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...são pedaços de papel, folhas de cadernos, guardanapos sujos e restos de cabeça insone.
Entre em contato Visite Tecnologias 2000 Marina W Comentários do Autor Textos do Passado 01/01/2002 - 02/01/2002 02/01/2002 - 03/01/2002 03/01/2002 - 04/01/2002 04/01/2002 - 05/01/2002 05/01/2002 - 06/01/2002 06/01/2002 - 07/01/2002 07/01/2002 - 08/01/2002 08/01/2002 - 09/01/2002 09/01/2002 - 10/01/2002 10/01/2002 - 11/01/2002 11/01/2002 - 12/01/2002 on-line |
Não possuo nenhuma expectativa maior em relação às pessoas. Convivo com elas na sua justa medida. O impossível na raça humana são justamente as pessoas. Definitivamente, o silêncio não é dos inocentes. Por mais que eu pense bem ou mal das pessoas, elas sempre me surpreendem.O Blog é uma "Carta de Intenções" raramente cumprida. Eu vivo dos meus desequilíbrios* Copyright Nicka. Sempre teremos Paris.... |
31.5.02
sempre que dou uma lida no borges ou no bioy casares, sinto uma certa tonteira, uma sensação estranha, como se estivesse [eu] perdendo contato com a realidade... existem algumas coisas que me fascinam: espelhos, relógios, calendários, ampulhetas, máquinas fotográficas, portas e escadas [dentre muitas outras].
os espelhos de borges me surprendem e assustam porque revelam esse mundo múltiplo, esse fragmento do que é - ou poderia ser - essa possibilidade de ser um reflexo de algo e não aaquilo mesmo e sendo reflexo, pode também não passar de reflexo do reflexo [mil vez repetido]... portanto, o que sou e vejo tanto pode ser a mim e ao outro quanto o reflexo de um de nós ou dos dois ou nada disso, muito ao contrário... e esse tic tac constante mostra [sonoramente] a areia escoando na ampulheta, num signo claro de que esse momento não se repetirá nunca. esse momento jamais existiu e jamais existirá. ele é único. mas como pode ser único um momento refletido? não pode, pois através do reflexo não há uma coisa e sim mil [que na verdade não são] e sendo mil, serão cópias do um e a areia da ampulheta não controla essa possibilidade. de uma certa maneira, o homem insiste em passar a perna em deus com suas multiplicidades de opções, transformando o tempo humano num engano para o próprio tempo [que se perde po não ser mais que tempo] até mesmo no tempo, quando tiramos a fotografia, aquele instante fica 'congelado', não vai mais para a frente nem para trás. uma fotografia de um ampulheta, portanto, seria uma demonstração da possibilidade do homem, seimi-deus, aprisionar o tempo num pedaço de papel. ... porque... se olho a areia parada [ainda que estivesse caindo], vejo aquele instante aprisionado, que pode ter sido há uma hora atrás ou há um século atrás. aquele tempo está ali. não anda mais. se, ainda, coloco essa fotografia em frente a um jogo de espelhos ela se reflete ao infinito, paralisando um tempo que deixa de ser um, transformando-se em muitos [e mesmo o tic tac] insistente em frente aos espelhos não impede a visão do tempo engarrafado, preso, estático....como colocar um determinado contador de tempo num labirinto e dizer a ele que o tempo só passará de fato se ele sair do labirinto [e este não tem saída] esse contador de tempo correrá, desesperado para sair e não sairá e seu tempo [seria] desprezível, um 'não tempo', o que não é verdade para mim, que fora do labirinto sei que enganei a ele, mas não a mim. são essas as coisas, esse tipo de estrepolia, de rasteira em deus, ocupa parte do meu tempo de ócio... que, colocado, rfletido na net, perpetua-se e cria uma espécie de círculo onde eu e deus nos perdemos e borges fica rindo... tudo é branco. o mundo é branco. a vida é branca. o homem é branco. o mar é branco. a alma é branca. deus é branco. a rua é branca. não posso sair do branco. ele me aprisiona. ao lado vejo e preto e lá vou: o homem é preto, a vida é preta, a noite é preta, a lagoa é preta, deus é pretíssimo e o preto me prende. volto então ao branco porque o leite que tomei mês passado era branco. volto ao preto porque o café que tomei anteontem era preto. estou preso no preto porque preto eu sou. é preto ou branco. olho e procuro outra coisa, mas não tem. pretou ou branco. branco ou preto. volto pro branco. pulo propreto {pro preto ou propreto?]. dizem que existe cor e olho, olho e bem vejo: existe sim: preto e branco. quero me mover, sair daqui, mas não consigo..nem pra frente nem pra trás..pretobrancopretobrancopretobrancopretobranco ... ... parei a moto num sinal e vi um homem maltrapilho em pé em cima das faixas de travessia de uma esquina. ora olhava e pisava apenas numa faixa branca, ora no asfalto ao lado... imagino que seja esquizofrênico. fiquei pensando no que ele estaria pensando.... eu estaria pensando no que disse aí em cima...
tive a oportunidade de privar de alguns momentos pessoalmente com Mário Lago. Nem sempre simpático, tratava-se de um intelectual refinado, literato, escritor e homem da vida. viveu-a plenamente na lapa, nos morros e em ipanema. cantou e fez sambas memoráveis... trafegava entre Shakespeare e Cartola com a desenvoltura de quem troca de camisa. Comunista convicto, de carteirinha, sempre foi perseguido por qualquer tipo de ditadura. Chegava a ser cômico. No tempo do Getúlio, quando escrevia alguma coisa ou tornava pública sua visão política, ou ainda, quando havia qualquer reviravolta de 'acerto político', Mário, tranqüilamente, fazia sua pequena mala e aguardava... uma hora depois a polícia ia buscá-lo: "Vamos seu Mário?" - "Vamos" - respondia ele... entrava e saía das cadeias das ditaduras com até mesmo bom humor. É importante que se tenha noção exata do que foi esse homem, Mário Lago, da sua contribuição à dramaturgia, à literatura, à poesia, ao samba, à mulher, à boemia... Uma de suas máximas: "Eu fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo. Nem ele me persegue e nem eu fujo. Qualquer dia a gente se encontra" Mario Lago do equívoco matemático do nu e do um o que é o corpo nu? penso que é um corpo, mas não é! porque nus são todos os sentimentos fortes, todas as coisas que se entrelaçam em nós na medida em que sou nu, sempre fui e assim irei...minha nudez da alma, do coração e mesmo a do cérebro me tornam difuso, não como quem perde a identidade, ao contrário.. como quem tem a identidade reafirmada e preservada nesse abraço forte com o outro [que não é outro e sim parte de mim] e que me faz pensar no 'Fator Nu'.. quando meu corpo [qual] se acalma, meu coração inverte o processo e divido essa mistura com o outro porque um corpo ou um espírito não suportam a energia que não é mesmo para um, nem mesmo sei o que é o um.. penso na alma nua, no corpo são [ou não], mas a unicidade é prejudicada e percebo que deveria propor uma revisão matemática porque esta não se acerta com a vida.. existe uma confunsão metafísica do um com o dois porque dois é um, mas só se percebe na alma e não na calculadora...jogo então a maquineta no lixo e recrio-me em busca de... não sei como farãos os outros e quando falo em outros me angustio com o 'S', pois volta a dúvida existencial do que sou ou somos, cada um [que não é um] tudo bem, desisto de explicar.. :) leio os jornais e me desepero... as coisas ruins, aqui dentro, na minha cidade, se sobrepõem às boas... nem vou escrever pra não 'apanhar' mais.. :) Para a Rosa - que de sub, só o nome.... nossa Meg continua tendo esses problemas de vírus e coisas terríveis que verdadeiramente me apavoram, neurotizam, desesperam ! em em seu micro... detesto as coisas que fogem ao meu conhecimento, a um certo controle [ou seja, sou um neurótico bem fornido pois não domino nada]... então ela tá lá, ilhada, abarrota de e.mails e sem saber... mas, como tudo, isso vai passar e volteremos a privar de sua 'intimidade', se bem me entendem. no mais, menina.... é ir se cuidando primeiro, porque essas máquinas... enfim... martelos, serrote e rodox são uma alternativa [que sempre penso para o meu]... beijo acho que você é inteiramente minha, que eu te possuo, na hora em que, na verdade, me dou e me possues... quando digo que não sou meu, mas teu, nesse momento, não nos somos. temos e somos, mas é difuso e bom porque é essa coisa inteira, una, composta de dois que não o são. durmo e acordo sem saber de quem são as pernas e fraquejo para não forçar teus pés quando na verdade são meus e beijo sem saber se a mim ou ti ![]() às vezes tememos a felicidade pela possibilidade de perdê-la... é verdade, embora pareça absurdo... seria mais ou menos como se não comprássemos um carro pois ele um dia será 'um carro velho' ou, pior, pode bater, pode ser roubado, pode vir com defeito de fábrica... então sofremos porque estamos na porta da loja, com o dinheiro no bolso, o carro está ali e temos medo... E todos somos assim. Acho que precisamos de uma 'banho de descondicionamento'... entender que a vida é essa e que as coisas acontecem... outras não acontecem...umas acabam e outras coisas ainda começam... como dizia o vinícius '..a gente mal nasce, começa a morrer... depois da chegada, vem sempre partida...' enfim, a vida simplesmente é assim e nós não conseguimos ter clareza de que nossos temores ou dúvidas ou críticas não alteram o processo do universo... eu compreendo que a gente tenha medo do fracasso. é isso: medo, vergonha de fracassar... (eu tenho) mas... e daí? os fracassos (como os sucessos) continuam aí, independentemente da nossa vontade. A vida [que não quer saber diso, porque é vida e não 'ser pensante'] simplesmete flui, vai, existe.... cabe então a opção de não viver [digo, plenamente] ou viver... e a vida nem um risco é, porque a morte é anunciada... o universo (e a vida com ele) são como num cercado... no fundo não há riscos... temos um cercado (que pode ser bárbaro) e nele um monte de coisas jogadas (ou que caem) e a gente vai pegando (ou não) e experimentando e tendo prazer.... dor? sim, existe a possibilidade claro. quem não cai e machuca o joelho? mas.. e aí? não anda pra não cair? não. acho que temos que rever o processo de entendimento do que somos e onde estamos e o que podemos ser e fazer. eu falo, mas não acho simples, muito menos fácil. sei lá eu! enfim, como sou um espelho de mim .... como sou um viajante por aqui... como, na verdade, não sei quem sou... 30.5.02
enquanto o nomezinho não fica azul, vou procurando meu Merchior perdido entre livros papéis e essa bagunça toda... preciso ler um outro negócio e terminar o texto do seminário, mas estou excitado e tenso... não consigo... na verdade, tem um monte de coisas pra gente fazer e, cada dia mais, convenço-me de que o tempo jamais, em nenhuma hipótese deve ser desprezado. nunca. se você perde três ou quatro meses da tua vida, por exemplo, eles se multiplicam exponencialmente de forma aque você fica "endividado" por um ano.... são coisas que só vou aprendendo depois de burro velho... ... e aí entra a minha soberba e o meu preconceito. quer dizer, não é nada disso, mas chamam assim, então, vá lá... o que eu vou entendendo mais e mais é que não podemos insistir no que nada vale não devemos tentar o que sabemos fracassado não devemos imaginar que questões relativas à caráter, à formação ou psicopatia se alteram não devemos, por fim 'pretender' alterar nada nas pessoas [nem coberto de 'boa intenção']. cada um é o que é e azar. entender ou não... gostar ou não... o resto, pfui! ... digo isso por motivo vário. mas não tenho mágoa nem arrependimento, ao contrário. tenho sim, uma enorme preocupação comigo mesmo e com quem sabe e entende e percebe e é. eis a grande sacada no mundo... perceber quem e o quê É .... a vida é engraçada... leio em 15 dias 6 livros interessantes escrevo em vinte dias 18 textos razoáveis assisto em uma semana 2 filmes [bons e maus] conclusão: não posso perder tempo. Não com fobia, desespero, querendo correr mais do que era para ser, querendo abraçar o mundo com as mãos... nada disso... apenas ter paz de espírito para viver a vida boa, para conhecer sabores, para agregar conteúdo ao que preciso em mim, para esvaziar de livros o criado mudo (criado mudo? isso lá é nome que se dê a alguma coisa? sorrio pensando num homem, de smoking ou summer, em pé, à noite inteira ao meu lado, segurando uma bandeja onde deposito minhas bugigangas, quinquilharias....) Tá bom, me perdi e não sei o que ia dizer. Bye :) no programa os 10 mais dessa quinta, no ar às 22,30h. dirigi um dos quadros com especial curiosidade: o que tratava, à partir do assassinato nos estados unidos de uma menina [nem tão menina...] - relacionamento que teria começado num chat... à princípio não achei a pauta interessante, mas a maioria lá venceu e eu fiz... tratei então da notícia [o fato jornalístico - o assassinato], e colhi alguns depoimentos de usuários de internet, chats, icq, etc... entrevistei o CAT do Globo e Alice Sampaio, autora de 'amor na internet'. Usei ainda cenas do 'A Rede" e 'Matrix'... Portanto, gente diversificada e 'conectada'... todos disseram que o chat é interessante, mas é viciante que as pessoas são muito enganadas e iludidas... dia 25 passado escrevi um texto sobre isso (o quinto texto de 25 de maio)... recebi vários e.mails polemizando e comments... não adianta: o lado ruim, fracassado e depressivo dos chats é hoje reconhecidamente uma realidade. não vê quem não quer. tenho a impressão de que minha vida inteira está atrasada. Imagino que todos, vez ou outra pensem o mesmo, até uma criança de quatro anos... catador de mim (socorro!) não conheço maior crítico de mim do que eu mesmo. vivo às voltas entre a ficção e a realidade entre o trabalho e o ócio, entre o amor e o ódio... não quero parecer, não brinco, sou realmente um crítico feroz de situações, coisas e pessoas mas nada se iguala a minha crítica ao que penso e digo a internet, ou melhor, o convívio por meio digital, à distância é algo que critico e adoro numa alternância esquizofrênica. não vejo como tratar a possibilidade da rede como algo mantido 'ali, em seu devido lugar'... de uma forma ou de outra, acabo misturando-me à ela numa simbiose que. acredito, natural, impossível de não ser. ao mesmo tempo que preservo com seriedade meus cadernos de capa dura, meu word com senha... ao mesmo tempo inquieto-me ao não dividir muitos pensamentos. esculhambo as salas de bate papo e, paralelamente, amo muito em rede... como pode? em mim mesmo encontro as razões lógicas, ou não, para essa dicotomia, mas como explicar? é bem verdade que não sou um 'explicador' nem tenho vontade de ser. Pelo contrário, tenho uma certa irritação em ficar explicando a mim ou às coisas... enfim, sou esse paradoxo ambulante - e não vejo mérito nisso - sou esse catador de mim. catador do mundo, eu acho o ócio permite uma multiplicidade de ações, de encontros, de percepções que nos fazem entender melhor a vida. é preciso estar quieto, com o espírito sereno, para ver o que vida apresenta o mesmo para ver os filmes, ler os livros e assistir às peças fico pensando que tem gente estudando coisas interessantes e eu queria estar estudando junto leio coisas interessantes e precisava estar discutindo essas coisas, mostrando ou sendo alertado... sendo chamado para ver exposições e discutindo se ia ou não, ou ainda se gostei ou não... contar que, sempre desordenado, não encontro minha "Crítica' do Merchior há 5 dias e não encontro nessas estantes... perguntar porquê os mesmos autores não me agradam por igual ... existe um mundo múltiplo, rico e bom que não estou podendo participar ativamente mas eu chego lá... eu sei que 'a franja da encosta cor de laranja, capim rosa chá' mudas suas cores à cada estação eu, às vezes, tenho a pretensão de achar que sei tudo... claro que não sei... mas não é mais isso, mudou. outras sentimentos, outras necessidades acontecem e o lugar vai mudar.. as geografias vão se encaixar antes de dormir esse resto de madrugada penso um pouco na vida... penso nas coisas que não fiz e nas que sequer percebi penso ainda em como a vida volta e diz: 'companheiro, acorda que tem alguém te esperando'.. vou até a janela e vejo o céu e bem sei onde deve ser mais estrelado imagino em que sonhos passeio e trato de dormir [um pouco], para ter também o direito a sonhar. existe um lado da vida - um outro lado onde podemos brincar, conversar, sorrir e amar... esse é que verdadeiramente me interessa. tenho missões várias e denunciar o estado de coisas de uma cidade talvez seja deles o menor... tenho que cuidar das pessoas que me são caras e para isso me basta o afeto. - que escrever e para isso me basta um resto de lucidez... - que ler e trabalhar e, com a alma renascida, estou pronto para tanto... tenho que me dar porque tenho a quem afinal, o que desejo, está muito além do que digo... 29.5.02
tenho um texto enorme para ser revisado, organizado e 'anotado'... os livros continuam aqui, me desafiando... eles sempre estão em vantagem... eu fico no meio, correndo de um lado pro outro, tapando buracos e fingindo que sou show... nada disso, estou muito aquém... tenho que organizar as coisas, fazer as coisas, trabalhar [risos]...porque eu faço 500 coisas, é verdade, mas não é o bastante... tem esse outro lado... onde me perco e desorganizo... nunca serei um dos dez mais...nem do primeiro time :) sou o bastidor de um show que não mostro. meu show, creio, é maior... e melhor! se uma amiga afirma algo que, antes negou, não há mentira ou brincadeira... é que a vida... flui.. né? :) eu e ... brincando de detetives virtuais, através dos óbvios IPs... identificando quem vai daqui pra lá e de lá pra cá... aos do bem, paz. aos do mal...risos caramba.... paz interior... dia de sol... minha motocicleta me esperando para sairmos... casaco de couro como garupa, para a volta de madrugada... pão de açúcar no trajeto de ida expectativa - boa - para o retorno... isso, meninos, é ser. eu sou assim. caixa de recados eu acho mesmo que o novo sempre assusta. a mim, pelo menos assusta. não sei se 'assustar' é a palavra certa, talvez não... talvez seja essa nossa vida já com tantas alegrias e tristezas, acertos e decepções que nos faça meio 'alertas'... e acho que temos mesmo que estar alertas... inclusive para as coisas boas que a vida oferece eventualmente... essa coisas, essas possibilidades de.. nos motiva a viver, a repensar, a sentir... o que seria se não houvesse a nova possibilidade? o inusitado? o 'quase impossível', por novo e estranho? aliás, o que é mesmo ser uma coisa estranha? algo não comum? que bom! ...de comuns, óbvios e decepcionantes, já cumprimos nossas metas... fico pensando nesses meninos e meninas que percebem a gente e acho isso interessante.. melhor, acho legal... tem esse grupo de amigos que estão por aqui [e eu por aí] de olho, vivendo junto, sentindo emoções... percebendo [ou não] coisas, imaginando outras... não me importo. ao contrário... gosto de fazer parte de um universo de pessoas legais.. clarinhas, marias, silvias, teresas, helenas, paulas, robertas, rosas, patrícias, solanges, anas, betes, ninas... gente... sem muita especulação! ...calma, que no momento, tudo será dito, confirmado ou negado... está bem assim? :)) Lula, quem diria, defendendo Quércia... [nenhuma surpresa para mim] e o pessoal do PT dando tratos à bola para justificar..... estou fazendo um álbum de fotografias que me dão alegria, prazer e outras coisas mais. é a 'visão' do imaginado. a confirmação do dito, a constatação do sabido... é a emoção em forma de pixels que, no todo, tornam-se pessoa violência eu realmente acredito na importância dos blogs como divulgadores de opinião e mesmo de notícias, bem como o intercâmbio e a interatividade que proporcionam. e vejos notícias e informações interessantes, que me escapam nos jornais e revistas. fico sendo o chato e o repetitivo [e incompreendido para que não mora no Rio de janeiro]. ontem, todo o centro do rio tornaou-se [novamente] palco para cenas de guerra entre bandos de traficantes rivais, guerra essa de 'gente grande' [com granadas, bombas, metralhadoras, fuzis AR - 15 e quetais]. Alguns mortos e eoutros tantos feridos, crianças inclusive [muita gente conseguiu fugir do intenso tiroteiro]. os combates aconteciam e paravam, com intervalos de poucas horas, como no vietnã, diante de uma polícia que atirava também, mas completamente exposta, débil e frágil. o comandante da Polícia Militar do governo do PT vêm freqüentemnete à público dizer que a polícia deve ser 'inteligente', e que 'balas perdidas, nunca mais', no que concordo teóricamente. Entretanto é preciso que se compreenda de uma vez por todas, que esse processo não pode ser tentado, experimentado AGORA e sim, daqui pra frente. Agora, vivemos um momento de guerra e, pior, sabedores das 'boas intenções' da 'nova polícia' os marginais, assassinos e facínoras estão mais e mais ousados. Não podemos andar nas ruas não mais apenas a noite, como acontecia há pouco tempo, mas a qualquer hora. O asfalto é agora tão perigoso quanto os morros! Enquanto o presidente da república ostenta bandeirinhas à favor de gays, negros, índios ou esquimós, o povo é metralhado nas ruas, saqueado, vilipendiado... É preciso que exista uma movimentação ampla, uma conscientização de que é necessário usar a força, tomar todos os morros, prender ou matar, todos os marginais antes de tudo e, em sendo guerra, parece-me função das forças armadas. É necessário ainda, permitir-se que o cidadão ande armado, até que o estado seja mínimamente capaz de prover sua segurança.... é necessário deixar um pouco de lado, o racismo, as opções sexuais, a defesa das minorias e compreender, deus!, compreender que existe uma guerra, diária, nas ruas. Eu sou favorável, me sinto feliz mesmo com todos os avanços que o homem consegue na área dos direitos humanos, da diplomacia e tudo o mais... Mas tem que contextualizar! Infelizmente não estamos na suécia... estamos numa grande colômbia e, nesse momento, nossas vidas são prioridade! Pfui! ontem (hoje) de madrugada eu tinha várias coisas pra postar, mas nsso querido blogger se recusou... manhas da internet.. aliás, ainda há pouco eu queria fazer conexão e não conseguia por motivo vário, ora provedor, ora telefônica e fiquei pensando no quão susceptíveis vamos ficando à cada dia às ténicas/serviços de comunicações... agora, a questão não é mais ter ou não um computador, nem ainda a potência desse micro... estamos presos a outras possibilidades, a outras relações, todas voltadas à prestação de serviços externos que, portanto, independem do nosso 'bom comportamento'. À cada dia estamos mais dependentes da net [em vários sentido], em estarmos de fato online... se não estamos, toda a nossa correspondência pára, toda a nossa transação bancária, toda a nossa pesquisa, leitura, informação e troca de informações... estando de tal forma susceptíveis ao processo de interligação, é muito fraca ainda a atuação, muito pouco segura, a conexão por parte de provedores de acesso e companhias telefônicas, de cabo, ou o que seja... como eu já tinha pensado antes antes... a demanda, a racionalização das novas tecnologias correm muito mais do que a rede de suporte à elas... 28.5.02
