jogue fora... se está tudo lá, por que sebto-me em frente ao teclado frio, olho o monitor distante e me proponho a escrever [não tudo - sim, porque não escrevo tudo - ninguém escreve]? porque sei que tantas pessoas vão ler... e ao lerem vão gostar ou não vão gostar ou acharão indiferente... sendo todas essas atitudes e sentimentos, sensações em relação ao que EU escrevi...portanto, à mim... - - - - - - > mas o que faz com que eu venha a 'público' ew escreva umas quantas frases ora certas, ora desconexas, ora fazendo citações, ora dando uma opinião aqui, outra ali? pra quê? quem se beneficia? por que a pessoa está lendo o que eu escrevo ao invés de ler Dickens ou Paulo Coelho? Por que? Curiosidade? Mas eu não digo tudo! E o que é o meu tudo! O que interessa se estou triste ou alegre, se construo frases bem ou mal, se minha cor ideológica é mais à esquerda ou à direita? que diferença faz? interatividade? um ler o que o outro pensa e comentar? uma forma? uma 'cultura' própria desse início de século XXI ? Ainda que o seja... se estou consciente da inutilidade, por que participo...? por que deixo de usar meu tempo nos meus escritos para escrever aqui, ao léu... para uma platéia invisível...? que tipo de mutações estamos sofrendo? "os seres vivos são de tal forma 'feitos de mundo' que não há tema, ou sujeito, que não seja igualmente objeto e não apareça assim ao outro que lhe garante a realidade 'objetiva'.[...] A pluralidade é a lei da terra..." Hannah Arendt voltando à história d'A longa fila de homens mortos'.... estou aqui pensando em como é longa e difícil essa caminhada... o que temos pra trás é 'essa longa fila'... e pela frente é um trabalho árduo.. de tentar levar adiante uns poucos projetos que vamos fazendo e colocando em prática dentro do possível... mas é um possível tão frágil... ainda hoje tava convensando com PD. Parados, montados em nossas motos, no estacionamento... qual seria a diferença? por que não saímos agora e pegamos a estrada.. e vamos, vamos sempre, pra frente.... vendo o campo, rodando...parando em bares... conhecendo gente, rindo com essa gente... ensinando e aprendendo... tentando fazer alguma coisa legal pelas pessoas [e por nós mesmos]... por que não? qual é a diferença no fim? por que temos que seguir essa vidinha certinha, enfadonha, exata, como se o mundo fosse exato, cheio de marcações a serem seguidas e nossa vida fosse eterna.... por que nós teremos que passar ao invés de rodarmos muito, deixando as coisas passarem pela gente? qual a diferença? essa porcaria desse template realmente é uma merda... a sorte é que eu conheço profundamente HTML (vivo explicando pros meninos que trabalham comigo - hoje mesmo perdi horas explicando essa 'linguagem pro 3D e o Diogo)... se não fosse isso.... vê...agora que o comments diminuiu, quando eu faço um link a font diminui também.. 5.8.02
lucinha vem até a porta da empresa. comigo. vínhamos, na verdade, conversando sobre coisas várias. decidiu que, por sairmos excepcionalmente cedo, podíamos muito bem tomar um chopp... e fomos... foi legal, porque tinha um bocado de coisas pra gente botar em dia.... ou em noite.. - - - - - - - - - eu sei que eu já disse isso aqui antes, mas sempre que eu vejo a lucélia fico emocionado... tantos anos... eu tô ficando um velho babão... desses que emocionam e choram à toa.... é engraçado que todo dia que a polícia prende um bandido mais poderoso, a Dra. Benedita manda sua assessoria dizer que "FOI PRESO MAIS UM COMPARSA DE ELIAS MALUCO".... A bandidagem toda do brasil é sócia do Elias....:) Ele que é bom, necas. olha só, gente: eu entendo a preocupação de todos, a vontade de que a coisa fique mais clara, que se vá mais a fundo, etc... Mas eu confesso que não tenho tempo nem paciência.... o blog tem essa coisa...os posts vão ficando lá pra baixo, daqui a pouco viram arquivos e quem leu, leu, quem não leu... É meio como a vida...passa. Eu já disse o que achei que devia dizer, respondi à todos os que me escreveram e tal.... Todo mundo sabe que pode postar, pode dizer, "cuidado que ela quer atacar" ou... "Fui atacado!"