do outro lado do mundo existe uma pessoa que, hoje, parece estar do outro lado do mundo. e imagino o que isso representa - afinal, também estou 'do outro lado do mundo' - dela... mas, pensando bem... sempre estamos ou freqüentemente estamos 'do outro lado do mundo'... porque o o mundo não é simplesmente a geografia que nos ensinaram... o mundo somos nós, é o nosso coração e a nossa alma... quantas vezes não estamos 'do outro lado do mundo' de alguém que, físicamente, encontra-se ao alcance da nossa mão? isso dá a justa medida, a certeza de que tudo é possível, tudo é justo e legal. só precisamos lutar por uma coisa: o direito à vida - de verdade. e por sabermos que existe alguém do outro lado do mundo... o falecimento de João Amazonas deve ser compreendido e pensado com atenção e carinho. Todo mundo sabe o quanto desgosto do comunismo. Mas, independentemente da ideologia, penso no ser humano, no lutador, no homem bravo que ele foi. Não penso agora se suas idéias eram certas ou erradas [para mim erradas, para ele, certas]. Luto contra o comunismo. João Amazonas dedicou toda a sua existência a lutar pelo comunismo. Um bravo! Eu admiro João Amazonas! Acerto de Contas Existem umas coisas que acontecem e mudam completamente o sentido de tudo por pequenos mal entendidos. Há tempos atrás recebi um comentário simpático e afável sobre um post qualquer e no final, a signatária me perguntava: "O que é um hipertexto?". Eu, armado, acostumado a brincadeiras de mal gosto, ironias e deboches que, freqüentemente são colocados em nossos blogs, achei que era mais um deboche e sugeri que comprasse um dicionário, que lhe seria mais útil. Quão idiota eu fui! Na verdade, a signatária era Luisa Cortesão, de Lisboa. E bem sabemos as enormes, bruscas diferenças da língua portuguesa daqui e de lá.... Bom, Luísa, só posso te pedir desculpas e espero que v. tenha compreendido o porquê da minha reação naquele momento. Com atraso, aí vai o que nos diz nosso Houaiss: Hipertexto substantivo masculino 1 Rubrica: editoração. apresentação de informações escritas, organizada de tal maneira que o leitor tem liberdade de escolher vários caminhos, a partir de seqüências associativas possíveis entre blocos vinculados por remissões, sem estar preso a um encadeamento linear único 2 Rubrica: editoração, informática. forma de apresentação de informações em um monitor de vídeo, na qual algum elemento (palavra, expressão ou imagem) é destacado e, quando acionado (ger. mediante um clique de mouse), provoca a exibição de um novo hipertexto com informações relativas ao referido elemento; hipermídia Obs.: cf. hiperdocumento e hipermídia das pessoas 'muito mais' existem determinadas coisas acontecendo que, dia a dia, me confirmam mais e mais as possibilidades de. quando achamos que determinadas coisas, definitivamente, vão mal, aparecem eventualmente, outras, muito...muito mais! porque essa é grande questão do mundo, eu acho: as coisas que são, essas coisas do sia a dia [boas e ruins] e as possibilidades das coisas 'muito mais'. Essas, raras, têm a fragilidade [sublime] e a importância de uma vida inteira. Deixa eu tentar explicar [no que, eu sei, sou péssimo]: - A vida não é apenas a vida. Achamos que é, mas, com certeza não é. A vida, na verdade, é um espaço, uma avenida por onde passamos e, na maioria das vezes, existe um rumo traçado... E surpreendo-me [e creio que todos], quando, essa avenida vai se mostrando ora radiante de sol, ora triste e chuvosa, ora cheia de pessoas horríveis, ora com uma [ou várias, vá lá], pessoas legais.... E por tudo isso vamos passando meio sem nos darmos conta. O que assusta [o bom susto] é quando percebemos, na outra calçada, uma determinada pessoa... uma pessoa que passa e traz com ela tantas coisas... poderíamos passar e não olharmos [não nos olharmos] e aí... jamais saberíamos [e quantas vezes isso não deve acontecer!].. mas existe a possibilidade de olharmos! de sermos vistos! e o que acontece é maior do que tudo.... é maior do que a dificuldade para atravessar as quatro pistas movimentadas, com carros em alta velocidade... maior do que sabermos que, à partir daí, talvez tenhamos que caminhar para lá, ou para cá, ou em sentindo contrário.... que talvez encontremos chuva forte, tempestade um pouco mais à frente... Tudo pode acontecer, claro. Mas temos uma coisa maior, mais importante, mais forte: temos ali a pessoa. Ela, ela, ela que está sozinha, que está caminhando como eu e que...nos percebemos... essa alternância e possibilidade de caminhar pela avenida determina quem vive de verdade ou quem abaixa a cabeça e segue o caminho eterno resmungando... quem se permite ver e sentir e quem não.... nem sempre passo de motocicleta correndo... às vezes sou um viajante perdido ...ou curioso.... tenho a possibilidade de alterar o meu rumo, e não só meu.... e isso vale estar vivo! Pra Meg Não está tudo fechado ainda, mas posso adiantar: - a mais amada: Zélia Gatai - o mais gourmet - a questão da internet e a menina assassinada - a copa do mundo o resto ainda está sendo fechado..... Ontem (hoje) cheguei e vim direto para o computador em busca de uma pessoa. qual a decepção e um certo 'desespero' ao ver que o provedor Terra estava indisponível para a banda larga do Velox! Liguei pra lá, esbravejei... mas nada.... bom, tratei então de deixar acontecer já que temos outros modos de estar ligados... e assim ficamos.... e isso é muito, muito bom! ATENÇÃO PESSOAL: NOSSA QUERIDA MEG NÃO ESTÁ PODENDO ENVIAR E.MAILS POR ENQUANTO..... BREVE ELA VOLTA, OK? 27.5.02
o espírito, o coração e a noite, trazem confirmações e emoções que só uns podem perceber... acho que existe uma coisa que só uns, poucos, sentem e vivenciam.... e encontram forças aí para começar a longa viagem em busca do possível... não me peçam mais nada, pois o que tenho deve agora ir para resgatar uma [nossa] vida. Com muito orgulho e carinho rececebo correspondência de Luíza, de Lisboa que conta sua experiência com salas de bate papo e blogs. Entendo perfeitamente o que ela diz e concordo. Ela me dá um carinhoso 'puxão de orelhas' pelos meus maus modos.... Ah, luíza, é uma longa históroria.... muitos beijos 26.5.02
um recado sabe? existe um mundo bom, bacana e gostoso à nossa volta.Quando fazemos um pouco de força vemos pessoas bem bacanas, conhecemos pessoas mais que 10, pessoas que merecem serem chamadas de gente, nesse sentido bom... eu conheço várias, cada dia conheço mais. hoje tomei um grande, grande banho.... como se não tomasse há muito tempo :)) não sei lá que transformações podem acontecer em nossa alma, não sei lá que 'visão' temos de repente, mas sei que as coisas mudam... e muito... de verdade..e pra melhor! e não se iluda! nada é do nada... nada é só. nada é independente. existe sempre, por trás de cada raio de luz, por cada pipoca no edredon, por cada frase de carinho... por trás, existe sempre uma grande mulher. porque as palavras são importantes..'carinho', 'amor', 'cumplicidade'... tudo é importante. Mas existe uma coisa ainda maior que não tem relação de tempo nem de espaço, que é transmitida de coração para o coração, que só quem vive pode falar [embora não possa explicar]... com poucas letras a gente pode ser e ter uma vida feliz... Como ser Legal ontem à noite eu disse que estava começando a ler esse livro e já terminei. tem umas coisinhas que qu queria dizer. esse livrinho de Nick Hornby não tem pretensão maior, é um livro simples, uma história simples. Mas sua simplicidade é de uma realidade, de uma vivacidade, de uma coragem... como há muito eu não lia... Os personagens não fantásticamente simples, humanos, são o nosso vizinho, a nossa médica, o amigo do nosso filho na escola! Acontecem milhões de coisas simbólicas, mas existe um fio condutor, uma dar-se constante de uma mulher, um personagem fantástico, generoso, completo, aflito, inseguro, perfeito. Se eu pudesse, daria um exemplar de COMO SER LEGAL a cada um dos meus amigos. Contaria a história a cada pessoa que me aparecesse. Porque a vida não é mole, irmão, mas a gente pode passar pelas coisas e sair bravamente. Trazemos cicatrizes sim, trazemos dores e pequenas mágoas sim, mas passamos por essa vida de uma maneira boa e digna. A mulher é a narradora de tudo o que acontece, de todas as dúvidas, toda a angústia, mas é acima de tudo uma mulher legal! Caramba, todo mundo tem direito a ter uma mulher legal! leio num blog um post que chama a atenção... é assinado por uma mulher que, me parece, devia ter tudo para ser interessante, inteligente e honesta nesse sentido amplo, humano, da palavra... fico meio decepcionado porque é a velha cantilena do funcionário público [ou canditado a] reclamando das condiçoes de trabalho e dos salários e dos atrasos num orgão de educação do governo estadual por meio de internet ou coisa que o valha... a explicação dela é claudicante até porque não é isso que a interessa realmente... o que interessa é falar mal do governo anterior e choramingar que o PT ficou com abacaxi e a 'pobre' benedita não sabe como fazer para arcar com o rombo deixado por Garotinho. Primeiro que, se Garotinho foi eleito governador, o foi 'pelas esquerdas', pelos mesmos comunistas que hoje viram-lhe a cara. Segundo porque pelo que sei, como em todo sistema estatizante, salvo excessões, o que há é um bando de gente que não quer trabalhar, quer a prerrogativa de 'não poder ser mandado embora', para mamar nas tetas do governo que, por sua vez, apanha o dinheiro do meu bolso, contrinuinte neoliberal que suo a camisa e nunca, jamais valho-me do emprego público para "sentar a bunda no pudim" como já ouvi dezenas de vezes pretendentes inescrupolosos a cargos públicos dizerem.... às vezes torço pro lula ser eleito só pra patuléia ver o que é bom na ditadura do proletariado..... bunda no pudim com o lula? será? hoje me acontece uma coisa estranha... os sintomas mais brabos da gripe, como febre, tosse, corisa estão diminuindo... achei que estava melhorando. tomei banho, pus uma roupa e resolvi dar uma volta de moto.... não acreditei quando percebi que, simplesmente não tenho força pra sair. isso: literalmente, eu não consigo, não tenho forças... meu corpo está como se estivesse anestesiado, sei lá eu o quê... caramba, tá um dia lindo e eu queria só dar uma volta, égar um ar... mas simplesmente não dá... não consigo... terei de me contentar em ficar por aqui... escrever e ler mais um pouco.. dormir, sei lá... .... tava relendo alguns posts e pensando no quanto parecem duros e nililistas. parecem, muitas vezes, despudorados, dirigidos para A ou B. Realmente não são... e essa história deve ser melhor explicada... como sempre repito, o que estou dizendo é de maneira genérica, pensando de forma estatística e tal... acontece que, quando escrevemos, escrevemos baseados em alguma coisa nossa, por mais escondida que ela esteja... portanto, há sim um quê pessoal aqui e ali, uma frase ou outra baseada na experiência com uma pessoa, baseada no fracasso de uma tentativa-de-quase-relacionamento... mas tenho a tranqüilidade absoluta de escrever, ainda que com uma ponta autobiográfica, que esses tipos existem. quando falo das pessoas que usam a net, das pessoas que consideram a vida uma aventura fugaz e tal... pode parecer que é raiva, que é despudor... nada disso. se fosse....ora, eu tenho talento bastante para escrever de forma muito mais refinada para não deixar nada disso transparecer.. o que acontece é que estou relatando aqui fatos, troca de experiências e correspondências com pessoas que se interessam pelo assunto... e não há nada mais paupável do que usar a experiência vivida para ajudar a falar com certeza, sem medo de estar errando, sem medo de estar exagerando. ... essas coisa expõem um pouco a gente... mas já passei do estágio de ter medo de me expor. tem gente que fica apavora, até fazendo ameaças e tal com medo que eu perca o 'controle' e diga algo a mais... bobagem.. não o faria por motivos simples: essas pessoas [mais de uma] não me interessam em absoluto, apenas como objeto de estudo, numeral, esatístico e como exemplo de que as coisas acontecem, que existe realmente esse desespero na internet, principalmente por parte de mulheres extremamente frustradas e com deficiências de caráter... segundo porque tudo isso pra mim é tratado como tese, isso tudo será repetido em seminário e em programas de televisão e em publicações... terceiro porque, falando, me abro de uma maneira tal que permito alguma confusão em espíritos mais sensíveis, de outros relacionamentos, com pessoas que tenho orgulho.... Ou seja: não há motivo nenhum, além, do ilustrativo e didático para que eu use exemplos pessoais ou relatados a mim.... tenho realmente uma grande dificuldade de compreender as pessoas de uma maneira geral... não é isso. na verdade, creio que as pessoas não se compreendem umas as outras... apenas se aceitam. esse aceitar faz parte de todo um processo arcaico de educação [praticamente atávico, quase genético], quase adestramento imposto sob várias formas: autoritarismo, religião, determinados códigos de ética e tudo o mais. não querer participar desse jogo de 'f'az de conta' tipo 'não concordo, mas aceito, é um direito dele...' torna você um marginal... quem não concorda está à margem daquilo que se designou como 'certo'. e agir assim é tão duro quanto ser ateu. porque você fica sem suporte, sem uma certa base para caminhar... sem ajuda. você é conscientemente, sozinho no mundo, como o mundo é, conscientemente, sozinho no universo. leio no jornal de hoje que a noite do rio está cada vez mais vazia... os tradicionais bares já não recebem seus tradicionais boêmios - que compunham a inteligência carioca. o medo da violência (até os carros da polícia só trafegam em comboios) mantém as famílias ainda mais em casa e os boêmios, intelectuais e afins sabe-se lá aonde... eu, que já sou velho, pude desfrutar de toda a boemia (ou parte do fim) que o rio ofereceu. privei de tom e vinicius... de paulo mendes campos, de fernando lobo, de mário lago.... tudo bem, eu era guri e eles, senhores, 'homens feitos'... mas não faz mal... eu ia me metendo me chegando e consegui essas coisas que me foram fundamentais... é bem verdade que ainda existes os imigrantes, 'caipiras deslumbrados' ou aquele séquito de homens e mulheres (de meia idade e, no mínimo, gordotos) decadentes que vão de dancing em dancing em busca do riso fugaz...uma coisa meio decadente...[ e não se importam com a violência marginal, pois a grande violência é estarem consigo mesmos] mas a culpa não é deles. 'o rio de janeiro continua sendo...' - apesar da invasão, tanto de quadrilhas quanto de provincianos - o rio continua gerando cultura, continua tendo gente linda, continua maravilhosa. a culpa é da ineficiência da polícia, dos verdes, dos 'pela paz e desarmamento', pela turma dos 'direitos humanos'... esses continuam, pela manhã, de branco, fazendo caminhadas em ipanema e abraços à lagoa... à noite servimo-nos de marginais armados de AR 15 e caipiras,,, lindo.... meu correio eletrônico traz duas mensagens falando sobre o que escrevi ontem sobre as salas de bate papo. e são dois perfis diferentes que escrevem. o primeiro é de uma garota de 19 anos: ela diz que entra quando não tem o que fazer, 'pra se divertir um pouco'. Começa fazendo um elogio aos chats, dizendo que ri de algumas coisas e tal... aos poucos, conta três casos, dois com ela e um com uma amiga. em todos os três, o final é triste. num depoimento sincero e, pra mim, emocionante, acaba por concordar comigo e dizer que abriu um blog e que se sente mais feliz porque também conhece gente nova, mas 'é diferente...' conta que saiu com dois caras dos chats: um só queria ir pra cama (não foram e brigaram na rua). o outro era um decadente bêbado e 'fim de linha' que acabou dormindo na mesa de um bar, local esse que a repgnou tanto quanto o próprio cara... diz que encontrou também uma 'garota' que, assustou-se, tinha mais de 50 anos - ao contrário do que dissera - e passou quase três horas no seu ouvido contando as vantagens de ser só, de poder ir para boates e sair com quem bem entendesse... * o segundo e.mail vem de uma mulher que diz ter 44 anos, divorciada. Bom, essa me esculhamba do início ao fim. Diz que não é frustrada, não é decadente, gosta de beber e dançar e é muito feliz de poder sair sempre para dançar com amigos e novas amizades sinceras que faz nos chats... diz que faz o que quer da vida, é independente e muito feliz. Muito bem. Ainda estão duas opiniões, duas maneiras de ver as coisas. Desnecessário dizer que a mais velha é descasada (como se anuncia), não tem filhos e não confia em homens 'já foi machucada demais'... hoje quer se divertir enquanto pode... ... Esses mails dimensionam bem o que escrevi. Cada depoimento que leio ou escuto me convence mais de que o ambiente é de pessoas de caráter prostituído. ao contrário de ontem, hoje faz um dia lindo que eu, infelizmente vi nascer. tudo bem que exista um pouco de ceticismo em 'vi nascer',,, afinal quem não gosta de ver nascer um novo dia? mas é que realmente eu preferia estar dormindo tranqüilo ao invés de estar sentado numa poltrona com acessos de tosse. mas tudo bem, não chega a ser uma desgraça total, né? Olho o post abaixo e leio "O mel desses olhos luz Mel de cor impar"... e lembro que caetano troca e canta de cor impár...e fica lindo. caetano é uma das pessoas mais sensíveis, mais 'poéticas' e com voz mais harmoniosa que já vi... acho muito bacana esse jeito dele de chamar música de canção... são detalhes dele que marcaram toda a minha juventude e continuam marcando..... eu sou uma pessoa profundamente marcada por caetano. Trem das cores Caetano Veloso A franja da encosta Cor de laranja Capim rosa chá O mel desses olhos luz Mel de cor ímpar O ouro ainda não bem verde da serra A prata do trem A lua e a estrela Anel de turquesa Os átomos todos dançam Madruga Reluz neblina Crianças cor de romã entram no vagão O oliva da nuvem chumbo ficando Pra trás da manhã E a seda do azul do papel Que envolve a maçã As casas tão verde e rosa Que vão passando ao nos ver passar Os dois lados da jane......la E aquela num tom de azul Quase inexistente azul que não há Azul que é pura memória de algum lugar Teu cabelo preto, Explícito objeto Castanhos lábios Ou pra ser exato lábios cor de açaí E aqui trem das cores Sábios projetos Tocar na central E o céu de um azul celeste Celestial as relações humanas são mais complicadas do que deveriam ser.. não falo de uma certa promiscuidade emocional que anda por cabeças que conheço... não... falo de gente legal... gente do bem. Mesmo nessas, existe confusão, existe dúvida, existem sentimentos confusos, doloridos. A gente tem o espírito assim... muito cheio de dúvidas... as coisas se agarram nas pessoas e custam a sair... eu mesmo não compreendo porque as coisas que acabam deixam as pessoas indecisas ou ainda, mesmo sem acabar, como não perceber determinadas diferenças determinadas sutilezas da alma... sei que é difícil porque pra mim também é... mas ainda assim qüestiono se estamos certos [nós, humanidade - lado bom]... se não nos arriscamos às vezes a cometer enganos irreversíveis.... talvez não. sei bem da minha ansiedade, da minha maneira de pensar e agir. e, à cada dia, controlo isso melhor.... pode ser um pouco por conta da idade... de ver a morte mais próxima, ou nada disso, apenas angústia existencial... realmente não tenho nenhuma certeza... gostaria agora de ter para tomar a atitude, qualquer que fosse, mais acertada... mas não tenho... vejo criar-se um círculo imóvel, como uma dança... estranho... diante dessa e outras perspectivas torno-me incapaz de traduzir... deve ser melhor pensar... 25.5.02
estou muito agoniado porque não pego tadeu, meu filho, há muito tempo... caramba... ele deve me achar um pai desnaturado... se é que ainda lembra de mim.... mas porra... eu tô doente, cansado... quero descansar... quero ficar em paz.... mas e ele? o que tem a ver com isso? fica sem pai por causa dessas desculpinhas esfarrapadas? é, porque é mole eu ficar aqui no blog bancando o bonzinho, né? e ele? e ele? bom... vamos ver... tenho que organizar a minha vida... eis a questão... organizar a vida, rapaz... como ser legal é um livro....legal. tinha visto já nas livrarias, mas comprei porque a marina w falou. ainda fiquei meio assim porque estou no meio da trlogia do houellebecq [mas tenho que admitir que ele é legal, mas é chato]... então comprei o 'como ser legal'... comecei agora, estou nas primeiras páginas, mas já dá pra falar... tem livros que não são nem pulp fiction nem clássicos, nem merdas... são livros leves, interessantes... que tratam dessas coisas que acontecem na nossa vida no nosso dia a dia, que devem estar ocorrendo com o vizinho ali ao lado... esse parece ser um livro assim, estou muito no início, mas estou gostando... esse negócio também de ficar só com coisa barra pesada... pera lá... conversei um bocado hoje de tarde com uma pessoa bem bacana... bom conversar com pessoas bacanas.. é o posível a ser dito... não que tenha que... bom, deixa pra lá... queria ter ido ao cinema, mas realmente não agüentei,,, embora já esteja melhorando... .... fico pensando assim,,, e se eu não melhorar? como vai ser amanhã, segubda... quem vai gravar, quem vai dizer aquelas coisas que eu digo? aí vem esse pessoal babaca e diz que ninguém é insubstituível... pois eu acho EXATAMENTE O CONTRÁRIO. acho que ninguém é substituível. claro que pode aparecer um carinha por aí e fazer isso ou aquilo pior ou melhor do que eu.. nada pára pela minha ausência, mas nada é igual ao que eu faço. ninguém lê como eu, nem escreve, nem faz sites, nem programas de televisão, nem fala em auditórios com alunos com aquelas caras... ora, cada um é um. claro que existe gente muito melhor e muito pior. não é isso. entendeu ou não? tenho uma longa conversa com paulo cerqueira sobre as possibilidades de uma televisão pública no brasil. porque o lula, agora disfarçado de neoliberal é, na verdade, um comunista estatizante. então, se ele for eleito, estatiza-se tudo. mas, se não for eleito, como fica a questão da televisão pública? a rede brasil, antiga tve, é hoje o que se chama de tv pública brasileira. mas, na minha opinião, de pública não tem nada. e aí é justo que se giga que o atual e o presidente anterior nada têm a ver com isso. o problema é que a Organização Social porposta pelo governo por sergio amaral acabou sendo deixada de lado. ..... com isso o governou diminuiu consideravelmente seu investimento financeiro na tv em troca de uma certa flexibilização comercial. ora, a tal 'flexibilização' é pífia, claudicante, não é nada em termos de receita... assim, voltamos ao problema de sempre: a falta de verbas para uma programação de qualidade. uma televisão pública com um mínimo de qualidade custa, no barato, cento e cinqüenta milhões de reais/ano. O governo dá dez milhões. E aí? O resto vem de captação comercial? Nunca! Primeiro que a Tv tem ibope pequeno porque só intelectual assiste debate mais inteligente. Segundo porque existem mil regras para um comercial entrar na tve: não pode isso, não pode aquilo, não pode vender no varejo, não pode telefone, não pode jogo, não pode..não pode... não pode.. ... a televisão pública nos países desenvolvidos é uma realidade, tem audiência, tem repercussão e, principalmente, cobrança do público... agora, na alemanha por exemplo,a população paga, e caro, pra ver a ZDF... nos outros países também... e por quê? porque um povo culto quer ver uma tv que transmite cultura. no brasil, boçal, querem ver ratinho... e aí começa? o povo é burro porque a tv pública é fraca ou a tv pública é fraca porque o povo é burro? tem essa história toda de ser mal humorado, de falar as coisas de uma maneira estranha, de dizer coisas duras das pessoas e tal... acho que na verdade o pessoal entra numa espécie de brincadeira com tudo isso. quer dizer, se liga mais na forma do que no dito. e até da compreender isso... fica parecendo um tipo [que não é] e um certo sensacionalismo [que de sensacional não tem nada]. tudo dá pra entender. ... porque eu falo de situações, evidentemente, baseado em momentos que eu vivi ou ouvi contarem. portanto, nada pode ser definitivo. para o vizinho, a coisa pode parecer absolutamente inverossímel... e depois tem uma coisa engraçada que é a amplitude de um pensamento quando é reduzido a uma situação... quer dizer... se eu digo que o mundo se divide em castas [principalmente culturais] ou se eu digo que os processos migratórios destroem as civilizações adiantadas, estou falando conceitualmente.... se você reduz, coisifica o negócio aí parece facismo... quer dizer tem pensamentos e idéias que só podem ser apreendidos de forma ampla... porque existem as excessões de caso a caso... ... as revistas deste fim de semana repercutem os jornais e revistas americanas no caso do rapaz que assassinou a menina nos estados unidos... bom eles se conheceram pela internet e aí vem aquela história toda novamente... eu já disse que a internet é muito recente, é tudo muito experimental ainda e não dá pra ter certezas absolutas... eu tenho algumas opiniões, algumas conclusões e algumas vivências e relatos de... e todos, com raríssimas excessões são trágicos.... ... o caso mais grave é o das salas de bate papo. porque, junto com o irc, são os meios de comunicação mais antigos da internet, mais desgastados e a turma que se desenvolve, sai fora. olha bem que eu estou falando em linhas gerais e sei que existem excessões, muitas. basicamente quem freqüenta as salas de bate papo são pessoas fracassadas. e esse fracasso pode te várias origens... afetivas, financeiras e tantas outras... mas são pessoas fracassadas. são pessoas solitárias. são pessoas que já tentaram de tudo e nada conseguiram... entrar num ambiente de bate papo e ter em média 8.000 pessoas ali, ao teu alcance, todas com o mesmo propósito: encontrar alguém.. são mulheres de meia idade que fracassaram em seus casamentos, homens idem, são pessoas que querem relações sexuais puras pelo prazer, mas fingem para si mesmas que não estão se prostituindo ou pelo menos, se oferecendo... são pessoas que alimentam uma esperança falsa de que ainda resta uma oportunidade de encontrar alguém legal por ali... não existe essa possibilidade! com as novas formas de comunicação da internet... a sala de bate papo ficou para trás, como um bordel, uma casa da luz vermelha, do onterior de uma cidade qualquer do nordeste... tudo bem que tem lá seu aparato tecnológico... mas o fim é o mesmo: arrumar alguém. claro que se você pega uma dessas pessoas ela reage indignada dizendo que tem grandes amigos feitos naqueles ambientes... que conhece muito mais gente legal da internet do que suas famílias ou os amigos das.... argumentos existem vários, como o tabagista que sempre aponta o velho de 80 anos que sempre fumou e não tem câncer ou a bebedora diária que diz que bebe por prazer... ou o pederesta que diz que é bissexual, tem a opção de... cada viciado tem lá seu argumento. mas, quem entra numa sala de bate papo, de uma forma ou de outra (salvo exceções) quer fazer sexo barato, sem compromisso ou ao contrário, fracassado nos compromissos espera ali encontrar algum quando ali têm apenas os franco atiradores {mulheres, principalmente e homens]... portanto, já houveram mortes em encontros de pessoas oriundas de salas de bate papo, outras haverão e não há o que se discutir... tava assistindo ontem "OS NORMAIS". Eu acho um programa simpático, leve, inteligente, bem-humorado, chic e muito bem feito. retrata os desvãos da nossa classe média alta, nossos grilos do dia dia. é um programa para gente inteligente culta. o resto diz que gosta pra tirar onda... mas é um modelo perecível... não deve durar muito... e não tem que durar muito mesmo... essas propostas mais legais são datadas, são obras 'de autor' que tem lá seu tempo... pasteurizadas e em grande escala tornam-se chatas, cansativas e caem no lugar comum... por isso são arte, ainda que na televisão. e mais: o grande público, a massa, não se identifica com nada daquilo porque nem sabe do que se trata, não é sua realidade. a realidade do povo é o Ratinho [que tem e terá vida longa] eu fico andando pelas ruas e olhando as pessoas... descobri, salvo enganos esporádicos, que o semblante diz muita coisa... existe alguma coisa no corpo, no rosto, no olhar, que mais ou menos mostra quem é aquela pessoa... eu vou olhando dentro de cafés, livrarias e salas de espera de cinemas e vou vendo.... normalmente percebo em torno de 70% de olhares serenos, pacíficos, amorosos... o que me consola que o mundo é composto muito mais de gente legal, bacana e boa do que de gente do mal... por isso, cada vez mais, eu procuro essas pessoas... eu me aproximo e me dou [ e sempre existe recíproca]... é para essas pessoas que eu existo, que sou capaz de dar meu agasalho, minha comida, minha vida... Claro que, de vez em quando, a gente se engana, mas isso é normal, faz parte da vida... mas eu quero a banda boa desse mundo que, descubro, é infinitamente maior que a banda podre... as vezes o que eu escrevo soa meio agressivo ou idiota, no que concordo plenamente. muito menos sinto a menor obrigação de explicar ou justificar nada... mas sabe o que é? simplesmente eu opto por não ser complacentezinho com o mundo, com as pessoas... existe gente legal, muita [caramba, e como !] e essas são as minhas eleitas... eu digo claramente: gosto dele, adora ela, amo a outra e a outra e o outro... e é tudo verdade é tudo com um amor tão profundo, com uma entrega tão grande que me bastam [a mim e a eles]... eu só não tenho saco é com boçais, chatos, ignorantões, gente que não presta, gente do mal, gente peçonhenta, gente vagabunda.... com esses eu tenho um olhar superior, tão superior, que se não gritarem eu nem vejo... minha soberba não me permite... eu não adoro pessoas... adoro algumas pessoas, aquelas que são, de fato, gente... o resto, pra mim é rastejante, é nada e eu mais que ignoro [ignorar é muito pouco] eu jogo muito, muito Rodox. É isso. o que acontece é que, quando aparece um ser como o tom... uma pessoa que escreve e oõe musica numa obra como luíza (post abaixo) o mundo inteiro é premiado, assim, de uma só vez... esses poetas, antenas do mundo, tradutores dos sentimentos que não sabemos transcrever... tem coisas que, definitivamente, não compreendo nem aceito: como pode existir gente fria, 'prática' e de opções duvidosas num mesmo mundo onde existe tom jobim? é necessário criar um processo de isolamento dessa canalha toda, uma espécie de campo de concentração, e deixar a vida recheada de 'tons', 'vinicius' e outros para os puros, para os humanos... a miscigenação de caráter, de sensibilidade e de percepção, definitivamente, é impossível. Música que ouço diariamente e que minha Meg publica... e eu roubo.. :)) Rua, Espada nua Boia no céu imensa e amarela Tão redonda a lua Como flutua Vem navegando o azul do firmamento E no silêncio lento Um trovador, cheio de estrelas Escuta agora a canção que eu fiz Pra te esquecer Luiza Eu sou apenas um pobre amador Apaixonado Um aprendiz do teu amor Acorda amor Que eu sei que embaixo desta neve mora um coração Vem cá, Luiza Me dá tua mão O teu desejo é sempre o meu desejo Vem, me exorciza Dá-me tua boca E a rosa louca Vem me dar um beijo E um raio de sol Nos teus cabelos Como um brilhante que partindo a luz Explode em sete cores Revelando então os sete mil amores Que eu guardei somente pra te dar Luiza Luiza Luiza Antonio Carlos Jobim 1981 Rita Camata, fumante inveterada, desbragada, vice de Serra que tem pânico, fobia de cigarros.... vai ser engraçado.... os jornais continuam retratando essa chatice desses tiroteios [que botam Rampo no chinelo] nos morros dos rio [entre quadrilhas, entre policiais e quadrilhas e tudo o mais}... metralhadoras ponto cinqüenta, que derruba helicópteros..... granadas e só armamento pesado... cumplicidade também com que há de pior em são paulo [que é outro antro].... todo mundo sabe qual é a solução. Não vou ficar aqui perdendo meu tempo.... Continuem lá, vestidinhos de branco abralando a Lagoa.... minha kakay, está internada novamente... eu poderia contar uma linda história dessa pessoa que me formou em vários sentidos... mas não sei se cabe falar, creio que não. conversando com um psi ele me conta que a maior dor que pode ser imposta a um ser humano é a perda do filho. portanto, não vejo como ela possa se recuperar [em idade tão avançada]... com certeza, quando morrer, o mundo não saberá o que perdeu, pensará apenas no Pica Pau Amarelo... bobagem.... eu sei o que estou perdendo dia a dia... 24.5.02
olha, tudo bem que tem esse ufanismo, essa coisa toda e que, dizendo a verdade, a gente acaba antipatizado... a velha história do políticamente correto... agora, cá entre nós, esse negócio de copa do mundo é muito, mas muito chato, não é não? porque o brasil pára, fica todo mundo idiotizado falando e repisando a mesma história, hipóteses sobre hipóteses... comentários, irritações e gritinhos... e que no fundo nem verdadeiros são. imagino que as pessoas que meio se 'fanatizam' com o futebol e com a copa, são meio idiotizados... meu caderno de capa dura [um deles] tem em suas páginas todas as emoções que me passam no espírito, no mais recôndito do coração. suas páginas, com a leve aspereza do papel recolhem a tinta lilaz da minha caneta tinteiro e aí vai um ato quase sexual, talvez mais sublime, talvez mais próximo de uma espécie de redenção. porque ele é só meu, só eu leio e manuseio. porque ele se fecha ou fica aberto na minha escrivaminha... porque páro de ler, pensando em alguma coisa e lá está ele, sempre à espera... porque, no momento certo, poderei mostrá-lo à pessoa certa...porque leremos juntos e riremos do previsto em tinta lilaz... são essas coisas que fazem a gente se entregar, fazema gente sentir a plenitude de ser gente. quando escrevo não estou suando. verdade que fico entorpecido, mas esse torpor vem da alma, de um sentimento para alguns... saber-se um eleito é um privilégio. eu, com certeza, sou um privilegiado. a chuva à noite é agradável para mim.. sinto-me bem, refastelado na poltrona, lendo e ouvindo o barulhinho lá fora... daqui a pouco estarei na cama e pensarei que estou em paz, que 'chove chuva'... lembrarei do poema do sábado do vinicius que diz algo como...'os casais estão funcionando regularmente...' Rio e penso nisso. é muito engraçada essa visão meio xangai, meio suburbana de que a gente tem que sair, tem que rebolar, tem que se embriagar porque é sexta feira, porque amanhã é sábado... tem coisa mais patética? eu fico vendo na cidade os bancários indo para os botequins tomar a 'chopada com os amigos', as secretárias se arrumando para os dancings, na zona sul as filas pra comer pizza, pra isso e pra aquilo... na média, acho as pessoas muito abaixo da média.... e penso [constato a história] que quem sempre produziu arte, cultura foram as castas privilegiadas... porque apenas os pensadores, os formadores de opinião podem ter a tranqüilidade de beber, rebolar, ler ou trabalhar na hora em que estiverem preparados... daí a arte e a cultura... peão tem que acordar as seis dormir à uma. sai na sexta e entra na fila. olha bem, eu entendo, não é preconceito não. assim caminha a humanidade. eu apenas anoto o que vejo, o que acontece... mas fico triste [mais ou menos]... tenho pena... a vida das gentes é muito.... sei lá... ruim, menor, comezinha, pífia, ignara, patusca, débil... essas coisas. Enfim... abro a janela e levo o maior susto... vários... isso: vários morcegos voando bem aqui, pertinho... e não é morceguinho bundinha não... é aquele morcegão, na verdade pequenos dráculas sobrevoando minha janela... se tivesse o hábito do álcool diário diria que já estou na fase dos delírios... como não bebo, possivelmente a coisa seja mais grave, deliro sem nada, à seco... mas não. são realmente morcegos... aí começa toda aquela história: 'não tem perigo, morcego foge da luz'... 'é inofensivo'....'não entra em casas'....'precisa do escuro'... ora, ora, minha senhora ! e eu lá sou homem de arriscar? quem garante que os danados gostam mesmo de escuro? quem me garante que não entram? quem me garante que são inofensivos? quem me garante que não são vampiros de verdade? se fosse bom, todo mundo tinha um morceguinho em casa... não, não. comigo não. fecho a janela. afinal, sou um homem ou um rato? Um rato, lógico! fico pensando muito sobre a importância dos nicks na internet.... quero dizer, compreendo que seja necessária uma certa proteção inicial contra vagabundos e vagabundas de plantão, sempre à espera de um incauto, de uma pessoa normal para...dar o bote... mas acredito, ao mesmo tempo, numa sociedade mais civilizada, mais preocupada em expor e discutir idéias... estas pessoas, evidente, não precisam se esconder... porque acontecem coisas verdadeiramete inacreditáveis.. já presenciei encontros [em carne e osso] de pessoas que se tratavam ora por um nick, ora por outro, ora pelo nome verdadeiro, ora por um apelido ou diminutivo do apelido ou do nick... enfim, vai-se formando uma despersonalização, uma fragilidade de personalidade... uma espécie de 'travestismo' verdadeiro, digo, sem hora nem vontade e sim uma fissura do eu, algo além da pura esquizofrenia e que, pior, deixa de ser percebido, passa a 'natural', como se de fato assim o fosse... essa coisa toda leva a caminhos estranhos.... portanto, minha opinião não se fecha. entendo a necessidade da proteção, mas não creio que o caminho esteja ainda correto.. bem sei que estamos em pleno nascimento que, a seu tempo, tudo vai-se amoldando, organizando.... assim espero... voltam os comentários por tempo determinado, como forma de avaliação minha... na contra, apenas olhando minha necessidade de escrever tudo, em paz, sem interrupções desnecessárias... por outro lado, as opiniões amigas são muito bem vindas [ainda que discordem radicalmente]... gosto de discutir as coisas, de pensar e repensar sobre... portanto, aí vai... quem não teve oportunidade de conhecer o blog "Se um Viajante Numa Noite de Inverno', não conheceu a história de um homem que fazia longa viagem de trem com rumo certo... em muitos momentos a viagem foi interrompida e em outros trocava-se realidade por sonho.. em outros momentos ainda a situação era difusa porque nem viajante nem sua motivação conseguiam expressar-se... houveram ainda momentos em que a viagem foi interrompida... longos desabafos foram confidenciados a um velho carteiro que aparecia à cada estação, como se no mesmo trem viajasse... espécie de hipertextos serviam para longas explicações, grandes desabafos... na verdade era um site onde realidade e ficção misturavam-se à reveria do autor (que certamente não era apenas um) súbto, aconteceu um corte abrupto, por motivos externos a tudo... e tudo recomeça, novos sítios... são esses caminhos, essas opções, esses possíveis que a vida vai jogando... brincando... de uma forma ou outra, as coisas vão se materializando... tudo bem, meu programa de televisão tratará do assunto internet em função da menina assassinada nos estados unidos... eu mesmo estou encaminhando a matéria, mas é pauta que não acredito, que não interessa, na minha opinião. porque ficar repisando essa história de encontrar assassinos e vagabundas em salas de bate papo já está esgotada! todo mundo já sabe que a net é um espelho do mundo, reflexo do ser humano, ampliado pela ferramenta da informática e pelo acesso a um número monstruosamete maior de pessoas... é só isso... não há como criar 'leis' para a internet... porque também não tem muito a ver apenas com leis ... envolve gente, caráter, dignidade... envolve formação... pessoas com formações muito diferentes, circulando num mesmo ambiente... gente velha e viciada, tratando com quase crianças e vice e versa... são coisas que existem e pronto. faz parte da modernidade. vem junto com outras coisas, com novos medicamentos, nova engenharia, novas bombas.... é como não inventar motores de automóveis mais potentes achando que haverão mais acidentes, não descobrir novos medicamentos por causa dos efeitos colaterais.... a ciência, a tecnologia 'correm', 'voam'... não tem como segurar.... e pessoas bandidas...sempre haverão... enfim... certa lassidão, torpor ou lá sei o quê.... dificuldade de concentração para a leitura [tudo bem, complicada, mas não inacessível]... pensamentos distantes... febre... quadro engraçado para uma sexta feira à noite... imagino que os dancings comencem e ficar cheios... é a hora da saída das secretárias e pessoal intermédio... o centro da cidade fevilha... a 'lapa reativada' como espaço 'preservável' da cidade.... tudo mentira. não há como reativar o centro da cidade quando as pessoas nobres foram para ipanema... isso tem mais de meio século, é um caminho sem volta... tem essas coisas no brasil... reativar aqui e ali... preservar isso ou aquilo... queremos parecer a europa com um povo ignorante... não adianta, é tiro n'água... a cidade é pra quem está por ali e fica se entorpecendo ou caçando em botecos e gafieiras... o resto é papo pra intelectual de terceira... sim, porque tom jobim cantava a mangeira, mas não saía do jardim botânico pois era poeta e não idiota... essa história tem muito com esse processo migratório, com os deslumbrados e toda essa coisa... mas não vou falar agora. sorrio com carinho ao 'protesto' da Ro em relação à retirada dos comments daqui... em breve eles voltarão, não tenha dúvida. retirei-os por um tempo, estavam me criando aborrecimentos, tristezas desnecessárias... o e.mail permanece, as cartas, a possibilidade de ler quem interessa continua... de qualquer forma, temos nosso meio de comunicação, né? preciso - fazer mais uma tatuagem - comprar um calça cor de mostarda - comprar um cinto grosso - um pacote de cigarros - escrever para o olavo - terminar os textos do site de literatura - ver com a gisele como vai o festival de cinema universitário - comprar três livros - dormir - ir ao cinema - putz.... e tantas outras coisas... não vai dar tempo voltando pra casa, agora à tardinha já pude sentir no Aterro do Flamengo aquele friozinho gostoso que ultrapassa o casaco de couro e dá esse prazer