... No mais... não perco mais meu rico tempinho... até porque, não se bate em gato morto... da minha parte, chega. Cada um faça o que achar melhor. As pessoas de boa índole, as que vivem da vida e não da morte, as pessoas que desejam esse espaço apenas para o entretenimento, para a troca de informações e amizade temem que alguns adjetivos que eu usei propiciem algum engano, que se tome esta por aquela... Não acredito... Mesmo que um adjetivo ou outro sirva à duas pessoas, TODO MUNDO sabe que uma é normal, não interfere na vida alheia e a outra... bom, a outra todo mundo já sabe.... Alguém conhece um serviço pior do que o atendimento da Telemar, quando se trata de suporte ao Velox? caminho pelo estúdio que está às escuras... o segurança estranhou minha chegada à emissora aquela hora da madrugada...me olhou de forma estranha, tentando entender, mas acabou por não dizer nada... deu boa noite tentando ser natural [e não foi]. dirigi-me para o estúdio onde sempre faço as gravações noturmas... não havia ninguém... fiquei sentado um pouco num cenário já em desuso. acendi um cigarro [sabendo da proibição de fumar no local]... quase não via nada a não ser a brasa do cigarro... lembrei do homem com câncer de pulmão sendo operado no dia anterior... "logo, logo sou eu', pensei. Pensei na morte - sempre penso na morte - e acomecei a ficar inquieto - não pelos pensamentos, mas pelo ambiente. Estúdio velho, decadende... dei ainda umas voltas, de lá prá cá... conhecia bem aqueles ares, aquele cheiro... lembrei-me das marteladas dos maquinistas montando esse e aquele set para a gravação... depois saí... passei pela portaria e dei outro 'boa noite'. segui de motocicleta para a praça mauá... queria saber se ainda existiam os malandros, as prostitutas e os marinheiros.... não vi nada disso... vi uma gente nojenta, bandida... acelerei e corri pro colo do leblon... os jornais martirizam a gente com esse negócio todo de quem 'está na frente ou atrás' na campanha eleitoral... e ainda faltam meses... pfui! não sei se contei aqui, mas josué montello escreveu quase duzentos livros mesmo tendo vida ativa nos gabinetes do poder... perguntei a ele como conseguia fazer tudo e ele, sorrindo, respondeu: insônia, meu filho, insônia... converso um bocado com uma amiga sobre 'os quinze minutos' de fama que os blogs podem sugerir a quem os escreve. não acredito muito... fama na solidão do escritório, sob a luz do monitor? bom, pra mim iso não é fama. tudo bem que quando a gente posta uma coisinha um pouco diferente, faz um alerta mais veemente, pode causar algum movimento, a 'luz vermelha' pode acender aqui ou ali... mas não acredito que possamos achar que isso seja algo próximo de 'fama'. Essa coisa, essa persona, que falida na vida pode acreditar ter algo na internet próximo à fama, normalmente não quer apenas 'quinze minutos'... constrói com paciência e perseverança uma espécie de imagem... vai tecendo, como uma teia, diariamente, aos poucos, sem pressa. é uma fama construída por estar sempre presente, sempre 'atuante', sempre 'disposta'. cria, no escritório com cheiro de morte, uma central...reproduz imagens, poemas, afagos a tudo e todos... com o passar do tempo vai-se tornando conhecida naquela ambiência, procurada... começa então a aconselhar, a oferecer o ombro, a mostrar que a dor não é só 'do outro', que ela própria conhece a dor... assim, em pé de igualdade com quem não está bem, vai entrando, sorrateira, nas vidas...sai da internet, usa outros meios e vai...se infiltrando... nunca se ouve uma palavra, um gesto que não seja coroado de bondade, de justiça, de prece, de rococó... assim constrói-se esse tipo de 'fama'.... depois, com o passar do tempo, a taia está criada e todos que passaram por ali, contaram um pouco, choraram, desabafaram... ela tem, então, um pouco da história de cada um... das intimidades, das virtudes, das doenças, dos dissabores.... jamais levantará a voz, jamais será agressiva... apenas ouvirá e terá uma palavra de conforto... depois, santificada, ninguém mais terá espírito crítico, ninguém mais sequer pensará na possibilidade de... e, se algum mal vier, terá sido por culpa do outro e não dela... e os que perceberem isso não dirão nada pois parecerão loucos diante de uma comunidade que presencia a bondade, o despreendimento, o carinho distribuído dia após dia, semana após semana, ano após ano... e são tantas informações... todo mundo, em seus momentos de fraqueza, contou tanto.... florbela espanca ganha resenhas nos cadernos literários dos jornais e revistas semanais... trata-se do lançamento de dois livros seus... o mais interessante pra mim é o que contém diários, contos e correspondências... florbela [no livro existe uma pequena biografia], entrou e saiu da vida dignamente. por isso, hoje, tantos anos depois, continua importante e famosa em todo o mundo. talento e caráter. 4.8.02
- você pode ficar comigo essa noite? - ela me pergunta na porta de casa, logo que desmonta. mantenho o motor ligado, marcha lenta. acendo um cigarro e olho à frente. a névoa persiste. mais em mim do que fora, mas persiste. - pode? - ela repete. por que eu ficaria? por que tenho que passar noites aqui e ali, com essa e aquela, dependendo do momento da ocasião? tenho outras coisas para fazer, ainda que sejam todas um grande nada. mas não é também 'nada' dormir com ela? pra quê? - não. infelizmente não posso. têm umas pessoas me esperando...marquei há muito tempo... - estou te pedindo - ela insiste. - por que? - preciso ficar com alguém, preciso ficar com você. - comigo ou com alguém? ela vai mais à frente, próxima ao guidon.... o ruído da marcha lenta persiste, bem como o facho do farol perfurando a névoa... - você entendeu... sabe que preciso ficar com você. penso em falar... em dizer o que não estou pensando. jogo o cigarro fora. beijo-a na fronte. acelero e parto caminho sobre um chão molhado embora não chova agora. o céu está carregado, como há três dias, prenúncio do mal. o tempo mau é prenúncio do mal, dizi meu avô - que morreu durante a tempestade. caminho então por esse chão que me reflete, como reflete o neon vermelho dessa boate de quinta categoria... poderia dar uma entrada e ver o que rola, mas não tenho vontade. o macarrão que devorei naquele botequim me bastam como aventura por hoje. a motocicleta está lá, paciente, honesta, me esperando. sempre me espera. saímos e rodamos perto de quarenta km até chegar a casa de laurinha. ela não sabia mais se eu vinha ou não com esse atraso de mais de duas horas... conversamos um pouco, tomamos chá. laurinha é uma pessoa antes de tudo estranha, dessas que não sei bem descrever, nem sei bem o que pensa... por vezes me conta coisas interessantes e sua visão de mundo, prolixa, me convence. sua história é triste e raramente falamos dela. sorri e diz que a minha também ' não é lá essas coisas'...concordo. resolve ir comigo até a lojinha, três quateirões adiante... dessas que não fecham dia e noite... vai na garupa, dizendo que a minha é 'a melhor garupa' que já andou... compramos cigarros, bebidas e voltamos pra casa... não sei dizer se está propriamente frio... uma hora depois estou impaciente, não quero mais ficar... procuro o momento certo para a despedida. sei que ela não deseja a minha partida, mas é hora de ir... estou sempre indo, digo pra mim mesmo [o que, de certa forma, é verdade]. arranco com a motocicleta. ela não está na janela, mas