maior de andar de motocicleta... e nesse trajeto gostoso (e lindo) dá pra pensar e repensar nas coisas, na vida... dá pra pensar também nos livros a serem comprados... e nos e.mails carinhosos a serem respondidos... fui até a tv para fazer uma reunião com o presidente... precisei apagar alguns incêndios... os ânimos estavam exaltados... eu ando exaltado, as pessoas andam... é essa correria. Caramba, como a gente corre o dia e a noite inteira! o que a gente quer, afinal? não é uma questão de produzir demais ou não... é o ritmo desse trabalho, dessa criação, formatação e distribuição de entretenimento e informação, todo o tempo, com vários fatores de qualidade envolvidos... mas não é uma característica, mérito ou demérito meus não... é uma forma, uma maneira de traduzir o que acontece e repassar à sociedade, da melhor forma possível... mas, puxa, isso mata! na verdade, eu gosto. muito bem... febre braba, tosse e tudo o mais. se eu fosse crédulo, imaginaria que o ódio e o despeito alheios me provocam tais males. materalista que sou, atribuo ao excesso de trabalho, estresse e muito ar condicionado "Hoje, ao tomar de vez a decisão de ser Eu, de viver à altura do meu mister, e, por isso, de desprezar a idéia do reclame, e plebéia sociabilização de mim, do Interceccionismo, reentrei de vez, de volta de minha viagem de impressões pelos outros, na posse plena de meu Gênio e na divina consciência da minha Missão. Hoje só me quero tal qual meu caráter nato quer que eu seja; e meu Gênio, com ele nascido, me impõe que eu não deixe de ser. Atitude por atitude, melhor a mais nobre, a mais alta e a mais calma. Pose por pose, melhor a pose de ser o que sou. Nada de desafios à plebe, nada de girândolas para o riso ou a raiva dos inferiores. A superioridade não se mascara de palhaço; é de renúncia e de silêncio que se veste. O último rasto de influência dos outros no meu caráter cessou com isto. Reconheci - ao sentir que podia e ia dominar o desejo intenso e infantil de "lançar o Interseccionismo" - a tranqüila posse de mim. Um raio hoje deslumbrou-se de lucidez. Nasci." Fernando Pessoa - 21.11.1914 percebo que, em paralelo a tudo, meus cadernos de capa dura estão sendo preenchidos com a mesma avidez que o blog e outros lugares... tem o 'meus documentos', têm os blogs [alguns meio abandonados provisoriamente - por falta de tempo) e, principalmente os cadernos... aqueles, com caneta tinteiro... com o prazer táctil do papel que não dispensarei jamais... eu acho que o discurso, [atenção: estou falando de discurso!] do ciro gomes é o mais correto, o mais próximo da ação necessária para a realidade do brasil. isso, evidentemente, por enquanto não é uma declaração de voto. por isso eu eu digo que a gente tem que ler sempre... tudo... só conhecendo e procurando e buscando, acaba-se por encontrar as coisas realmente importantes da vida... vejo agora, no posta-restante, esse blog muito querido, a mais completa e bela descrição sobre a paixão e o amor que já li em minha vida. puxa vida, como é bom saber que existe esse tipo de pessoa... que ela está aqui, nesse mundo... que, não importa por quais reviravoltas tenhamos que passar, tudo sempre é possível... Olha, eu sei que sou uma pessoa dura e meio inábil com as palavras, digo coisas [minhas verdades] de forma.... bom, da minha forma, mas não é disso o que desejo falar. ... Quero falar da Meg, essa pessoa que apareceu na minha vida de repente, trazendo consigo um texto fantástico em seu blog, o SubRosa, inovanto, fazendo pensar e tudo o mais. Já me falaram que é uma pessoa maravilhosa. Ainda não tive possibilidade de conhecê-la [mas vou conseguir, não há dúvidas!]... temos trocado correspondência e falamos muito de literatura... ... mas ainda não é isso: hoje, após uma noite mal dormida, estressado e muito, muito resfriado recebo um mail dela falando de coisa diferente: que assistiu o programa que venho fazendo [ os dez mais ] e dizendo [entre muitos elogios] que amou ! [tudo isso com texto perfeito e imagens emocionantes!] acredite que quiser, mas foi o elogio mais importante, foi a grande alegria, o grande prêmio que eu poderia receber! Não pelo elogio, mas por ela, por sua existência, é por isso, por esses exemplos de gente de verdade que eu continuo aqui, com o Sobretudo. Valeu, Meg! para minha surpresa, [já tinha até esquecido dele], hoje o mendigo da minha rua voltou. olho a janela e vejo-o sentado na calçada em frente a minha, como se jamais houvera dali saído. mas não está mal disposto, ao contrário: conversa com os meninos da rua [e do morro] que finalizam os enfeites, pinturas e preparativos da rua para a copa do mundo. os mais jovens, principalmente, ouvem as orientações do mendigo como se, fosse ele uma espécie de professor em ornamentos de rua para copas do mundo. chama a minha atenção que ele está bem agasalha, roupas mendicantes para inverno e usa um par de óculos meia taça [realmente velho e torto] e tem embaixo do braço pequeno volume de jornal, como se fosse [será?] o jornal de hoje. os pés, entretanto, inchados, continuam descalços e sujos. as crianças lidam com ele como se fosse um tio, ou um orientador especificamente contratado.... às vezes a gripe, a febre, o esgotamento físico vai deixando a gente meio entorpecido... cansado... queria ler, mas meus olhos ardem... queria escrever coisas [tenho um monte de coisas legais pra contar], mas meus pensamentos não se ordenam... não adianta, chega uma hora que o corpo da gente obriga a parar tudo.... por essa madrugada, meu corpo mandará... tem uma menina que não me compreende bem, dadas as alternâncias dos meus textos... deixa eu contar... um dos pecadilhos que estou agora me livrando é misturar esse lugar bacana que é o sebretudo em espaço para respostas outras... porque tem gente que precisa ser tratada de uma maneira diferente da minha e acabo escrevendo [ou descrevendo] o que não sou. vou parar com isso, prometo. .... realmente, você um dia ler um cara que fala normalmente, raciocina e tudo o mais e no outro ver um adestrador, um revoltado, é mesmo complicado. mas, pessoa inteligente e sensível que é, lendo o todo, percebendo o geral, terá clareza do que sou, quem sou.... eu e vivien, que edita o programa comigo, estamos super gripados... e aquela maluca continua me dizendo que febre é gostoso!... 23.5.02
porque o negócio é o seguinte. eu não vivo para a internet. ela é apenas um meio, como qualquer retardado sabe. eu já disse aqui antes, mas, como recebo correspondência e leio em porões coisas idiotas, é preciso sempre reafirmar. o blog [que começou como diário quase de pré-adolescente nos Estados Unidos], é hoje um meio de comunicação, de expressão. possibilita, como jornais, tvs, revistas, a formação de opinião. interage na forma da sociedade agir, posicionar-se, fazer intercâmbio de informações e de discussões inteligentes. ... Não estou aqui fugido, não dou meus passos na sombra, não devo satisfações à ninguém. Não estou 'corrido' de nenhuma região. Sou um homem independente, vivo a vida [ a boa, claro] .... Meu nome é Geraldo Luis Iglesias Nasci e moro no Rio de Janeiro, em Copacabana [quem quiser o endereço e o telefone, pode pedir por e.mail que eu dou] Não me escondo de nada. Sou um trabalhador, um criador. Trabalho com arte e informação. Leio muitos blogs. Vejo muitas histórias engraçadas e outras tristes. Os blogs, como qualquer meio, quando conveniente, citam nomes, fatos, situações. Por que digo tudo isso? Porque na hora que eu achar conveniente [pouco provável, tô fora], conto sim, todas as histórias que eu quiser e bem entender. Cito nomes, locais, dias, conceitos, deficiências de caráter, vícios, e o que bem entender. Evidente que, quando fazemos nossos posts, quando colocamos alguma coisa aqui, é preciso que essa coisa seja relevante. E eu sei quem é relevante para mim oligofrenian substantivo feminino Rubrica: psiquiatria. deficiência do desenvolvimento mental, congênita ou adquirida em idade precoce, que abrange toda a personalidade, comprometendo sobretudo o comportamento intelectual; oligopsiquia ..... psicose substantivo feminino 1 Rubrica: psiquiatria. Diacronismo: obsoleto. qualquer doença mental 2 Rubrica: psiquiatria. transtorno mental caracterizado por desintegração da personalidade, conflito com a realidade, alucinações, ilusões etc. 3 Rubrica: psiquiatria. distúrbio mental grave, como a esquizofrenia e a paranóia 4 estado de espírito coletivo que tem por causa uma comoção de origem social .... alcoolismo substantivo masculino Rubrica: psicopatologia. consumo de álcool periódico, permanente, habitual ou condicionado por uma dependência psicofísica; etilismo ..... Bom, fico lendo o Houaiss para tentar entender, mas não vai.... consultarei um especilista. quero entender em que psico-patologia se enquadra quem tem um "ingnore list mental" Finalmente consigo chegar em casa antes das duas da manhã.... Estou passando por um período de extrema clareza, de grandes definições... O trabalho tem me ocupado muito tempo porque, sabe como é... primeiro que eu gosto de trabalhar porque faço o que gosto. segundo porque meu trabalho depende de todo um processo de estudo, troca de idéias, criação... fazer e refazer.... tem todo um qüestionamente estético e essas coisas todas... de qualquer maneira, eu dizia, ocupa o meu tempo... o tempo que resta é para dedicação aos amigos, aos filhos, às leituras, às conversas com gente legal... claro que, de uma certa maneira, estou sempre trabalhando... mas ainda assim sou muito mais pleno, muito mais nobre do que quem 'bate cartão'... não trocaria.... é preciso que se diga que meus desejos e minhas expectativas estão muito mais voltadas para a maneira de viver do que com o dia a dia comezinho.... ...muito mais preocupado com com a qualidade com a dignidade... com a sobriedade.... com a filosofia, a literatura e a arte... não quero mais tratar aqui de gentes e coisas e fatos que não adjetivarei. ponto final. quem se serve da net pra caçar e aliviar determinados desejos e frustrações, "escolhendo enquando pode"...., em delírio etílico, quer impedir meu direito constitucional de liberdade de expressão. Pfui! hoje, depois da edição, reunião com o pessoas da Literatura para 'afinarmos conceitualmente' o site de literatura... eu já expliquei vinte vezes... mas o pessoal custa... o que falta no cérebro desses meninos? durante a tarde eu e vivien finalizaremos o programa para ir ao ar à noite... e aí começa a guerra de opiniões: 'gostei', 'não gostei', a edição estava ótima', 'achei meio exagerada', 'parabéns'... etc. saco! quem disse que eu quero opinião? nem a do GLOBO que deu a tal, esperada por tantos, Nota 10.... muitas vezes, o vazio interior, a 'impossibilidade de' .. são demonstradas em sub-frases soltas em blogs porões... Hoje a vizinha que dá o show da manhã, não é a mansa, a que fala com Bush, Fernanda Montenegro e Woody Allen, o Papa e outros... Não. Hoje o espetáculo é da maluca mor, que grita com voz de mãe de santo do interior da província.... Vou embora correndo... Rita Camata de vice...... entendo quando marina diz que as possibilidades de um voto consciente em serra diminuem.... Ainda Afonso Arinos.... existem santos que levam cinco séculos para serem canonizados... portanto, o processo de Paulina foi rápido.... Dia desses, escrevi Tranto e não Trento, como a cidade de nascimento de Santa Paulina.... eu sou um bufo mesmo... quero corrigir umas coisas e digito outras erradas.... Pfui! pra mim Realmente dormir não tá sendo o meu forte.... leio na minha deliciosa Meg que "o tempo devia ser multado por excesso de velocidade"... Bárbaro, não é? Eu tenho consciência.... Todos deveriam ter. O Frederico, amigo e parceiro, ajuda com seu lay out a traduzir o homem solitário por fora, mas convicto e sereno quanto à vida pela frente, quanto as pessoas, as possibilidades, a tranqüilidade que a avenida promete... Creio que só os verdadeiramente sublimes produzem arte.... o resto viabiliza. de qualquer forma, tenho respeito pelos pedreiros... Às vezes até eu mesmo me surpreendo com a quantidade de pessoas sensíveis, cultas e inteligentes que conheço.... comparado com os canalhas.... sou realmente um privilegiado! fui convidado para ir a Fortaleza participar de um fórum por três dias na Universidade Federal para tratar da 'humanização e informação concomitantes na web'... ainda não dei resposta... porque as pessoas, as mais perspicazes, ainda acham que a web é uma espécie de entidade... uma coisa à parte do mundo.... existe o processo útil e saudável da rede, que é a comunicação ágil e inteligente, a pesquisa perfeita, os 'bancos de saber', a interatividade, etc... esse é o lado bom [usado por pessoas normais] como explicar a doutores em novas tecnologias que, a banalização dos PCs permite que [dependo do usuário] a coisa tome também o rumo dos velhos bordéis do interior, provincianos.... só que as pessoas não vão de lotação. Em vez de manicures e donas de casa, são designers, programadoras, médicas, jornalistas, engenheiros..... E aí, vão inúmeras questões sociais.... os latifundiários ignorantes, mas que possuem dinheiro para infiltrarem-se [perto] da inteligênzia...., os adolescentes que fazem pirataria... os velhos que fazem pedofilia, as mulheres que, destruídas moral e afetivamente tentam desesperadamente encontrar a solução [dos fracassos de caráter e de capacidade de amar] na rede... os podererosos, que usam a rede para benefícios comerciais, ficais e políticos.... são tantas as possibilidades... são as mesmas que o homem sempre encontrou, agora auxiliada pela tecnologia. então, tratar de forma acadêmica algo que tem, em seu bojo, uma geléia geral é difícil..... é difícil lidar com gente séria e gente que não presta ao mesmo tempo... de uns dias para cá, observo com muito mais atenção algumas pessoas que convivo mais ou menos... e, engraçado, começo a perceber certas.... afinidades.... e sorrio por dentro... eu não disse sempre que a humanidade se divide em castas? falar em esquecimento, alguns acreditam que o tempo faz com que esqueçamos pessoas, coisas e atitudes. dos outros, não sei. eu não esqueço nada. de alguns lembro com carinho, com orgulho, com amor... outros, lembro com certa decepção, certa irritação comigo mesmo por minha incapacidade de avaliar, mas principalmente com pena. e é só. olha, tudo o que pode ser dito e explicado sobre a capacidade e a obviedade do ato de escolher está dito no post abaixo. quem consegue se expressar mandou correspondência pra mim.... aliás, dado o absurdo, alguns nem compreenderam... e eu não expliquei. no mais, o tempo vai [e está mostrando].... os 'amigos', os amantes, a decadência.... e, como disse uma amiga hoje, não posso escrever ou dialogar sozinho, com quem não entende, não está mais capacitado. e repito: não quero ver os espíritos autofágicos da etapa final como não falo sozinho... paro por aqui. 22.5.02
sobre o ato da escolha das religiões [fundamentais na formação do caráter humano] aprendemos que o homem, filho de deus, tem, eu seu períoio de vida a opção do livre arbítrio, da escolha. Para o povo [meio bárbaro] da época, foram criadas várias metáforas como a de Adão e Eva, por exemplo. eu sou ateu e não posso me valer da fé e sim de raciocínio pragmático e sensibilidade do coração. temos realmente a possibilidade de escolha... é, sem dúvida, o maior trunfo da humanidade. essa questão é maior do que ordinariamente se percebe: ela é filosófica, quase metafísica. O homem tem o dom de, à cada segundo, escolher...mais: a vida, à cada segundo deixa a possibilidade da escolha. Cada atitude, cada passo, cada ação é uma negação da possibilidade da outra, da também posível. Qualquer animal humano, de qualquer etnia, de qualquer classe, de qualquer origem tem, implícito na sua possibilidade de existência, a responsabilidade de escolher. Sempre. Quando alguém diz com orgulho, "eu escolho", confirma sua incapacidade de raciocinar. Se dissesse 'eu defeco', 'eu respiro' ou 'eu me prostituo', estaria apenas dizendo o óbvio. Se me olho no espelho, após 'longa meditação' e, com orgulho, digo: "Geraldo, a vida é tua. Você escolhe" estarei apenas repetindo uma conclusão que nem isso é. Não é nada. Algo como tentar reafirmar a mim: sim, você existe! .... Nesse momento é que os humanos dividem-se entre racionais e boçais. Quem é doente, quem se entorpece continuadamente, quem não tem dignidade nem caráter, quem não tem, por fim, base para raciocinar, acredita que ao tomar uma decisão, está praticando um exercício complexo, está tomando uma atitude nobre ou corajosa. Não penso assim. Escolher é como urinar.... qualquer víbora ou barata o fazem. achar um privilégio é ser incapaz até de exercitar um bilionésio do que seu cérebro permite. ... para quem conhece alguma coisa, está claro que já existe todo um sódido edifício filosófico, literário, bem como exemplos de figuras que se destacaram exatamente por saberem fazer o lógico: escolher. ao me entregar, eu escolho. ao me embriagar, eu escolho. ao acariciar uma criança, eu escolho ao ajudar alguém, eu escolho ao me prostituir, eu escolho ao matar uma pessoa [ou uma multidão], eu escolho. até mesmo ao morrer, eu [tenhoa possibilidade de] escolher. .... portanto, a meu ver, a virtude não está em olhar um espelho quebrado e dizer: 'eu escolho' o bacana da gente, é que podemos escolher coisas legais... podemos, por escolha, libertar-nos do mau passado... podermos, por escolha, tentar a felicidade... podermos, por escolha, crescer de verdade. .... Um cão, enquanto tem forças para andar, escolhe o poste em que despejará seus dejetos Esse mesmo animal, quando não andar, afoga-se em sua podridão.. Portanto, é uma óbvia lei natural [para qualquer capadócio]. ... Da minha parte, escolho o amor. Escolho a dignidade como essência. Nunca o efêmero parceiro que a idade que avança, ainda me permite... Sou mais. está havendo uma série de dificuldades para a publicação do segundo volume de "Ensaios Reunidos" de Otto Maria Carpeaux. Um problema gravíssimo, uma lacuna insubstituível em nossas estantes, em nosso conhecimento, em nosso espíirito... [para os que saber ler, bem entendido] Madre Paulina, me confidenciou Afonso Arinos, não é Italiana, como se pensa. à época de seu nascimento, Tranto fazia parte da Áustria. Só muito, muito tempo depois, a região foi anexada a Itália. Madre Paulina, portanto, a primeira Santa brasileira não era brasileira nem italina. Era austríaca. ecos...ecos.... ecos... Na verdade o eco é a constatação da solidão [anunciada].... não quero ver os espíritos autofágicos na etapa final... eu quero nunca precisar dizer "escolho enquanto posso". a frase transparece a fragilidade, o pânico diante da negação do espelho e da ampulheta.... eu, como sou livre o bastante para esperar, da minha parte já escolhi... quero a sorte de um amor tranqüilo... quero acreditar nas pessoas [e acredito].... quero viver um grande amor.. total, irrefutável, incomensurável... quero um verdadeiro ninho de amor, quero receber e me dar sem medo. quero nunca ter que dizer "escolho enquanto posso". está feita a minha escolha definitiva! [se nada acontecer, morro em paz comigo mesmo] Meg me fala do "Se um Viajante Numa Noite de Inverno"... do livro e do blog. O livro é genial meu blog.... bom eu também gosto, meg... espero que o 'Ilha' volte pra recuperar o que está lá. O Viajante foi pensado e escrito com muito carinho. as pessoas sensíveis como você também gostavam.... espero de verdade que ele volte.... por enquanto, o Viajante está perdido em outra dimensão, recomeçando sempre.... sua possibilidade binária está provisóriamente travada, mas o coração continua firme... acreditando nas pessoas, nas possibilidades no ato sublime de entregar-se. As excessões... bem, o nome já diz... beijo acabamos a edição agora de madrugada eu e vivien. Na volta, chovia muito, muito.... e rolou um papo engraçado... como estou gripado ela diz que estou com febre. eu digo que não.... bom, daí ela diz que gosta de sentir febre, que febre é bom pra dormir.... eu digo que não acho... prefiro dormir sem febre... ela fica tentando me convencer que com febre é bom a gente ficar na cama, de bobeira... eu digo que tá tudo bem, mas prefiro sem febre... que papo de maluco... daí diz que tá com fome, que a gente vai morrer de inanição assim, trancados na ilha de edição dia e noite... promete levar sanduiche pra gente amanhã... só quero ver. Recebo com muita alegria um mail da Meg do SubRosa. é o que eu tava falando de dia... bom, ontem de dia, acho... a vida vai dando e tirando. mostrando gente que gosta e gente que não gosta da gente... pra mim, o saldo é positivo. aguardo novas informações da Meg sobre a notícia que ela me deu. Vê lá, heim, menina? 21.5.02