sei que está atenta ao ronco surdo do motor. a tragédia da sexualidade na velhice, bem como as mazelas de uma sociedade autoritária, com todos os seus convivas está presente em " Diário de um Velho Louco" de Jun'Ichiro Tanizaki, japonês contemporâneo de Yukio Mishima. depois do lançamento dos chineses Xangai Baby e Bombons Chineses, temos leitura de todo o tipo de patifaria, drogas, homossexualismo e o que mais pintar.... Sodoma e Gomorra não foram nada, perto dessa turma! :)) como disse no outro, fui assistir Minory Report.. - o máximo. Talvez não o melhor filme do mundo, mas o máximo de qualquer maneira. - - - - - - - - > é baseado num conto muito antigo [não lembro o nome do autor], mas enfim.... fiquei impressionado [muito] com a história... não me espantaria de fosse de Kafka ou Borges ou... sei lá.... imagine só você ser preso, julgado e condenado por um crime que você 'IRIA' cometer se 3 paranormais não tivessem 'visto', 'previsto'.... é uma loucura...porque é possível, mas é duro de engolir... aí vem essa polêmica da ética, dos direitos, de como condenar uma pessoa na 'suposição' de que ela cometeria um crime... parace absurdo, não? mas nem é tanto, num mundo onde todas as pessoas estão o tempo todo conectadas, onde os padrões são outros...onde você é monitorado vinte e quatro horas por dia, atráves dos olhas, das íris... - - - - - - - - > e já vivemos nesse mundo... talvez ainda sem esse nível de sofisticação, mas em qualquer lugar que você entra tem uma câmera te filmando, por onde você vai passando, vai deixando as marcas do teu cartão de crédito, as tuas senhas.... não existe mais a menor privacidade...teu computador está todo o tempo sendo monitorado pela Microsoft, tudo, tudo Daí, que, num mundo desses, a ética se altera, os conceitos mudam e essa história do filme e tão viável quanto a caixa de sucrilhos ter propaganda em áudio e vídeo.... das vinte e sete correspondências que recebi até o momento sobre os posts da famigerada '"FADA DIVINA" - [quinze e.mails e doze mensagens de ICQ], apenas duas, DUAS pessoas não têm medo. Sabem de tudo o que estou falando e não têm medo. Todas as outras correspondências me pedem sigilo, querem viver em paz... Apenas, em algum momento lá atrás, cortaram - discretamente - relações com a 'maravilhosa'. - - - - - Continua a distribuir beijos e carinhos em profusão histérica. Mas não está quieta. Está trabalhando. Diparando e.mails queixosos, lacrimosos...Jogando na cara de todos sua bondade, seu amor, suas doenças graves... as injustiças a que está sendo exposta! Já teve gente que perguntou simultaneamente a mim e a ela o que havia. E mandou-me a resposta dela: dá nojo! A psicose maníaco-depressiva e/ou histérica não justifica porque, segundo especialistas, não altera a consciência dos atos nem das atitudes... Aguardarei um pouco mais (se querem eu EU publique ou não). No mais, azar o de quem não percebe. É porque é burro e eu odeio gente burra. ESTÁ TUDO MAIS OU MENOS COLOCADO. NÃO VOU MAIS PERDER MUITO TEMPO COM ISSO 3.8.02
Há meses atrás eu escrevi longamente sobre a impossibilidade das salas de bate papo e de como elas serviam de 'máscara' para doentes mentais e de caráter... Foi a época em que fiz o ELOGIO AO BLOG, este sim, meio possível de comunicação, de exposição do 'eu' e de relacionamento saudável na rede. - - - - Cabe agora alertar, ainda considerando o blog a forma mais honesta, a possibilidade da disseminação da intriga e da desavença de uma forma mais consolidada. Porque o blog é um espaço cativo, conhecido onde as pessoas podem vir sempre e acompanhar o que eu conto... Imagine que eu seja uma velha simpática, que escreva coisas belas e tenha sempre uma palavra de carinho para todos. Imagine ainda que eu seja doente, carente e, isso estigmatizado, torne meu espaço "SIMPÁTICO' e querido. Continue imaginando que não exista nada a dizer mal de mim e que, qualquer um que se oponha, tente mostrar algumas coisas, seja visto pela comunidade virtual como uma pessoa má, leviana e covarde. Pronto: Aí está o cenário perfeito para que eu escreva, sistematicamete o que me interessa, mande e.mails, dê telefonemas, crie uma rede de seguidores. E daí, faço o que quiser. Porque, antes de tudo, sou bom, culto e 'coitadinho'. Sou aquela velhinha boa, simpática e frágil que oferece o ombro e tem sempre a palavra amiga... O veneno destilado dificilmente aparecerá... Esse espaço não é de silêncio nem hipocrisia. Pouco me importam as opiniões contrárias e as "correntinhas" lacrimosas de quem é do mal. Mas é bom que fique o alerta: o telefonema insano, irresponsável e antes de tudo carregado de maldade para o Sul está registrado Não se pense que por uma graduaçãozinha de terceira, citações pífias ou por conhecimento com esse ou aquele, ou ainda que Aids, câncer ou demências ( FALTA DE SEROTONINA É UMA COISA, DE CARÁTER É OUTRA) de quaisquer espécie, sirvam como lenitivo ou como justificativa ou ainda que amorteçam o impacto das atitudes! Não. Não será permitido que elogios, simpatia falsa, sorrisos e freses de efeito encubram a hipocrisia, a desfaçatez, intriga, fofoca, canalhice! Não há porquê se iludir! Quem usa esse espaço para ser canalha, malévolo e, pior, peçonhento, não seguirá impune. Conhecer isso ou aquilo... aparentar altruísmo etc. não vale nada! Tenho mais... tenho verdades e contra a VERDADE...... Tudo, para na hora certa, mostrar que a peçonha está (ainda) à solta. Mas será olhada, controlada e desmascarada. ***Existe uma história suja a ser contada sobre a queridinha, a fada madrinha dos blogs. ela será contada por mim. mas sem as palavras escorregadias, sem os elogios e falsidades que iludem, será apenas uma história a ser contada e provada. E o mundo ficará melhor. 2.8.02
Srta. C. Nesse momento do trajeto apenas você está me acompanhando. Mais ninguém e é bom, pois você me basta. Não, não estou mal como pode parecer à uma primeira leitura. Como vai na correspondência é tempo de mudanças, tempo de troca de pele... casca de serpente... o que há é um descontentamento com o todo, com a hipocrisia e com a falta de afinco [meus mesmo!]. Portanto, o que me resta, é reclamar menos e trabalhar mais. Tem toda a parte teórica que tenho que estudar [sem parar, eternamente...] e a parte prática, do fazer mesmo.... tenho também os textos a produzir... talvez parta para algo diferente, retome um caminho que já trilhei e deixei de lado que é a educação a distância... não sei bem ainda, estou em negociações... preciso me atualizar e os teóricos deram uma parada (risos)... é engraçado como os teóricos correram à frente das possibilidades midiáticas e agora tiveram que parar um pouco à espera da tecnologia... Mas isso é outro caso... aproveito esse tempo estranho, essa entressafra para aprofundar um pouco o conhecimento sobre hannah arendt... para refrescar, policiais em profusão.. :)) No mas é isso, trancafiado em mim mesmo, procurando perceber o que se me apresenta. beijo busco o humanismo sem medo. quero dizer que busco o humanismo total, verdadeiro, sem aparas nem 'senãos'. para isso preciso compreender o mundo tal como está, que me cerca e oprime. quero dar o que é meu, o que me excede, ao próximo, mas tenho um preço: não quero ser molestado. quero dar dinheiro à criança pedinte, se possível adotá-la, mas não quero ser vítima de um vagabundo drogado [ou não]. esse vagabundo, por mim, pode morrer e não me importo em executá-lo eu mesmo... - - - > quero dividir o lugar onde moro, já que por aqui cabe mais um, mas não quero encontrar minha casa saqueada pelos companheiros desse 'um' que ajudei. quero, portanto, um mundo incongruente e ilógico. porque o homem pensando