televisão é uma coisa engraçada (diferente de internet ou cinema ou livro): tem pressa. exigência de rapidez, qualidade, ética e estética. enquanto os normais bebem e namoram, ficarei trancado numa sala de montagem. para que todos vejam, alguém tem que fazer, né? ... "Show time!" Joe Guideon/Bob Fosse contei uma história triste para uma amiga e um amigo. só. apenas. eles dois bastam como ouvintes. tiveram coisas muito legais pra me dizer. estou em franco processo de aprendizado: quanto mais conheço gente que não é legal, que me machuca, mais descubro gente legal, gente boa.... por isso continuo sempre acreditando nas possibilidades, nos possíveis... quando a vida me tira uma coisa, me dá outra quase de imediato... o mundo faz um jogo 'de tira e bota', de 'oferece e recusa', de possibilidades muito.... como se diz? sei lá. Muito e pronto! além de não falar outras línguas, um dos graves defeitos da minha formação é não viajar... sei que existe um mundo todo me esperando... indelizmente não posso, não tenho dinheiro pra isso... depois, quem sabe.... às vezes, por tudo que descrevi abaixo, fico imaginando o que pode motivar as pessoas que não valorizam suas pequenas coisas... que não têm esses apêndices, essas 'bordas'... claro que devem encontrar em outras coisas algo que as preencha... ou não. ... quando eu ficava na casa da kakay, via que ela estava sempre lendo um livro, ou anotando alguma coisa... quando não estava com 'cabeça para ler', procurava seus tapetes [que bordava como ninguém!].. olhava para o retrato do seu marido amado sem drama, mas tinha-o ali, junto dela... creio que o luxo que desejo dessa vida não é apenas o proporcionado pelo dinheiro (ele também, claro), mas, antes, das minhas coisas, dos meus trabalhos, das minhas leituras, dos pensamentos que anoto aqui e ali......tem a minha lupa, meus óculos sobressalentes, minha caneta predileta, meu grampeador... clipses coloridos... esse conjunto é uma borda de mim, uma gaveta [ou várias] que tenho como parte do meu corpo e da minha mente, ainda que não o sejam... talvez sejam pequenas propostas de materializações de sonhos, de delírios de expectativas... essa mistura de meios ao meu dispor, essa mistura de filmes, vídeos, cds, cadernos, livros, imagens digitais... isso tudo torna o meu mundo muito mais... muito mais abrangente, muito mais próximo de uma realidade que não consigo abraçar de uma só vez, que não consigo dominar... na medida em que na minha cortiça tenho recortes de revistas e jornais, fotos antigas, cartões postais, desenhos dos meus filhos.... na minha mesa amontoam-se livros sobre tudo... desde o mais vagabundo até baudelere ou fernando pessoa... existem jornais, revistas, agendas velhas... são tantas coisas que olho e não consigo imprimir ordem à manipulação de tantos objetos, tantas informações... cada dia mais, percebo que o computador absorve toda a minha atividade intelectual (menos a da literatura). entretanto, existem coisinhas que a gente anota em cadernos, em blocos... em papéis... são coisas especiais, normalmente envoltas em carinho... fico imaginando se isso não é meio atávico, meio genético.... eu poderia escrever um romance lindo no meu micro, mas as pequenas coisas... os pequenos detalhes...o contato com meus papéis, com minhas folhas coloridas, mais lápis macios... minhas lembranças de adolescente fazendo compras com a kakay na papelaria União... Claro!!!! marina me explicou as coisas que eu não tinha compreendido no Cidade dos Sonhos... e explicou de verdade, de forma lógica, mostrando-me os detalhes que não percebi... claro que agora preciso ver novamente pra 'acertar' tudo na minha cabeça... tempo nublado, com um amanhecer feio, aproveitei para continuar as anotações partuculares que falei um pouco abaixo. escrevi um bocado e, ao reler, fiquei impressionado com tudo o que contei. Não parece real. muitas coisas estranhas, absurdas vêm me acontecendo. experiencias humanas, conhecimentos que eu não tinha, coisas que eu não imaginava existirem... bom, é isso... mais eu acabaria escrevendo aqui, o que não farei... ....bom, nem adianta mais eu contar por aqui que o verbo dormir não passa mais por aqui, né? como weblog não tem horário comecial, já vi o dia nascer e tomei café, vamos lá. nessa madrugada escrevi muitas coisas. nada agressivo. de todo modo são coisas tão íntimas, tão lá de dentro, que achei por bem não publicar aqui. acho que é preciso rever o conceito dos blogs.- ou melhor - eles já estão se conceituando, colocando-se nos devidos lugares... é necessário responsabilidade com o publicado. portanto, concluo que existem coisas que não podem mesmo passar do HD aliás, muitas coisas devem mudar na minha relação com a internet. marina, pára de me torturar com todas essas 'pistas' que você dá do Cidade dos Sonhos..... Tá bom, já me convenceu que eu sou burro, burro, burro! Me explica logo, pelo amor de deus! 20.5.02
"Que o mundo é muito pequeno, sempre soube e não me surpreendo. O mundo dos possíveis me esbofeteia com profundas e intermináveis decepções." Jean Baptiste Lavoux ontem foi uma noite de várias emoções... muitas... creio mesmo ser essa pessoa frágil e emocional que às vezes tento apagar de mim. não digo que seja uma pessoa boa ou ruim, pois isso muito pouco vem ao caso. na verdade escrevo esse texto para falar que rasguei várias folhas deste blog. É isso, como num caderno, não tenho vergonha de escrever, repensar e rasgar. Os motivos são vários: ora porque não são verdadeiros os sentimentos ali descritos, ora porque não acho que estejam claros, ora porque não me sinto liberto. Tanto faz. Como já disse antes, palimpsesto, escrevoe apago a meu bel prazer. o que é a vida a não ser esse escrever e apagar contínuamente? No Xangai Baby eu falo de Sísifo e é isso. É um mito que está presente em noso cotidiano. acho mesmo que somos condenados a empurrar a pedra pesada montanha acima, mesmo sabendo que ela, em seguida, rolará para baixo e o trabalho continuará eternamente [enquanto duremos]. E, por incrível que pareça, essa constatação não me parece um pensamento niilista, ao contrário: o que seria a vida se não tivéssemos essas rochas para colocar no cimo dos montes? Com certeza seria nada, seria o "antes de nascer', essa ambiência onde nem mesmo mortos estamos, simplesmente 'não somos'. Não possuímos sequer a expectativa da longevidade ou da brevidade da vida. Muito menos da morte. ... Acho mesmo que, à cada dia renascemos e escrevemos o início de alguma coisa, olhamos o mundo com a expectativa de encontrar ou criar algumas das possibilidades que imaginamos... na maioria das vezes ficamos com as que se nos apresentam [muitas vezes melhores do que imaginamos]. Outras nem isso. Descartada a possibilidade do suicídio, sabemos que a o amanhecer repetirá o dia anterior, só que com novos possíveis, novas alternativas. Seguimos assim nesse jogo de erros e acertos, uns mais contidos outros extrovertidos, uns encontrando a felicidade em processos mais simples, outros em mais rebuscados... Esse, talvez seja o Mistério... possivelmente o mistério do decadente cristianismo [decante mas, repito, belo]. Talvez de todas as formas filosóficas de massa traduzidas em reliões, com execessão, claro, do islamismo que é uma tara, disfarçada de religião. interessante que hoje escrevi longamente sobre as possibilidades dos blogs e sobre o quanto eles são muito mais públicos e informativos... em seguida leio matéria no Globo que, de certa forma, corrobora o que eu dizia. É verdade que a matéria do Globo trata de um apenas um aspecto, não vê a coisa como um todo, de dentro, mas não deixa de ser muito importante. Alguns pontos estão lá bem marcados: - o blog inteligente - o blog sublime - o blog informativo - o blog escrachado quer dizer, todos se encaixam dentro de um determinado pradrão de expectativa social. e tem que ser assim. bem verdade que os citados estão num padrão de qualidade [em todos os sentidos] muito superior aos outros milhares...e creio que é entre esses outros milhares, meio pífios, inclusive o sobretudo, que a vaidade e a patrulha correm mais soltas... Venho dizendo aqui, inúmeras vezes que o Blowg da marina é o que há de mais bacana, terno e verdadeiro.... escrevi ainda esse mês... é com certeza, minha leitura diária - junto aom outras - Qual a minha surpresa ao ver matéria de capa no Cadeno de Informática do Globo de hoje falando de blogs e dando destaque justamente a... marina! Puxa, eu fiquei super contente. Quem conhece bem tudo o que a marina vem dizendo e quem conversa com ela freqüentemente como eu, sabe o quanto é justo o reconhecimento da imprensa. Super legal! Valeu, menina! Ok, Plataforma terminado. Tudo bem, ele não é um novo Camus, nunca. Mas é muito bom. Claro que não diz o que se espera. Mas compra e lê quem quer. eu insisto na racionalização do verdeiro intuíto de blogar. sempre tive meus apontamentos, meus cadernos ou folhas dispersas datilografadas onde despejei tudo o que sentia naquele momento em relação às coisas que me preocupavam, agradavam ou incomodavam. muita gente acredita que essa necessidade é maior nas mulheres, o que é um engano. esse preconceito vem daquela história das meninas e seus diários. mas absolutamente é verdade. os grandes livros de memórias da história universal foram escritos por homens. com a possibilidade da publicação fácil, acessível a todos, o blog, tornou-se uma espécie de "diário aberto" onde colocam-se as mesmas observações de 50 anos atrás. essa deveria ser a idéia. a possibilidade de que todos soubesses o que ia pela cabeça de todos. .... mas o homem não faz as coisas da maneira mais simples, nem mais normal. sabedor que o blog possibilita o livre acesso, todos, TODOS SEM EXCESSÃO começam a escrever o que pensam, vá lá, mas cmpromissados com o leitor. já aí vai uma inversão fundamental: a maior preocupação em triscas eras era justamente que ninguém lesse o que confidenciávamos ao diário o diário/blog tem a proposta inversa: que todos leiam, que todos comentem e gostem ou não gostem. cada um dá um nome mais sugestivo ao seu blog e, pelo nome, já se percebe o intuíto provocador, a proposta de gerar curiosidade. existem excessões como o estraviz, por exemplo. .... no blog não se escreve apenas o que se pensa naquele momento. o blog não permite que você confesse seu sofrimento diante do ser amado não permite que você tenha explosões de ódio exacerbado, nem que você escreva aquilo que a rede não 'quer ler' portanto, como depositário de sentimentos, o blog é um fracassdo, mais um retrocesso o blog é na verdade [salvo excessões] uma brincadeira, onde coloca-se apenas o permitido, onde não se é sincero. np blog você não pode escrever que está apixonado pela vizinha, não pode falar mal do amigo do amigo, não pode confessar que roubou. o blog é um show. tem que ter lay out, tem que ter palavras corretas, tem que ser ético. pela leitura de um blog 'imagina-se avaliar o caráter do seu escritor'. sabedor disso, esse redatos escreve tudo de forma 'ácida' ou 'engraçada', mas sempre dentro das regras impostas pela comunidade virtual que os visita. .... só tem uma coisa importante a ser destacada. eu ou quem quer que seja, não podemos nos dizer vítimas desse novo formato. nós sabemos que isso é o blog e participamos porque desejamos, sabendo quais são as regras. há muito eu venho reclamando das atitudes e opiniões à respeito do que escrevo. ora! o que eu queria, afinal? as atitudes são perfeitamente normais. escrever um blog é fazer uma pequeno discurso para um grupo que se arvora o direito de julgar, de emitir opinião sobre aquele discurso e, logicamente o fazem. revendo: o blog, em si, não é um fracasso. é uma possibilidade a mais. é a possibilidade de publicar aquilo que se deseja que seja publicado. nunca pode ser um local para anotações íntimas, para sensações momentâneas [ que podem mudar, inclusive] é só entender e fazer [ou não] parte desse show. aliás, pobre show. 19.5.02
está sendo desenvolvido um trabalho sério sobre etnias - não confundir com racismo - e os prejuízos da imigração desenfreada. são vários organismos internacionais, sérios, repensando o assentamento do homem em seu próprio país, ou em seu próprio estado. é lastimável por exemplo a ação de neonazistas em são paulo. mas o que são eles? apenas grupos de jovens seduzidos por velhos facistas, nefastos (como acontece na net), insuflando contra nordestinos, gays etc. e por que? porque acreditam que o nordestno ao chegar a são paulo, aumenta o desemprego. mas tem uma outra coisa: o nordestino que vem fugido do sertão da seca e tudo o mais é um ignorante que não é capaz nem de ser mendigo em s.paulo.... daí, vai muito mais pra marginalidade ou mendicância do que para o mercado de trabalho. o rio que é gerador de cultura não atrai tanto os nordestinos (quer dizer atrai muito, mas não como são paulo)... o mesmo ocorre na europa, permidindo a ascensão de gente como Le pen... e assim por diante.... estou aguardando o relatório ser publicado.... a veja dá a dimensão exata da possibilidade [maior do que no passado] de lula se eleger presidente. mas dá também a dimensão exata dos riscos e do que o mundo ocidental adiantado considera o 'risco brasil'. é só comprar, ler e aprender voltando um pouquinho ao dogma 95. é preciso, a meu ver não misturar um movimento, uma proposta, uma experiência isolada com 'uma nova vertente de arte' porque são coisas diferentes... claro que não é impossível v. fazer um bom filme com custo quase zero, gravando apenas numa locação, usando vídeo ao invés de película e tudo o mais.... agora, daí a pensar que pode manter esse processo de forma plenamente artística, por tempo indeterminado... bom, a coisa fica diferente... creio que existem movimentos onde a arte está justamente no experimento [normalmente criativo e surpreendente] mas a continuidade é difícil.... porque na época em que vivemos contamos com dados de qualidade que envolvem muito diretamente a estética. por melhor que seja o autor, por exemplo, um livro empresso em papel jornal, borrando a mão das pessoas, não vende hoje em dia. não existe essa possibilidade. claro que esse é um exemplo extremo....porque o cinema tem um compromisso estético diferente da literatura. bem verdade que não acredito que uma imagem valha mais do que mil palavras, mas a imagem tem que ter muita qualidade, toda ela... hoje temos uma espécie de 'padrão de qualidade' embutido em nós pelo excesso de coisas belas que são produzidas... Bom... na verdade cheguei da rua pensando em escrever outras coisas e não as confuões de net ou não net... o que me importa é que fui assistir 'aniversário de casamento'. olha esse negócio do dogma 95, chamado de movimento, é enganação... porque você tem que ter uma puta história pra contar, um elenco e um diretor super legais... caso contrário cai naquela coisa velha de contar as tristezas, os desencontros entre pessoas e casais... e essa coisa toda lugar-comum... tudo bem, o filme é legal, não é uma merda, mas quando a gente ainda está impactado com Cidade dos Sonhos... caramba, é difícil superar, entende? essa noite sonhei que era uma espécie de assessor de marketing do josé serra. não foi um sonho nada agradável... hoje, domingo, é aquele diazinho estranho, como o último dos dias, onde temos muito a fazer, muito a descansar na certeza de que cada minuti a mais é, na verdade, um a menos e que a semana se aproxima. de qualquer forma, têm muitas coisas a se fazer. muitos trabalhos a serem concluídos e outros tantos a serem iniciados. um final de semana em meio a gente intelectualmente produtiva vale mais do que cinco em meio a quem não tem objetivos sólidos. 18.5.02
converso um pouco nesse instante com uma amiga... ela se preocupa comigo e pede pra eu contar as coisas pra ela... isso é legal... claro que eu não posso contar porque não tenho o direito de levar as crises existenciais para quem consegue se equilibrar e viver em paz. como a maioria das pessoas, cometo enganos, equívocos com sérios transtornos posteriores. acho mesmo que os cometo mais do que a maioria das pessoas. bem verdade que não são atitudes desprovidas de motivos, assim, do nada. creio ter todos os motivos do mundo [como todo mundo acredita em determinadas horas], mas talvez não saiba me segurar o bastante ou refletir com comedimento antes de falar e agir. quer dizer, fica sempre a dúvida, porque às vezes somos comedidos demais e acabamos nos fodendo por isso também.... esse equilíbrio, esse meio termo são muito difíceis para mim... creio que ainda não atingi esse estágio de sabedoria... vou pensar e falo mais... ''Não gosto deste mundo. Definitivamente, não gosto dele. A sociedade na qual vivo me desgosta. A publicidade me repugna. A informática me dá ânsia de vômito.'' Michel Houellebecq na madrugada passada foi praticamente impossível dormir graças ao baile funk promovida por esse morro aqui perto. um outro disparo de arma de fogo entremeando aquele som ensurdecedor durante toda a madrugada. Imagino que os soldados do Batalhão da Polícia Militar, meu vizinho, também não tenham dormido. Mas é melhor não dormir por aqui, mas vivo, no asfalto. Subir o morro é mais caro... O mais surpreendente é que agora, pela manhã, os meninos da dita classe mediazinha que estão fazendo suas lúdicas pinturas no asfalto para festejar a derrota na Copa do Mundo, continuam ouvindo o mesmo som, num volume quase igual. Observando pela janela, vejo que existe uma infiltração do pessoal do morro... Inclusive para trazer o equipamento potente de som... Sabe-se lá o que mais trazem... Definitivamente, estamos sitiados... eu não sei se coragem é a palavra certa. creio que não. mas penso no quanto os grande homens em todos os tempos, os verdadeiros grandes homens sofreram para colocar suas idéias, seus pensamentos de forma conclusiva. digo isso pelo processo de fuga de alguns que eu pensava amigos diante de uma tomada de posição mais clara da minha parte. sei que tem as tais correntinhas, os tais grupelhos que pedem o meu isolamento[ inclusive, ridiculamente migrando de sítios, quando deveria migrar físicamente]. mas esses realmente não me importam porque tudo aqui está apenas embrionário e em experiência para um projeto muito maior. o que me incomoda não é nada disso. O que me incomoda e entristece é perceber a massa de ignorantes que fogem com medo [ou a clara visão] de suas incapacidade para um debate mínimamente civilizado. e percebo ainda que as pessoas mais preparadas procuram o e.mail, o que as afasta de uma espécie de raia miúda.... ainda estou aprendendo, é claro acho que todo mundo tem muita vontade de se drogar. todo mundo. inclusive eu. não com drogas baratas como a cerveja que desnorteiam, mas são fáceis justificar. Mas não uso drogas. Quero estar bem consciente, todo o tempo de tudo o que vejo e ser rigorosamente responsável por tudo o que penso, escrevo e digo. Dona Benedita volta atrás e aceita a intervenção federal. Diz que o controle deve ser dela. Tudo bem, ela tem que mandar, Freud explica. Deve ter recebido uma puta pressão... Vá lá. Ela manda, mas faz quem sabe. Antes assim.... recebo um telefonema de uma velha conhecida. tivemos uma espécie de um breve romance. não a vejo há muito tempo. parecia deprimida ao telefone. sentia-se sozinha [ai meu deus, as pessoas são sozinhas... será que ninguém se toca?]... bom, faliu, falou e acabou perguntando se eu não queria sair para beber alguma coisa. disse que não estava podendo, estava cansado, lendo um livro, pronto para dormir... me contou algumas coisas tristes... sua mãe morreu há pouco tempo. está só com o filho pequeno... eu não sei, tem horas que eu não tenho muito o que dizer para as pessoas... porque concluir que as coisas são difíceis e que a vida é dura é uma coisa mais ou menos normal... o que dizer? eu procuro fazer da minha vida uma coisa profundamente íntima, trato de filosofia e de conhecer mais as coisas, me conhecer melhor e usufruir o que há para ser usufruido, sem muitas expectativas nesse sentido mais... material, não sei se é bem o termo. mais ou menos... agora, pode ser que um dia eu não agüente e aí me mato [acho pouco provável]. pode ser que um dia eu esteja extremamente feliz e realizado, fique assim durante um tempo, seja atropelado e morra ou fique tetraplégico... não sei. realmente não sei. acho que sempre temos algumas expectativas para o futuro. eu tenho. meu futuro é amanhã, meu hoje é ontem. imagino que ela vá ficar nesse zeroa zero e eu.... bom, o que poderia dizer? sair para falar qualquer besteira e ir pra cama depois? prefiro não. fico pensando nesse monte de pessoas solitárias, em suas casas, com suas vidinhas, suas impossibilidades... fico pensando e não vejo saída.... 17.5.02
chego em casa com o telefone tocando desesperadamente... entro correndo [preciso tirar esse chaveiro da presilha da calça porque tenho que me esfregar na porta para abrir!]... na verdade esperava o telefonema de amiga amiga que ficou de criticar OS DEZ MAIS para mim... não era ela, ela o fábio pedindo pra eu fazer uma pesquisa no Paidéia pra ele...olha, eu procuro não ser indelicado, mas putz! as pessoas não se mancam mesmo.... porra, então eu tô aqui pra ficar fazendo pesquisa no paidéia? eu não tenho mais o que fazer? não sabe que eu tenho que escrever, que ler, que assistir os vídeos que trago do trabalho, que quase não durmo? porra, sabe de tudo.... agora, acham o paidéia chato, sabem que eu li e tenho o volume... grandes merdas! é só ir na livraria e comprar um... tem essa coisa engraçada que as pessoas meio que não se tocam ou se fazem de desentendidas pra escapar de qualquer trabalhinho... não, fala com ele que gosta de livros e não sei o quê... a merda. eu leio o que eu quero na hora em que bem entendo. leio gibi com o mesmo prazer que proust, kerouac com o mesmo prazer que herculano e não leio nada também porque tem horas que quero outras coisas... quero falar, andar de moto, pichar muros, raspar a cabeça, me tatuar, me dopar de coca cola, trepar... enfim, essas coisinhas da vida... não gosto que pensem que eu sou o que eu não sou. não gosto de me valorizem mais nem menos do que eu sou. tem muita gente pior do que eu e muita gente melhor. pronto. é verdade que eu digo que sou o máximo porque me acho [e algumas pessoas]. mas tem gente que me acha um merda e eu estou pouco me importando com isso também... falam da minha soberba, como esse canalha quando eu neguei a pesquisa, e é isso mesmo. tenho a soberba sim! tenho porque posso! não é pra qualquer um! não é porque, eventualmente faço uma citação ou outra a determinados autores que pretendo me mostrar mais ou menos culto. sou sim! tem gente mais. tem [muita gente menos]. agora eu gosto de mijar em poste, jogar cigarro pela janela do carro e bater com o carrinho do supermercado no carrinhos dos velhotes que atravancam os espaços entre as gôndolas... eu também faço essas coisas! portanto, quem gosta de mim ótimo, quem não gosta, azar [o deles e sorte a minha]. só não quero é que fiquem me enchendo o saco nem me patrulhando. fim acabamos nos encontrando quase todos na letras do leblon. márcia estava angustiada porque o filho sumiu com seu crime e castigo e não tinha um volume à venda. eu disse a ela que encontria com certeza na de ipanema e quase ela sai correndo. acabou ficando mais um pouco. marcelo agoniado, cada dia mais fóbico, acendendo um cigarro no outro... felipe calado e de olhos escuros... mara falando e rindo, toda alegre porque conseguiu comprar o carro novo.... bom, demos uma olhada nas revistas... algumas coisas interessantes, mas nada para comprar... comprei meu pacote de camel para não perder o hábito... ficamos conversando um pouco na praça cazuza, eu com meu sundae chocolate... mara quer que eu escreva algumas coisas para as aquarelas que vai expor e depois publicar.... quer dizer, parece que primeiro sai uma matéria na 'bravo' e depois tem a publicação no segundo semestre. pelo menos foi o que entendi... conversei um pouco, mas, na verdade, estava meio distraído...tava pensando na discussão com o aldo, mais cedo sobre a questão da migração de nordestinos para o rio... caramba, ele não compreendeu e acabou não gostando. o paulo compreendeu. ficou aquela discussão toda em torno do ciro gomes ou não....porra essas coisas já estão me enchendo o saco.... é uma merda você ter uma posição, dizer e os babacas ficarem pasmos, indiguinadinhos e essas coisas todas... o assunto acabou voltando agora à noite. mara, essa artista sensível, culta, linda e de corpo escultural sentou perto de mim, ouviu e entendeu. [ aliás é bom dizer que mara é negra e linda. talentosa e inteligente. não precisa das tais cotas, entende? ]... eu trabalharia com mara [na verdade, já trabalho], tenho orgulho da mara, adoro sua presença e seu cheiro. sem cotas, entende? a benedita, que eu considero burra, desagradável, incapaz, não seria nem minha faxineira, com ou sem cotas! será que alguém vai entender algum dia isso ou é difícil de mais pras elitezinhas corretinhas? bom, conversamos um pouco sobre a necessidade de manter as populações em seus lugares de origem.... finalmente todos compreenderam, menos o marcelo, que os árabes estão destruindo a possibilidade européia... o outro disse que ia fumar um baseado na praia, márcia pegou sua moto e foi, desesperada, pra letras de ipanema em busca do seu crime e castigo e eu voltei pra casa porque hoje eu durmo nem que seja com valium na veia! só uma coisinha pra não esquecer... falando com o João Ubaldo no intervalo de uma filmagem ele disse uma coisa que eu já escrevi aqui e rimos muito: todo mundo relê isso, relê aquilo... ninguém mais lê.... é o país mais culto do mundo! hora de sair de moto. temperatura amena, noite clara, alma leve. sobretudo de lona pra tirar uma onda. carona nova. livro do houellebecq para o caso de encher o saco rumo? sempre ipanema! programa? nenhum. rodar um pouco pra pegar vento na cara e voltar pra casa. fazer o quê? ler e estudar. afinal, tem muito a ser recuperado amanhã é dia de abril despedaçado como estou? bem, obrigado, ainda que extenuado. mas o produto ta aí, pro julgamento público músicas sempre lembram pessoas ou momentos ou lugares... ouvindo 'Chega de Saudade' do tom, não posso deixar de lembrar da Patrícia, mulher, parceira, guerreira vitoriosa, puta mãe. Tenho muito orgulho de termos compartilhado nossas vidas por um tempo. Dia desses tava conversando com andrés sobre as opções do ICQ... e falamos, falamos e acabamos no 'temido' ignore list.... daí a turma toda entrou no papo, uns à favor, outros contra... teve até um sentimento de pavor, de um dos meninos... ora, penso eu: o ignore list é a explicação freudiana do suicídio. o suicida se mata porque desejaria matar o mundo. o imbecil que o usa o ignore tenta apagar algo que é. finge para si mesmo que apaga uma pessoa, por apagar sua possibilidade virtual... não sei se é um caso de estupidez absoluta ou de surto psicótico. e ninguém conseguiu concluir nada. Na volta da filmagem, vim conversando no carro da produção sobre a liberdade... ela me falava em alguns projetos e algumas inseguranças que ainda tem... ela queria saber de mim [que muito pouco sei]... ficamos, então, pensando nas possibilidades de experienciar um processo de vida mais liberto [não libertário]. acabamos até falando em outros países e eu em internet. grafada em inglês, árabe ou chinês, a 'hora da liberdade' - tratada de forma vulgar, ordinária - é um engano, no mínimo, existencial. a liberdade, disse hoje a essa amiga, é algo que a gente conquista com uma espécie de suor interno, com intelecto, com emoção, não com ICQ. a percepção de liberdade através de fugas de um estado para o outro, ou ainda de um país para o outro, ou ainda em dancings e gafieiras do centro, ou ainda... enfim.... a liberdade é azul... risos... a liberdade é um movimento existencial, cultural, espiritual. sem esses predicados, é fuga. por isso, quando não apreendido todo o processo de liberdade, fica sempre a culpa, a tentiva vã de explicar as fugas, o border line do alcoolismo e tantas outras atitudes que, no fim, levam apenas à degradação física e moral. hoje fui gravar um trabalho num estúdio de fotogradia, do Handam. Olha, é o que eu digo sempre entre as diferenças... não tem nada mais legal do que você trabalhar e conviver com gente inteligente, culta, criativa e, óbviamente, bem sucedida... Handam é o máximo, chique como ele só.. tem um estúdio fotográfico maravilhoso, todo digital.... o cara fotografa aqui e a foto já está automáticamente em três puta computadores, com assistentes já fazendo as correções, as melhorias no material fotografado, criando nuances e tudo o mais. na hora ele estava fotografando uma modelo indecritível, gente fínissima, linda, das mulheres mais bonitas que eu já vi... fiquei assim impressionado. Negra, esbelta, um rosto e um corpo simplesmente fantásticos... trabalhamos bastante, mas conversamos muito, rimos muito, vimos vários livros de arte, vários ensaios... foi uma tarde definitivamente enriquecedora... e o resultado passará pelo escribazinho aqui e vocês verão no ar... DEZ essa opção de cerca, de muro, de arame farpado, de proteção e segurança e ao mesmo tempo um rigor um pouco exacerbado tem várias interpretações... eu mesmo não tenho a resposta para todas... tenho para algumas... de qualquer forma, é uma fotografia muito interessante... quando eu tiver tempo explico... aliás, o que eu tenho de coisas pra contar.... Bom essa foto aí de cima é um trabalho do Frederico Casters, um rapaz muito aplicado, bonitinho, ainda que meio facista.... Valeu! essa história de migração de grupos é uma coisa importante de ser pensada e discutida. tem que ter calma, porque os xiitas se aproveitam de qualquer coisa recionada a isso para chamar de discriminação, de nazi-facismo e tal... não é isso. é um assunto para ser pensado de forma séria por pessoas capacitadas... por aqui, vou dando minhas opiniões que, óbvio, devem estimular a reflexão e a discussão intelegente, por quem está culturalmente capacitado. agora, cidades como o rio não podem ser invadidos por milhares de pessoas desqualificadas que nem resolvem o problema delas (que é muito maior) e ainda destroem qualquer possibilidade de metrópole geradora de cultura e informação. volto a isso depois. na dita classe média, em muitos casos, o despreparo intelectual reflete no caráter, nos juízos de valor, na capacidade de homens e mulheres serem melhores e piores. quando um país tem a classe média despreparada é mais ou menos o fim do fim. os intectuais acabam levando as coisas para onde desejam (no caso do brasil, para o caos) a negação do óbvio por parte do PT já foi explicitado de várias maneiras e isso é lá o jeito deles de pensarem o mundo. as pessoas são contra ou a favor... pra isso tem o voto. minha opinião, todo mundo já sabe. o que realmente me preocupa agora, nesse momento, é a minha tentativa de continuar vivo nesta cidade. Dona Benedita resolveu não aceitar a colaboração da polícia federal para conter a [sempre] crescente onda de violência do Rio. Ora, não existem mais adjetivos para o que acontece aqui. Os bandidos descem o morro e matam com tranqüilidade. Fazem Blitzes [ SIM, ELES ] e roubam de tudo... metralham qualquer carro da polícia que vêem.... agora é fato corriqueiro, um carro da M, parado, com policiais em seus postos serem metralhados... Agora, esses grupos armados [e como!] jogam granadas em Secretarias e outros Órgão de segurança do estado, numa afronta nunca vista, numa demonstração de poder jamais pensada! O mInistro da Justiça, percebendo do estado de calamidade, oferece uma espécie de força-tarefa da polícia federal para tentar minimizar o estado de guerra do Rio e Dona Benedita recusa. Acha que não há necessidade e, enfim, todas aquelas desculpas e explicações que todos conhecem. Muito bem: já entendemos como a coisa está e como ficará. Com certeza, Dona Benedita [não acredito que possua capacidade cognitiva nem de raciocinar sobre estratégias e coisas afins] deve ser orientada pela 'inteligência' do PT a não aceitar ajuda pois isso, na cabeça deles, poderia ser 'usado' mais tarde, durante a campanha como 'demonstração da fraqueza administrativa do PT'. Pode ser. Não sei. Acho que não é, mas pode ser. O que importa é oura coisa, bem mais simples. O que importa é que, com essa atitude, nossa 'mulher, negra e favelada' está expondo, cada dia mais, a vida dos cidadãos do estado do Rio de Janeiro. Já ultrapassamos o estado de guerrilha. Não conheço locais no mundo para comparar, talvez a colômbia... os grupos de assassinos comandam tudo e todos, em qualquer ponto, qualquer área da cidade do rio, citade sitiada. temos uma governadora incapaz [não eleita pelo povo0 que não faz nada, pelo contrário, estimula a violência e não aceita ajuda. Não é já a hora das Forças armadas tomarem uma decisão enérgica? Afinal, a decisão está sendo adiada, mas é inevitável? Até quando mais não poderemos sair às ruas? Até quando delegacias e batalhões da PM serão risivelmente metralhados? guardo para mim o lado bom e confiante da vida. tenho tido muitas provas disso. o que é do mal fica lá, em seu lugar, afogando-se no efêmero da minha parte, só desprezo, só lição do que não é. sinto-me limpo. lavado 16.5.02
recebo um e.mail de pessoa que não fala comigo tem tempo.... estranha os novos textos de Marina Ferreira no Texto Forte, que apesar de excelentes, têm lá uma ponta da tão cultivada 'acidez' (como no texto sobre a bebida e o Lexotan, ou no elogio correspondido por determinado blog e meu silêncio sobre ele por aqui). Já escrevi sobre as expectativas femininas na internet, não quero voltar ao assunto. Meu caro amigo, você não tem andado por aqui nem se correspondido comigo. Tem nessa história coisas pessoais que não pretendo comentar, guardo-as para mim. O importante é [como eu já disse] que não namoro mais M., ela segue um caminho todo próprio e eu idem. Não vejo muito o que dizer mais por aqui....a não ser que leio algumas coisas dela [como, de resto, leio de algumas pessoas] e que opiniões são opiniões... prefiro não comentar. ainda quanto às insinuações e coisas parecidas que você aponta, nada a declarar.... ela tem suas idéias e as descreve. eu tenho as minhas e as descrevo. sei que ela escreve em outro blog além do Texto [não tenho endereço porque ela não me forneceu] e não vou ficar procurando. Mais informações, por favor, com ela. Quanto à sua natural curiosidade sobre motivos..... leia, amigo, leia (ou pergunte a quem tem o que dizer sobre isso, não eu) concluído o último policial de P.D. James, a nova 'coqueluche' no Brasil, delicio-me agora com Michel Houellebecq... tenho muitas afinidades com sua maneira [sincera] de pensar... já o conhecia de "Partículas Elementares", fracasso de vedas nesse pais brasil... eu acabo rindo dessas coisas.... ... ontem tinha um babaca rindo pra mim com olhar de triunfo e dizendo que, se as eleições fossem hoje, Lula ganharia no primeiro turno [não tenho certeza nem me interessa]. Lembrei que Hitler também foi eleito pelo povo... fui ao banheiro e vomitei. Não por Hitler, bem entendido. Embora não concorde com quase nada deles, acho o Reich dos anos 40 melhor que o PT do século XXI [ se é que me permitem pensar alguma coisa]... quando eu lido com´pressoas razoáveis, nunca peço que sejam benevolentes ou que procurem me entender, de qualquer forma que seja. espero apenas de cada vivende, que pense, raciocine sobre as coisas vividas, as coisas faladas e, principalmente, as escritas. é meio patético ver pequenas crises, pequenas cenas de 'indignação' (sempre falsa) diante de uma frase ou um parágrafo, onde digo o que estou pensando... fica uma coisa meio sem graça, uma espécie de teatro de terceira, praça tiradentes, carvalhinho, colé, essas coisas meio decadentes [que sempre foram, na verdade]. ... ora, fora esse posicionamento de ser 'definitivamete sinceras' que, como piada é tosco, mas vá lá, agora à sério é aviltante, as pessoas precisam comprender o que se quer dizer. primeiro, rigorosamente o qu está escrito. em segundo, é necessário que [ainda que com esforço hercúleo], racionalize o texto inteiro, apreenda de forma profunda o que está sendo pensado. é preciso ainda que as teses só podem ser elaboradas de forma global e que nem sempre estão centradas na canalhice de uma ou duas pessoas [ou na bondade, no lado angelical, de um ou dois]. quando eu quero falar de alguém, eu falo. digo: olha, eu acho fulano de tal, um filho da puta por isso, isso e isso. quando eu generalizo que p são assim, é porque conheço algumas assim e outras não e sei como uma influencia na forma de pensar de outra [teoricamente]. ... não há como pensar sem fazer alguns execícios, algumas estrepolias dialéticas [ e mesmo sem cometes outros tantos pecadilhos]. não sou, portanto, o provocador ou o polemista que, mal informados, acredita,. sou uma pessoa que gosta de pensar sobre as outras pessoas... uma pessoa que tem vivido uma gama de experiências que a credibiliza a emitir determinados juízos de valores, baseados num grupo que a cerca e em relatos mais genéricos. se eu amahã, conhecer uma pessoa bacana, inteligente, culta, séria, comprmissada com a felicidade, a sinceridade e o amor, ótimo [aliás conheço muitas assim]. ótimo, repito. o que eu não posso é renegar toda uma análise que foi feita baseada numa experiência anterior e que é maioria. não compreender uma banalidade dessas é assinar um atestado de incapacidade cognitiva que, à rigor, deveria ser o passaporte para fora de qualquer grupo de leitura e/ou discussão sobre qualquer coisa não acredito sinceramente que alguém se preocupe comigo. aliás, nem quero. até porque não acredito em preocupações 'da boca para fora'... afinal, eu já aprendi tudo o que a vida tem a ensinar [no meu tempo de vida, é claro]. bem verdade que as experiências mostram que a essência da humanidade é meio podre [do que sempre desconfiei] não sofro pelo que, supostamente, perco. sofro [se podemos chamar assim a essa 'percepção de castas'] por elas existirem e não eu. bom, imagino que a possbilidade de real compreensão do exposto seja mínima... estava conversando sobre essa coisa de você acreditar ou não nas pessoas... eu realmente não acredito.... ou, pelo menos, muito pouco... mas as possíveis decepções que se tenha não trazem apenas o sofrimento que, de um jeito ou de outro é efêmero.... elas trazem a certeza, a confirmação do sentimento de soberba... não desconfiança ou 'pé atrás' (que é coisa de empacotadeira das casas bahia), mas um certo olhar 'por cima' das pessoas... Dia desses eu tava pensando.... quem já leu A Náusea e diz que não sente náusea no mundo ou é descerebrado ou falso detesto as pessoas que dizem que todos têm lá seus motivos, que todos têm direitos a pensar e resolverem suas vidas, que 'todo mundo tem seus motivos' e toda essa bobajada... acho que são pessoas que posam de benevolentes, liberais... 'sinceras' se alguém mais me disser que é 'sincero' eu juro que eu vomito. dizem que eu sou pedante.... pode ser, mas acho uma visão rasteira... eu apenas digo a verdade [tudo bem que seja a minha verdade, que o outro não concorde], mas é o que eu acho. eu realmente acho que meu trabalho é criativo, que eu sou inteligente, bem informado, escrevo bem, tenho um raciocínio rápido, sou culto, bem informado e perspicaz. creio que ser essas coisas é mais bacana do que ser 'ácido'. tem gente que acha legal ser 'ácida'... pfui! olha, eu sei que isso, visto de uma maneira menor, deve parecer bobagem, mas não é à toa que eu tenho um certo preconceito com a humanidade... claro que tem excessões, tem pessoas legais e tal... mas é uma quantidade pequena... ou, como diz o robinson, eu tenho 'dedo podre', porque me decepciono, fico até impressionado com a quantidade de decepções que coleciono dos relacionamentos.... por isso tenho um olhar desconfiado, tenho mesmo uma soberba... uma olhar de indiferença, um distanciamento em relação à maioria das pessoas. não é à toa, pode ter certeza. não é nem raivinha, nem qualquer sentimento assim mais comum não.... é um certo arrependimento.... um certo constrangimento comigo mesmo... vira e mexe estou pensando nessas coisas... na verdade não sofro por perdas, até porque sou convencido de que as pessoas me perdem (ou perdem muito mais) e não eu a elas [é bom entender o que eu quero dizer antes dos julgamentos histéricos que a frase sincera pode produzir!]... porque quem não se mantém ao meu lado [de alguma maneira] não me alcança quem não percebe minhas avaliações, deveria voltar para a escola quem pensa mal de mim, deve se confessar e rezar um milhão de salve-rainhas e quem não gosta de mim, não presta. realmente eu acho isso nesse período de edições até uma e meia da manhã, apesar de estafante, tenho um prazer compensatório: a volta para casa de motocicleta é um verdadeiro passeio... tem feito madrugadas lindas, clima ameno... as ruas estão desertas. volto me distraindo.... correndo... pensando na vida.... pensando nas atitudes das pessoas... 15.5.02
nem vou comentar os jornais de hoje... bandidos jogando granadas nas secretarias de segurança, metralhando carros da polícia... é a certeza da impunidade... o governo justo.... os direitos humanos... melhor eu não dizer mais nada.... Continuo com minha aterradora insônia, cada dia mais forte, levando-me a dormir todos os dias depois que o sol nasce. chego tarde da edição [ com vivien e suas olheiras e alegria] e venho ainda com todas as expectativas do processo de criação do programa na cabeça... acabo levando em torno de 3 a 4 horas para relaxar... além disso tenho que escrever (muito) e ler (o possível )... quando vejo, o dia está raiando... termino por não conseguir dormir quase nada, já que meu dia não pode comerçar muito tarde [nem eu consigo dormir muito]... bom isso vai minando tudo, eu acho... por conta do programa novo, tenho deixado o portal um pouco mais de lado e, por não ter ninguém capaz de me substituir mínimamente [serei insubstituível? - o primeiro caso da humanidade?!] acabam acontecendo as cagadas mais absurdas... a conferir... "Não existe equivalência para o mundo. O que existe é sua definição ou indefinição. Sem equivalente, sem duplo, sem representação, sem espelho. Qualquer espelho faria ainda parte do mundo. Não há lugar ao mesmo tempo para o mundo e para seu duplo. Então, não há verificação possível do mundo - é por isso que a "realidade" é uma impostura. Sem verificação posível, o mundo é uma ilusão fundamental. Não importa que se verifique localmente, contra a incerteza do mundo em sua globalidade não há recurso. Não há cálculo integral do universo - talvez haja um cálculo diferencial?" Jean Baudrillard quase completo o texto da tese para a migração para a internet2. total: 433 páginas. fico sabendo, só agora, que para a edição proposta, não pode ultrapassar 300. não sei se dou um tiro neles ou em mim mesmo... como se 'cortam' 133 páginas de teoria? prefiro os dias às madrugadas.... infelizmente agora estou tendo que viver mais as madrugadas [ quando digo viver, digo trabalhar, ler estudar, escrever, pensar... coisas que ajudem a viver... suor e energia já gasto durante os dias... existe realmente uma eferveascência sexual na internet.... o blog parece que acentua, que concretiza, que dá mais espaço para as palavras, para as expectativas, para as palavras insunuantes, frases cifradas e recados incestuosos... algumas [vejam bem patrulheiros: algumas! não estou generalizando!] mulheres percebem no espaço virtual fornecido pelos provedores uma espécie de caldeirão de esperma borbulhante... fico pensando como davam vazão a tudo isso há dez anos atrás... os meninos da minha rua [e imagino que de todas as ruas] estão fazendo a festa... pintam muros, pintam o chão com ícones bonitos [outros horrorosos], figuras representativas da FIFA, bandeiras do brasil, balizas de goleiros.... é uma festa de bandeirinhas verdes e amarelas que descem das árvores, trançam com os fios e outras gambiarras mais... fazem pequenos pedágios onde cobram 'colaborações' para os enfeites da rua.... é a ilusão, a expectativa da alegria.... A Copa do Mundo se aproxima para a felicidade de milhões de brasileiros, mas as crianças têm uma festa toda especial... meio 'sonhada'... festejam porque é para festejar, são patriotas porque é a COPA... os corações batem agitados.... parece que nasce um entusiasmo novo, uma motivação que vai perdurar muitos dias... conversas, trabalhos, tintas, linhas, barbantes... ... realmente é "a pátria de chuteiras" o portal ilha.com explodiu.... com isso o Quando um Viajante numa Noite de Inverno fica temporáriamente fora do ar.... e junto com ele, outros... mais importantes. pena. um pouco de paciência com esse template estranho... são experiências, procurando mais espaço para escrever já que só tenho cinco blogs e trabalho dezoito horas por dia... estou com uma vida muito folgada... dainvento mais umas novidadezinhas que em breve estarão disponíveis... 14.5.02