sozinho, sempre, em qualquer situação e de qualquer coloração política será sempre errado em suas avaliações. caio então no conceito de grupo, de maioria, de discussão e consenso... ou seja, retorno ao mundo atual, tal como está, carregando todas as suas injustiças e loucuras... e minhas propostas individuais são loucas... mas a da sociedade também é. poderia me suicidar, deixando 'para os outros' o problema o imbróglio criado pelas gerações passadas... mas por que haveria eu de dar a minha vida agora? deixo , pois, que ela seja retirada na hora certa... - - - > mas certa pelo destino, por deus ou pela possibilidade de... e não por um outro homem que, sozinho [como eu não quero agir] resolva atuar... como vêm, senhores puristas, a coisa não é simples, as soluções se entrecruzam, se anulam, umas às outras, deixando-nos eternamente errados e culpados. nesse vácuo do imprevisível e brutal... o grupo Hamas faz mais um ato de terrorismo em Israel, matando sete estudantes universitários e ferindo 86 pessoas. Então ficamos assim, no ataque de israel, morreram 9 crianças muçulmanas, agora morrem 7 jovens judeus... o líder do Hamas diz que o ataque foi um sucesso. E realmente foi. Tudo bem que Bush esteja uma fera e que vá acontecer outro ataque agora contra mulçumanos e, muito possivelmente, outras crianças vão morrer. E, me digam, qual é a diferença na morte de uma criança de 7 anos ou na de um adolescente de 17? Pra mim, nenhuma. poderia até argumentar que os universitários vítimas do terosrismo, mortos em Israel, seriam técnicamente, mais úteis num futuro próximo ao mundo do que as crianças muçulmanas, fadads pelos xiitas a tornarem-se, no máximo, 'homens-bomba'... mas não é um argumento 'politicamente correto. no fim, o que importa é que a guerra continuará, impune, por década, séculos... se não houver extermínio de um dos lados e o outro tornar-se soberano, teremos o mesmo extemínio homeopáticamente ao invez, do antibiótico halopada....apenas questão de método...infelizmente. como não podia deixar de ser, recebo correspondência sobre minha pergunta 'da importância os jornalistas transcreverem blogs na imprensa. imprimi e levei o e.mail para uma conversa com outros jornalistas de televisão... ora, evidente que não é para polemizar, como também é ridículo achar que escrevi porque não sou citado nas colunas. aliás, nem é esse o enfoque da coisa... o que eu acho é que o blog é já mídia própria, que circula livremente por seu meio, a internet. uma coisa é os outros meios de comunicação tratarem o tema 'blog' e citaram esse ou aquele de sua preferência, ou ainda disponibizarem seus artigos no jornal e na internet. outra coisa, muito diferente, é deixar de escrever sua coluna, trocando-a apenas por uma série de posts, recolhidos aleatóriamente. num primeiro momento, o camarada que escreveu o post, o autor do blog fica contente, 'honrado' e tal por ter seu escrito pulado do meio próprio, não profissional para a 'grande mídia'... tudo bem, dá pra compreender... outra coisa é o jornalista não precisar mais escrever... daí me falam no Gravatá que também faz um pouco isso... Ora, eu não o conheço pessoalmente, mas sempre li suas colunas e o respeito muito. Não se trata, como querem as 'velhas rabujentas binárias', fazer parecer. não tenho nada contra ninguém. apenas levantei uma questão. se não é nada disso, desculpaí.... preciso na vida encontrar bons motivos para tudo. não me pretendo um 'fazedor' de coisas apenas ou ainda um vivente, desses que perambulam pela vida sem nada fazer de fato, algo que fiquei, marque. para tanto não é preciso tudo... como disse no outro, é momento de mudanças... o que faz as pessoas se afastarem? sempre me perguntei isso, mas de forma pouco preocupada. hoje em dia é uma questão que me persegue mais... às vezes brigamos com alguém, ficamos com raiva e essas coisas e terminamos por nos afastarmos. mas existem situações que não... as pessoas simplesmente vão falando menos, contando menos aquilo que antes seriam novidades fantásticas.... o que acontece? fico pensando muitas vezes que a vida se move como a dança dos vampiros, onde os grupos [ou pares] se aproximam e afastam, como ondas... por quê?? o que se espera de um homem? que seja bom e justo? vitorioso, glorioso? realizado e invejado? eu não sei o que realmente se espera do homem. existe uma expectativa do meio à cada um dos seus cidadãos. que o médico cure, que o advogado absolva, que o engenheiro construa...que o mendigo não incomode! ficamos nós, para lá e para cá, tentando encontrar essa 'possibilidade de ser' não para nós mesmos e sim para os outros. não para um e outro, mas para um grupo, massa amorfa que desconhecemos individualmente e que chamamos 'sociedade'. e somos estimulados desde o nascimento ainda que nos revoltemos e façamos uma ou outra coisa 'diferente', não percebemos o quanto isso é 'nada'. - - - - - - - - > o que é a mulher que insiste em manter três amantes, ou o homem que se embriaga diariamente ou a mulher que, homossexual, afirma seus desejos? o que são o assassino confesso ou o padre pedófilo? nada. um monte de pequenos nadas chamando a atenção por um no fundo, nada altera a massa, a sociedade. ela caminha, segue como uma nuvem, grande, espessa que vemos de longe onde percebemos nada senão esse grande algodão contra o azul do céu... se algumas gotículas lá por dentro estão em desacordo com o todo, é irrelevante para o . . . .chega 1.8.02
hoje reencontrei a beth. trabalhava na tv comigo e namoramos um bocado. há um quarto de século... hoje, somos duas sombras do que fomos, dois seres que trilham seus caminhos. e nada mais. vida, estranha vida. fica essa discussão chata sobre eleições... eu não quero falar e, por isso mesmo, parece que as pessoas me escolhem... tratam desse assunto como se tratassem de uma verdadeira revolução. era preciso que a população compreendesse bem o momento histórico que vive, o momento nacional e mundial. ora, não estamos à beira de uma revolução de de uma reviravolta... não está acontecendo nada por essas bandas que seja tão importante, ou antes, tão perigoso à ponto de as pessoas comuns fingirem-se tão entusiasmadas com o pleito. o que está acontecendo? nada. o mundo caminha de forma tranqüila [fora os locais que nunca estiveram nem estarão], as mudanças grandes acontecem muito mais nos países desenvolvidos que, de alguma maneira 'governam' o mundo. - - - - - - - > evidente que o brasil não é mais uma republiqueta de bananas, nem um país e se jogar fora. vá lá,. é um grande país, com grandes possibilidades e que está se desenvolvendo na sua justa medida e possibilidade. nada mais. o que acontecerá no final do ano? sairá o fernando henrique e assumirá a presidência da república o ciro gomes ou o josé serra que, salvo pequenas correções de rumo, continuarão sobrevivendo aos maremotos vindo de fora, alavancando novos empreendimentos, abrindo o mercado, privatizando, globalizando, enfim. SÓ - - - - - - - > por que o homem comum está falando tanto em bares e botequins? o que estão achando? que estamos 1968? que teremos uma revolução dos cravos ou uma primavera de praga? portanto, não seria mais útil dedicar-se ao trabalho, ao estudo e ao lazer? já não bastaram as festividades por conta do carnaval e da copa do mundo? - - - - - - - > o processo no brasil continuará, tranqüilo, sem anarquia, lento e seguro rumo ao desenvolvimento. só Lavar roupas as duas horas da madrugada é o preço das atividades múltiplas, de querer fazer mais do que é capaz, de não ter ajuda e ser só. Em contrapartida, ninguém escolhe minha leitura nem reclama [ou se incomoda] com tantos volumes e/ou abertos e/ou na fila de espera. |