Tiroteio a noite inteira A guerrilha está instalada na cidade. Uma guerrilha estranha pois só existe um lado: o dos bandidos. É difícil para quem não mora no Rio de Janeiro, compreender o sentimento das pessoas aqui. O pavor. O porquê fala-se tanto em violência e em armas! Foi uma noite inteira de tiroteio entra marginais, mais de quinhentas cápsulas encontradas. A participação da polícia foi muito, muito mais do que pífia! Na reportagem [que não retrata a total violência!] tem pontos interessantes. Um deles vai na imagem: na foto dos dois policiais: são homens despreparados, mal pagos, subnutridos e, portanto, com razão, apavorados! Percebo hoje [mais que alguns anos atrás] que a sinceridade assumida tornou-se uma questão séria, importante, um ponto de honra, daqueles que não podemos 'arredar pé' entre as mulheres. Fico pensando se eu não sou mais feminista do que as mulheres... Sempre lidei com mulheres acreditando que eram sinceras, como os homens, os cachorros, as árvores... Evidente que existe todo o tipo de gente no mundo. Um assassino não anuncia necessáriamente ser um assassino e quando estamos ao lado de um potencial, não o imaginamos como tal. Assim, acredito que existam homens, mulheres, crianças, velhos, vacas, árvores, cachorros e afins que não são sinceros [o que também não saberemos pela simples negação]... Até que me provassem o contrário sempre achei as mulheres sinceras [como de resto, as pedras, os homens e os lobisomens..] Até o ato feminista [meio patético] de queimar sutiãs em praça pública, pareceu-me sincero... Parece que apenas as mulheres não acreditaram muito e continuaram inseguras.... enfim... A afirmação da sinceridade, da liberdade, da verdade é a obsessão feminista do século XXI... 13.5.02
Mendigo II ontem domingo, vi aquela gatinha loura da harley davidson parada na minha rua. fiquei olhando pela janela... ela parou a motocicleta e percebi que metade das janelas de todos os apartamentos de todos os prédios estavam lá, olhando... eu realmente não olhava a menina nesse sentido 'babador' do macho velho e/ou otári, até porque já a conheço de outros lugares... mas o conjunto, ela e a motocicleta, são realmente diferentes e bonitos de ver... bonitos como o mergulhador na ida... voltei a ler e um tempo depois resolvi voltar a janela.... ela [ a menina] falava alguma coisa com o tal mendigo... algo breve, fugaz... montou, acelerou e partiu. o mendigo não deu importância e continuo em pé, como se nada tivesse acontecido... primeiro pensei em drogas... seria ele um traficante disfarçado? mas a menina de quem falo, até onde eu sei, não usa drogas.... Talvez não seja importante, mas acho essas coisas estranhas... Mendigo I Há uns seis dias venho observando um determinado mendigo na calçada em frente à minha casa. No início não dei muita bola porque mendigos vêm e vão... na verdade já vi esse mendigo dormindo, falando sozinho e pedindo esmolas... vi também pedindo comida no barzinho da esquina.... Sábado ele conversava com um PM... o batalhão é bem ali... não é um mendigo nem muito sujo nem limpo... um mendigo básico. não tem cara de alcóolatra. [nunca sei se alcóolatras viram mendigos ou mendigos viram alcóolatras. anteontem ouvi uma freiada, embora minha rua seja pequena e pacata e, ao correr pra janela, vi o motorista de um carro xingando o mendigo.... fico pensando se ele resolveu morar ali, em frente à minha casa.... o que eu acho mais estranho é a incapacidade que nós [quase todos] temos de lidar com as coisas da vida. ia dizer as coisas mais comezinhas da vida, mas não me pareceu apropriado, porque existem coisas banais. de qualquer forma não sabemos lidar com o amor, com as expectativas nem com as diferenças... quando eu digo que não sabemos falo de todo mundo que conheço e de mim também claro. e acho que não é um processo simples, um processo em que você possa decidir, dizer 'bom, à partir de hoje cou compreender mais as coisas'... não é assim simples porque seria falso. .... às vezes penso que não temos mesmo que saber lidar com tudo isso, porque a maioria não pertence mesmo ao nosso mundo nem às nossas coisas e não há nada pior do que forçar uma barra em torno de algo que não é natural... técnicamente, acho que não temos que mudar, temos que manter essa diferenciação básica que nos torna múltiplos e humanos. não é disso que desejo falar... falo, na verdade, da impossibilidade que encontramos em nos relacionarmos com o diferente e essa dificuldade existe, é forte, muitas vezes destruidora .... por outro lado, reconheço que, a curto prazo, existem poucas possibilidades de alteração porque essa coisas são meio atávicas, meio culturais... os homens acham que não devem conviver com o diferente mesmo e as mulheres, agora em seu processo de libertação, acabam seguindo o que os homens fazem e não encontrando elas próprias um modelo. 12.5.02
as coisas não passam... acho que isso é uma receita católica para aplacar os ânimos e não sei se ânimos devam mesmo ser aplacados... porque se os forem, para que os temos? acho ainda que nem todas as coisas a que nos submetemos, ainda que aparentemente mais corretas não são as melhores e se concordamos com as que não são melhores, por quê brigamos, afinal, na vida? não quero mesmo pertencer a esse mundo que dança conforme a música e vive conforme o que é melhor em determinadas circunstâncias. não quero ser um 'inconformadinho de ocasião', mas o fato de parar, de capitular, não altera tudo o que penso, tudo o que vivi e as expectativas que possuo. se fosse assim, nada seria nada. a Veja dessa semana fez uma edição bem light.... parece que espera baixar a poeira com o encândalo da semana passada.... acho bobagem... acho que tem que mostrar a sujeira de todo mundo.... é claro que não consegui dormir direito e sonhei todo o tempo com Cidade dos Sonhos assistido ontem. Era de esperar. Normal. domingo de sol, manhã encantadora na praia de ipanema.... mantenho a motocicleta na velocidade mais baixa possível, para não perder nada, para curtir cada coisa, cada raio de sol, cada casal, cada menino, cada menina.... bem verdade que hoje tava festivo, muita, muita gente concentrada, todo mundo de roupa branca para a caminhada do arpoador ao leblon... Paz é +... Bom, eu tenho algumas opiniões sobre isso. acho bacana as pessoas se mobilizarem e, de alguma maneira, fazerem mais um esforço para demonstrarem seu descontentamento com a violência que assola o Rio... Mas não posso deixar de estar atento a que o movimento não é embasado numa ação intelectual séria, é festa do PV e PT [aliás, estavam lá os indefctíveis garlhadetes de candidatos]... eu acho que a população aderir, caminhar pela orla, vestir branco, abraçar a lagoa, o cristo, rezar pra madre Paulina... tudo é válido, importante e social. O que me incomoda é não existir um pensamento sério por trás, não se pensar na atitude a ser toamada agora que estamos em estado de guerra. Para isso, prefiro mais as roupas camufladas, coletes à prova de balar e AÇÃO dura da polícia.... tem que ter as duas coisas.... se ficar só no discurso político-ideológico comunista, aí a vaca vai, de vez pro brejo. Aliás, quando voltava, tinha um corpo estendido no chão, coberto de plástico preto, na Visconde de Pirajá.... pois é... ontem, na 'farra do livro' esqueci o "Sobre a brevidade da Vida' de Sêneca, lembrança fundamental da marina. Hoje voltei lá e adquiri o valioso volume. comprei ainda, do autor, Aprendendo a Viver [que de auto-ajuda não tem nada, ao contrário] valeu a dica, menina... e fica boa logo! recebo hoje de manhã o e.mail de uma amiga contando que rola uma certa corrente via e.mail e ICQ propondo um boicote contra o Sobretudo, tipo 'o melhor é esvaziar'... não ir mais lá e tal... bom, eu não posso fazer nada contra as correntes, nem contra inicia nem contra quem dá continuidade. acho que tudo na vida é assim mesmo... sei que tem umas pessoas que lêem e acham legal [ainda que, com justas restrições]. bom, eu não posso mudar e não quero... e também não dou muita import^ncia a esse tipo de coisa... até porque ler ou deixar de ler um blog não é tão essencial assim... sem quem gosta, quem me escreve, quem compreende.... o resto... pfui! 11.5.02
vontade de dar uma volta de motocicleta. essas coisas são meio irresistíveis mesmo quando a tanto para ler e estudar. as ruas estão movimentadas. parece que o rio de janeiro inteiro resolveu sair de casa, resolveu dar uma volta. eu compreendo. foi a chuva dos últimos dias... é uma espécie de libido carioca... essa coisa de passear pela orla de patins, caminhando.... as meninas e meninos parecem mais bonitos, gostam de se mostrar, de olhar... é uma paquera surda, consigo mesmos até... a motocicleta passa devagar, aproveitando a brisa leve, os três faróis dando uma labida no asfalto... ouço claramente o barulho da corrente bem azeitada... tenho várias possibilidades e acabo no arpoador.... tem meninos pegando surf, casais namorando e grupinhos fumando maconha... fico parado, sentado na motocicleta dando uma olhada em tudo... dá vontade de comer um cachorro quente [logo descartada]... dá vontade de andar descalço pela areia [também descartada]... dou uma volta naquele grande círculo e lembro da minha juventude, quando vinha assistir ao "Asdrúbal..." com aquele pessoal legal, bem ali.... depois o circo caducou, vulgarizou e hoje não existe, é um projeto de projeto que jamais voltará... como, aliás, as coisas não voltam... e nem sei se isso é bom ou ruim.... estico até o leblon... passo pelo posto Esso e lembro que ali era o 'postinho', onde os motociclistas da década de setenta se reuniam pra conversar [eu no meio, claro]... caramba, muitas lembranças, muitas.... quanta coisa existe nessa vida, quanta coisa acontece com a gente [ e nem percebemos na maioria das vezes ]... saio do cinema com uma ansiedade profunda. não, não é por não ter compreendido tudo e estar ainda remoendo as cenas, pensando nas possibilidades.... na questão psicológica, dos sonhos ou na filosófica... é uma inquietação maior, como se essa desestrutura retratasse apenas a minha, as nossas desestruturas que procuramos 'aplacar' de um forma ou de outra.... levar com tudo isso na cara, de uma forma extremamete estética, extremamente bem conceituada é barra.... sei que não vou digerir, mas também sei que não vai sair de mim... Tudo bem... peguei essa foto da marina porque acabei de ver o filme. ainda em seu blog ela conta lá a sua explicação [que é melhor do que a minha, porque ainda não a possuo] e reproduz um e.mail, com outra explicação. Com certeza, possibilidades plausíveis.... de qualquer forma. não tenho certeza de que seja apenas isso. ![]() "... a filosofia não é uma Potência. As religiões, os Estados, o capitalismo, a ciência, o direito, a opinião, a televisão são potências, mas não a filosofia. A filosofia pode ter grandes batalhas interiores (idealismo - realismo, etc), mas são batalhas risíveis... Como as potências não se contentam em ser exteriores, mas também passam por cada um de nós, é cada um de nós que, graças à filosofia, encontra-se incessantemente em conversações e em guerrilha consigo mesmo..." Gilles Deleuze finalmente me aparece a bete.... agora sim, começamos os papos sérios sobre estética e novos caminhos comunicação.... caramba, como eu esperei... negros realmente não dá pra entender... eu tenho vários amigos negros, trabalho com negros, sou aluno de um negro, namorei [e fui feliz] uma negra. agora essa história paternalista de cota de 20% para negros nos serviço público federal é a coisa mais ridícula, patética e racista que eu já ouvi. sei que isso vem desses ditos 'movimentos negros', com apioi de parte das feministas, homossexuais & afins, do ala de extrema esquerda armada do PT, dos batinas vermelhas e tudo o mais... agora, daí a virar lei... eu não sou negro, embora todo brasileiro seja miscigenado, o que o sou. se fosse negro, hoje estaria envergonhado, estaria de luto. como pode uma cota, gente uma "COTA" de 20% para negros???? quem está ficando maluco? quem é o racista na história toda??? primeiro, que o brasil tem muito, mas muito mais de vinte por cento de sua população da raça negra [portanto, se for por imposição, já esaremos aí, excluindo deliberadamente milhões de negros] segundo que isso é tratar as pessoas como gado... não reconhecer na etnia a capacidade, o talento, a sensibilidade, o poder de criação, a força de trabalho.... existe racismo? existe. aqui e no mundo inteiro, e sempre existiu e sempre existirá, isso é outra questão.. agora 'determinar que um percentual tal de pessoas da raça negra têm que ocupar deteminados cargos, independentemete, das qualidades, das afinidades.... é ridículo, vergonhoso. o mais irritante é que a população, os negros não se manofestam, ao contrário, ficam rindo feito idiotas, elegem negros para criarem leis e decretos que favoreçam quantidade.... putz... isso é coisa de navio negreiro... e daí? tão pensando que as pessoas vão se assustar menos quando derem de cara, num lugar ermo, com um indivíduo da raça negra com cara suspeita, cara de bandidão? nada! não altera nada. temos milhões de facínoras louros e outro tanto negros! cota pra velho, cota pra negro, cota pra veado.... ora, ora... isso não é um lugar sério, nossos intelectuais não são sérios, nossos políticos estão brincando com o povo... quero uma cota para motociclista barrigudo!!!!! esse exercício de vida vale mais do que vários outros que procurei praticar com menos sucesso... a acolhida de amigos, de gente bacana é uma coisa anteriormente pra mim rara... o processo da escrita, quer dizer , das pessoas estarem lendo o que você escreve não nos sites oficiais, mas por aqui, porque aqui elas sabem que você fala de você, das suas angústias e certezas, dos seus erros e acertos, encontros e desencontros.... essa participação de gente é fundamental para o conceito dessa nova sociedade.... creio que, quando comecei o SOBRETUDO, muitas coisas não estavam claras para mim, dessa possibilidade de comunicação... acho que tive que apanhar um bocado... e teve um cara em especial que me pegou legal, de jeito, pra mostrar as coisas... mas acho que é assim mesmo... ainda que um pouco sofrido o processo caminha.... hoje tem essa troca toda, essa gente toda ávida por conhecer o que cada um está pensando, falando, dizendo, fazendo, lendo, escrevendo, amando, odiando e tudo o mais... dessa forma, percebo agora, essa comunidade ganha... cresce e torna-se adulta.... ... tudo bem que eu seja criança e quero morrer assim [ não confundir com 'não querer sair da terra do nunca'], mas é uma outra coisa... é a possibilidade de tormar o mundo ]aqui], maior, tornar, fábula... tornar injeção na veia..... marina [sempre ela], em seu blog, escreve a frase, para mim definitiva: "Saber viver é trafegar em todos os mundos". E eu, vivendo e aprendendo.... que bom! já ia esquecendo... o descartes correto também foi encontrada na Livraria da Travessa... lá tem tudo... até B. Casares... a velha história de 'um dia após o outro'... depois da chuva e do excesso de trabalho estressante, rola essa manhã maravilhosa, dia radiante, gente bonita e colorida... café da manhã no Armazém do Café com direito a muitos pães de queijo (daqueles!)... depois, constato que Letras está perdendo um pouco do ritmo, não encontro facilmente os livros que procuro.... a livraria da Travessa, também em ipanema, tem o que procuro: Plataforma, de Michel Houllebeqc e mais um 'pulp fiction chinês, noir classe B: Bombons Chineses, de Mian Mian [completo assim o ciclo iniciado com Xangai Baby]... tudo bem que agora estou envolvida na 'Morte dno Seminário" da octogenária Phyllis Dorothy James, essa velha bárbara, com seus policiais chiquérrimos... bom, algumas recistas de design... um relógio super bacana e pronto. está feita a minha festa consumista... visita à two marrana, pra ver os companheiros estradeiros, pequenas regulagens e conversas efêmeras [mas legais] sobre graxa, freios e pedaleiras.... chega a hora, ali, da coca cola [que é gostoso e não altera o bom senso...] pisca-pisca, farol, cocacola, graxa e boa companhia.... ok, ora de voltar a ipanema para conversar com A.... papo rápido, atualização das coisas que rolam nos cinemas e encontro marcadao para o fim da tarde.... agora, um pouquinho de estudo, quanto o sol arde lá fora (e aqui, em mim)... eu retiro determinadas coisas daqui não por arrependimento, ou porque mude de opinião sobre as classes que comento. retiro [muito eventualmente] quando percebo, como ontem, que, por causa de quem não tem nada a ver, posso estar incomodando ou falando com pessoas que têm se mostrado bacanas [dos sofríveis já estou por aqui....], pessoas não têm nada com isso, pessoas que não são do mal.... às do mal, deixo-as consigo mesmas, com seus espelhos [externos e internos], que já deve ser ' carga pesada' suficiente..... olha, eu vou dizer uma coisa... acordar num sábado e ver esse dia lindo [depois de tantos dias vomitantes] lá fora, saber que a motocicleta tá na garegem .... saber que o rio é meu [ de verdade ] e que tem gente [mais de verdade ainda!] por aí..... é a tal história das coisas que vida vai oferecendo e mostrando... falei, tirei, depois eu falo novamente.... - alô - oi - tudo bom? - era pra chegar dominfo, mas não agüentei e vim hoje.... cheguei ao meio dia.... - como foi lá? - legal... quer dizer, um siminário de física é sempre um seminário de física.... e físico é chato, v. sabe (Risos) - sei... - e então? acabou tudo? - tudo - quer falar sobre isso? está chateado, magoado? - não, não estou... e também não preciso falar sobre isso... - tá... também pensei bastante por lá.... vamos nos ver? - vamos.... 10.5.02
recebo carta de olavo perguntando sobre o trabalho de teologia... claro que não fiz! pior, esqueci! essa é verdade: nem me lembrava mais... e olha que fui eu quem propôs a ele... putz! que merda! bom, não tenho mais como fazer... teria que ler os livros que [também eu mesmo propus] ! tudo bem, tenho que pagar mesmo por ter me abstraído tanto, relaxado tanto! deixei de aprender algo importante... a questão teológica é completamente relegada pelas novas tecnologias e era isso o que eu ia fazer... enfim, que me sirva de lição... essa história toda vem a propósito do referencial jovem, do frescor que a juventude imprime nos lugares, nos ambientes, nas cabeças de todos nós... não, ao contrário do que pode parecer, não me seduzo facilmente. ao contrário, crítico de mim mesmo e dos que me cercam, dificilmente aceito algumas coisas como definitivas. não me furto, entretanto, de reconhecer que está sendo formada uma geração limpa, criativa, que domina com traqüilidade as novas tecnologias... não é todo o pessoal que faz comunicação, claro, é uma parte dele, um grupo seleto [ e grande ].... a esses não poso deixar de me render... só espero poder dar o melhor de mim, receber o melhor deles e deixar a eles o mundo.... reuno os meninos para nossa conversa das sextas feiras... perguntam-me sobre o porquê de tantas mudanças... como sempre falo de tudo, ligando uma coisa à outra, mostrando como a vida nos oferece conhecimento e possibilidades e como estou agora nesse processo de exercício intelectual constante... alguns percebem, outros não.... esses não poderão continuar [pelo menos não nessa área]... explico como nossa vida, nossa alma, nosso espírito altera a processo de sensibilidade necessário para o nosso tipo de criação.... é interessante como a vida vai nos apresentando as coisas, as possibilidades e em meio às coisas podres acontecem outras fantásticas... estou sempre brincando com esse negício do conselho do nelson rodrigues aos jovens, mandando-os envelhecerem... tenho a possibilidade de trabalhar com gisele, dela fazer estágio comigo na área de criação do 'novas tecnologias'. gisele é dessas meninas bonitas, meigas e espertas, que sabe de todas as coisas, leu tudo o que a sua pouca idade permitiu e tem um profundo senso de estética e modernidade. com seu olhar plácido e fala pausada e suave consegue passar todas as possibilidades, toda a ansiedade de uma alma inquieta e criativa, atenta às tendências que se mostram... procura ser parcimoniosa, ouvir mais do que falar para, ao dizer as coisas, estar certa, tranqüila, mansa... gisele é mansa porque culta, porque sabe que tem a vida ainda pela frente... a cultura brota de todas as citações e lembranças desde o gibi ao clássico.... percebe, as diferenças musicais, a importância de determinados referenciais e está ainda livre das cargas negativas que a vida grava a ferro e fogo em algumas pessoas infelizes... estamos num intenso processo de criação, de visão mais ampla sobre novas possibilidades de arte... ...sei que nosso grupo está se completando. nossas conversas são relaxadas, como tem de ser relaxado o criador.. e é gratificante saber que trabalho com gente jovem, bonita, fresca, culta e inteligente... volto ao meu grupo, retorno aos meus e sou bem recebido... querem aprender comigo e eu com eles.... vivemos em troca constante... definitivamente, o mundo não é simplesmente dos mais jovens... é dos jovens cultos e talentosos e lindos.... como o céu..... o comentário de cláudia sobre a instabilidade emocional e impossibilidade de sair da 'terra do nunca' deixaram-me particularmente feliz por dois motivos: primeiro de sua volta à ativa, com seu texto vibrante e sério. Segundo porque a opinião dela vem somar-se à de uma dezena de e.mails que tenho recebido sobre o assunto [aliás pessoal, ou coloquem no comentário, ou me autorizam a divulgar os e.mails, ok?]. Todas são, de alguma forma, pessoas que tiveram experiências nesse sentido. a maioria não saiu machucada (porque quando a gente chega ao estágio de 'tornar-se pessoa', aprende a lidar com situações análogas), mas faz questão de relar fatos, experiências e observações sobre... ... na verdade, cláudia, tenho ouvido mais do que falado, visto que qualquer depoimeto meu mais 'coisificado' poderia ficar naquela área... border line, fio da navalha, porque independente das afecções de caráter ou mesmo patologias outras (quase sempre relacionadas à infância e a adoslência), eu tornaria a coisa mais polêmica, tendo que nominar melhor deteminados exemplos... não seria ético e acabaria ainda polemizando demais.... aliás, essa história de reclamar das polêmicas aqui é uma outra coisa que vem me incomodando... tenho dois conhecidos que, em seus blogs, vêm discutindo essa história das pessoas não admirem ler aquilo que 'não esperam', que 'não é bem' ser dito num blog... ora bolas! continuo depois.... 9.5.02
Transcrito de mim mesmo "caminho por lugares desconhecidos... gosto de saber que vou encontrar, ruas, alamedas, casarios, velhos, moços, mulheres, homens... esse caminhar mostra esse conceito de viajante que comecei a construir de pouco tempo para cá.... bem verdade que posso ter sido viajante toda a minha vida, mas não tive a percepção de tudo o que vi e vivi... mas não me assusto, não creio que seja exatamente um 'tempo perdido'... não, acho que faz parte desse processo de enriquecimento, de crescimento, de 'tornar-se pessoa'. e quem me deu essa bagagem foram as pessoas. não devo ser muito bom, mas o que tenho de bom veio das pessoas com quem convivi de alguma maneira. Elas me deram a experiência e a tranqüilidade de saber que estou viajando, que sou um cidadão do mundo, que pertendo à humanidade, faço parte desse grupo seleto chamado gente.. e que muita gente vou encontrar por aí. e o gozado é que as pessoas que, por isso ou aquilo, me fizeram mal, me trouxeram sofrimento [de qualquer tipo], essas também acabaram me ajudando... porque serviram como contraponto, serviram para entender que as pessoas legais são simplesmente o máximo... sim, definitivamente, estou namorando a vida! eu já vi gente deslumbrada, mas tem umas que me chamam a atenção... é esse tipo que prefere animais a pessoas, paisagens a filhos, segurança à emoção e por aí vai.... eu na verdade não me importo muito com as pessoas que vêm e vão, porque gosto das pessoas bacanas e elas me bastam... o que realmente me cansa não é o despreparo emocional nem a neurose... o que me causa uma certa decepção são as atitudes... não me importo propriamente com as pessoas que não me percebem [até porque são muitas]... não se pode querer tudo de todos... tava conversando sobre isso com uma amiga que trabalha com uma coisa parecida... ela me fala de comportamentos e ações muito peculiares, muito características [muitas relacionadas a jovens - com quem ela trabalha]... fala muito dessa coisa de cinderela e peter pan, dessa incapacidade de um grupo de pessoas não conseguirem sair da terra do nunca... aliás, dia desses eu falei sobre isso. são pessoas muito maltratadas na infância e adolescência e que, ainda que sofridas, não conseguem sair daquele estágio, recusando o envelhecer, o crescer, tornar-se adulto.... ia continuar o iniciado no post abaixo, falando de conceitos e opiniões sobre trabalhos e atitudes nobres, mas acho melhor não. como essa palavra, nesse conceito, foi usada inicialmente numa situação específica, vai acabar parecendo que estou aqui repisando fatos de um passado recente e não vão dimensionar bem as coisas... essa questão será tratada, tão logo seja possível, no fórum adequado... .... já tem aqui um e.mail [dessas pessoas que, pela manhã vão aos blogs, certas de que NÃO compreenderão nada, tecendo lá suas discordâncias sobre o que disse em algum lugar sobre a história da emigração e da imigração... claro que eu estou acostumado à discondância não pela essência do que foi dito, mas por crassa imbecilidade, pela incapacidade cognitiva de apreender o que escrevi... extamente agora não tenho tempo para explicar, para falar didaticamente [como sou regularmente obrigado nesse espaço], mas prometo, com um pouco mais de tempo falar dos malefícios das tentativas de aproximação entre determinados grupos sociais sem um mínimo de afinidades... só posso afirmar que a questão 'cinderela', como fala o e.mail influencia sim... a questão trauma/neurose, influencia sim.... a diferença pelo provincianismo, concordo, poderia ser superada... falarei mais na hora oportuna... de qualquer maneira é bom dar uma relida nos textos dos sítios onde a informação se derrama.... quanto às perguntas sobre o silêncio de partes: desista, rapaz... haverá um cavo silêncio agora, um fingir superior de que "não interessa", " não está nem aí"... essa atitude, miguel, faz parte de todo o processo de que estamos falando... e tem mais, particularidades não vão ser expostas aqui e sim no sítio já indicado aí em cima... a possibilidade de fazer o escritório com bete aumenta. ainda falta uma terceira pessoa para trabalhar com a programação... vimos algumas (por telefone, nos falamos apenas), mas nada adequado... a forma de trabalho terá que ser mais enxuta e acho que uma certa erudição [no sentido mínimo] é fundamental... percebo que a internet ainda não tem profissionais completos... um pensa e o outro carrega tijolo... é um problema a ser resolvido a médio prazo... pelo que me contam, não é uma dificuldade apenas no brasil, é mundial... bom, mas eu moro aqui e tenho que resolver por aqui...estamos reavaliando a possibilidade de terceirizar aquilo que alguns chamam de um trabalho menos nobre [discordo do termo, todos os trabalhos são nobres - as pessoas é que eventualmente não]. tentamos uma secretária que durou sete dias... nada nobre... bom, o negócio é continuar tentando... apesar da possibilidade da viagem de moto, revendo agora as anotações, parece que será um fim de semanana de muito trabalho, muita tentativa-erro-descoberta-possibilidade-nova tentativa- e assim vai.... quatro reuniões sobre os novos incrementos no portal, quatro horas de gravação em estúdio e dez horas numa ilha de edição... com isso, faltou a leitura e o encontro [prometido já dias vezes e adiado] com a bete, para adiantarmos o projeto... calma, gente... preciso de tempo para recuperar as coisas.... possibilidade de viagem de motocicleta no fim de semana.... possibilidade de continuar o trabalho sobre Carpeux deixado de lado desde janeiro.... tudo bem, terei que reler muita coisa, mas tudo é recuperável.... apenas o tempo não se recupera... mas aí... é de tempos perdidos [e outros ganhos] que conquisto não a minha liberdade [que desta não preciso afoitamente], mas a minha tranqüilidade, essa que, cada dia mais, permite que eu encontre mais amigos e mais gente que sabe do que falo, do que dou e do que necessito... repete-se o best seller 'O admirável Mundo Novo'.... tenho reconhecido um certo vício em entrar na internet para conversas absolutamente improdutivas... uma espécie de vício que não traz sequer o prazer momentâneo do tabaco.... de que serve, então? chegando tão tarde, quase ao nascer do dia, ainda consigo escrever alguns textos profissionais e dar uma falada por aqui.... é bom estar vivo. ainda que cansado, vivo. já estive mais descansado e muito menos vivo. o inverso, com certeza, é muito melhor... 8.5.02
telefonemas e mais telefonemas... discussões em cima de uma estética que não existe... impossibilidades... putz! exemplo desse 'eterno adiar', é minha incapacidade de, diligentemete, terminar a leitura e as anotações da prosa completa de Fernando Pessoa. poderia, ao menos sensível, parecer besteira, pretensão de erudição, mas não é [é um pouco, claro]: trata-se de parte do trabalho a ser desenvolvidos para a turma de poesia/filosofia e interação na mídia... coisas em que me meto e depois não dou conta... meu corpo está cansado, minha mente estressada. um dia inteiro pela frente. quando eu acordo, tenho a sensação de perda de tempo, de já estar devendo, ou seja, de que já poderia ter cumprido parte dessa agenda que, inconclusa, adia compromissos de uma página para a outra... marina sofre de síndrome parecida com a minha. ainda que a pilha de livros esteja ali, esperando por nossos olhos piedodos, sempre há mais um, que temos 'extrema necessidade' de comprar... e assim vamos pelas [boas] livrarias buscando e comprando, sabendo que já os possuímos, que estão ali, são nossos, poderemos absorvê-los na hora [deus meu!] que quisermos... bom, marcelo tá sabendo dos processos que estão sendo encaminhados por aqui e logo poderemos fazer alguns trabalhos juntos... creio que teremos algumas experiências a acrencentar um ao outro... fazendo contato também com uma turma que planeja novas estruturas de blogs a serem desenvolvidas dentro de home pages e vice versas... claro que as possibilidades são infinatas, mas tenho medo de que nos percamos um pouco nos projetos sem conseguir concluir as propostas feitas... bom, eu pelo menos, não estou conseguindo concluir tudo, por falta de tempo... estive algum tempo fora do ar e agora tudo está atrasado. há, portanto, que correr muito com o trabalho, para não perder tudo de bom construído... a parte sólida, a parte intelectual da história... tem um grupo legal trabalhando nisso comigo... vivien e eu saímos da edição depois de uma da madrugada. amanhã será a mesma coisa e quinta idem.... a continuar assim, terei um AVC ( e ela também), antes da estréia.... tenho reparado que, durante as madrugadas a capacidade de entendimento na internet é mais difícil... mas tem lá a sua lógica... as pessoas estão mais cansadas, mais estressadas, mais drogadas [pela substância psico-ativa que for] ou ainda, mais 'sem saco' mesmo, que é o mais provável. e, claro, tem sempre as irascíveis que fazem da rede depositório das frustrações de suas vidas.... dia desses, li alguma coisa sobre sessões de terapia psicanílitica on line.... não creio que resolva os casos patológicos mais agressivos ou mais arraigados... falei sobre isso com uma mulher amiga que está escrevendo uma tese sobre psicanálise em tempos de infovia.... ela acredita mais no processo do que eu. trata-se de marluce, argentima radicada no brasil, terminando mestrado na puc. ela tefende sua tese com todas as forças, acredita realmente em tudo o que está trabalhando. perguntei sobre os casos onde há necessidade de tratamentos mais agressivos ... bom, ela está elaborando lá sua teoria e prometeu permitir que eu publique aqui alguns trechos da tese... farei isso em breve. procuro explicar as coisas da forma mais palatável possível. assim, não encontro resistência nem possibilidade de má interpretação de nenhum desconhecido ou amigo. os que não concordam, falam e debatemos saudavelmente. existe o grupo que esbraveja, bate pé e porta.... bom, quanto a esses... porque a internet ainda proporciona determinados cruzamentos improváveis.... até que se comprovem as impossibilidades por certas diferenciações traçamos um percurso mais ou menos longo.... creio que não há [ainda] como contornar esse tipo de coisa... possivelmente será uma questão difícil de ser resolvida. continuaremos tateando por aqui... antigamente, pela forma de escrita e opiniões expressas, tinha-se uma avaliação aproximada... agora, como a linguagem na rede é baseada na escrita a forma de expressão melhorou genéricamente o que 'mascara' um pouco as neuroses [graves] e as deficiências adquiridas na formação ou nos traumas da idade tenra e os outros, mais recentes.... nelson rodrigues, que conhecia melhor a alma das pessoas, tinha mais capacidade de fazer avaliações mais precisas, mas acabava sendo chamado de reacionário... hoje em dia isso é mais difícil, buscar-se clareza de opinião... existe defiência cognitiva, afetiva e o estresse banalizado.... portanto, não acho possível compreender a tudo e todos.... o melhor, o menos angustiante é ir vendo e aprendendo com todas as personalidades [sem perder a ternura, sem criar preconceitos, sem ditar regras]... é o que tenho feito nas últimas semanas [com muito sucesso]... quanto ao resto, não há nem o que sentir muito, nem olhar para trás para não ver a auto-imolação... 7.5.02
acho que considerar-se culpado e condenado um meio simplista de ver as pessoas. quando aprender a fazer páginas para hipertextos, eu explico.... embora, eu sei, explicações só são úteis quando vêm de encontro ao que julgamos correto.... Política vamos e venhamos. qualquer ato extremista é contra os princípios modernos de civilização. O brutal assassinato de Pim Fortuyn político de extrema-direita da holanda, um dia após a derrota de Le Pen na frança, demonstra nada mais nada menos que existe um movimento sério, muito sério em toda a europa em busca de valores e atitudes que se encontram na chamada 'direita'. o assassinato de um líder não poderá alterar os rumos da história. mostra apenas o desespero comunista, em seus estertores, sem suportar seu fracasso retumbante. ... imagenemos fidel castro sendo assassinado... lula, próximo às eleições sendo assassinado... bem verdade que as esquerdas adoram quando algum de seus quadros morre, pois rápida e covardemente, transformam-os em mártires... .... enquanto isso, aqui no rio, nossa benedita cinderela, elevada ao poder de governadora por conveniências partidárias e não pelo voto, mas ainda assim governadora, faz o que qualquer político faria com baderneiros: isola os professores e nem dá bola para seus pleitos... faz pior... não deixa beberem água ou usarem os banheiros da cinderela... outra facção do partido (o PT é o partido mais fracionado do mundo!) sai gritando que benedita é ditadora, "pior que a ditadura militar". risível se não fosse patético... Queria saber porque a dificuldade, qual é o problema com o mercado editorial no brasil que, simplesmente, ignora Bioy Casares... Se alguém souber o motivo, me avise... tenho recebido alguns e.mails perguntando o que aconteceu com M. acho mais do que justo falar disso, para não alimentar falsas suposições. simplesmente, simples, simplesmente, não estamos mais namorando. daí, como não se fala de quem sai, acho coerente não ficar falando do assunto... é apenas isso e nada mais. não há motivo para conjecturas e coisas do gênero. aliás, hoje recebi uma mensagem de uma pessoa que nem a conhce, dizendo gostar muito de M., da sua maneira de ser e tal... achei bacana. ponto final, por favor. eu não sei, mas acho que as pessoas ainda têm este espaço como referência, talvez por ser o mais antigo.... mas ele não é mais tudo... traz lembranças boas e ruins... conquistei amigos e inimigos... como de resto é assim na vida... mas não sou mais apenas um, porque ninguém é. sou vários... como administrar? bom, acho que ainda tenho muito a dizer, muito a contar... segundo que mais adiante, essas 'partes' se reunirão novamente e aí os mais apurados compreenderão 'o todo' do pensamento... os outros, não sei. e por que faço isso? perda de tempo? não.... tudo será mostrado e explicado.... o que acontece na verdade é que falo as coisas que realmente acho e isso acaba sendo confundindo pelos menos sensíveis. acho que, pelo simples fato de ainda estar vivo, devo participar ativamente das qüestões que acho pertinentes... não tem quem goste de cantar e dançar? tem quem goste de ler e escrever. escrever implica em emitir opiniões... ora, se quem escreve sou eu, imagino que as opiniões devam ser as minhas [de verdade e não as que gostam de ouvir por aí]. portanto, nada de mais, certo? 6.5.02
durante a tarde faltou energia no trecho da cidade onde trabalho e light (não confundir com night - onde nunca falta energia!!) afirmou que levaria três horas para fazer os reparos necessários. resolvemos então dar uma volta de moto. na verdade preferíamos ficar já que chegou uma máquina nova (mais ou menos poderosa) para a convergência de mídias.... enfim, não se pode fazer tudo [nem acender uma vela para deus e outra para o diabo]. fomos então dar uma rodada por aí e acabamos em ipanema [sempre ipanema, graças]. ficamos por lá conversando, principalmente eu e P... tava contandopra ele as últimas coisas que tem acontecido na minha vida... expectativas, decepções, possibilidades... P. costuma me ouvir durante muitotempo calado... não tem pressa em dar sua opinião sem minorar as coisas. ele sabe que o que eu digo é sério. ele também é uma pessoa séria que pensa nas coisas... nossa conversa, portanto, foi seria... bom, ele não me deu conselhos...não preconcebeu nada... como eu, acredita nas pessoas... ele é mais velhodo que eu, mas é feliz... fiquei realmente 'absurdado' com os comentários (conselhinhos) feitos para a Lady... em nome da preservação do sofrimento, propõem a ela uma espécie de isenção diante da vida, um distanciamento das emoções assustador.... caramba, acho que tem que ser um bocado forte pra receber essas mensagens binárias e conseguir 'manter-se pessoa'... Pfui! dando continuidade ao Jogo do Currículo proposto por marina [não confundir codinome com nome, não confundir pessoas com nicks: nunca dormi num sleeping bag já beijei uma atriz de tv já fui na casa do Tom Jobim já namorei uma estrangeira nunca fui expulso da escola nunca roubei nas lojas americanas nunca dancei tango nunca vivi um romance em alto mar já tomei absinto já vi o Vinícius de Moraes na rua nunca dei um tapa na cara de alguém já beijei numa roda-gigante nunca plantei uma árvore nunca fiz strip-tease já me perdi em Berlin já andei de helicóptero sempre como camarão uma vez me ofereram heroína no metrô de Frankfurt e um policial me olhava (se bem que eu não quisesse) nunca matei um animal (inseto não conta) já dormi com uma gêmea pensando que era a outra nunca fui o primeiro da classe já viajei de primeira classe acampei muito na juventude já fui parar na delegacia nunca tive uma horta nunca andei de trem bala, trem de prata e navio só nadei no oceano atlântico os 18% de votos conquistados por Le Pen no segundo turno das eleições da frança, demonstram claramente que existe um movimento forte e claro em busca da ordem, ainda que de forma dura. o movimento mundial, capitaneado pelo comunismo, não foi suficiente para solapar Le Pen. por outro lado é indiscutível a capacidade intelectual do povo francês. Concluí-se de tudo que, ainda que 'politicamente incorreto', o mundo não deseja mais a baderna e as chacinas comunistas (nem seu atraso). a direita retoma seu lugar de forma segura. o que vimos agora foi uma campanha mundial contra a extrema-direita na frança. e ainda assim tiveram votação expressiva. não para ameaçar o outro candidato, mas para mostrar que existem grupos grandes, fortes e bem preparados para recolocar o mundo nos trilhos e não permitir a carnificina comunista. somente cuba, china e brasil não percebem o fato. fico pensando ainda se vivências fracassadas devem servir como mais aprendizagem para experiências futuras ou são somente motivo de decepção... creio mais na última opção. chega uma hora na vida que 'você não está mais aqui pra essas coisas', entende? não tem mais paciência para o fracasso, da forma que rolar...aí acaba dando um certo desânimo, não pelas coisas boas... mas pela tua própria incapacidade de perceber as coisas... por isso, aqui não é mais o central.... nem onde se pensa. O espaço para comentários, se bem utilizado, serve para que a gente conheça as pessoas e possa ter uma resposta imediata da opinião delas sobre o postado. Mal utilizado, fica meio poste em favela, pra cachorro vira-lata... Num hospício, por exemplo, o comments serve para colar chiclete babado.... 5.5.02
Tem horas que eu acho tudo muito cansativo, sabe? Ficar falando, falando.... Tem horas que eu me convenço de que as pessoas não estão mesmo com nada e pronto... Eu bem que tento ser paciente... mas é que essa história de ser bonzinho.... caramba, eu não sou bonzinho... sou apenas um homem já ficando velho... que não está mais aqui pra isso. esse é o problema: chega um ponto na vida da gente que não conseguimos mais viver explicando o explicado, justificando o justificado.... eu quero a lenha do fogão, quero o Redentor aceso, quero rodar pela Lagoa, quero meus livros, meus filhos e ouvir o Tom... ... e, se puder, uma amor tranqüilo... sempre que estou lendo livros policiais me imagino em meio a casos escabrosos de assassinatos em série. na verdade acho que tenho certo fascínio pelo assassinato [não admiração, vejam lá!], pela possibilidade que umas pessoas têm de disporem da vida das outras. porque no fundo é isso. independe das leis. se alguém quer vir me matar, vem e mata. depois é depois, mas o camarad já morreu... e tem gente que leva essas considerações até as últimas conseqüências... vai lá e mata mesmo! e pior: por mais horroroso que pareça a ouvidos puritanos, a verdade é que muita gente fica feliz de saber que o outro morreu, não importa se por acidente ou assassinato. cada pessoa que morre é motivo de tristeza para uns e alegria para outros. sempre. vendo assim , aquele que se arroga o poder de vida ou morte sobre os semelhantes, entende que os desafetos não podedem nem devem viver e faz apenas o que tem para ser feito: elimina-os. bom, eu acho que não gostaria de ser assassino sem assassinado. aliás ainda não sei bem do que gostaria de morrer. . . essa eterna mania que a gente tem de 'não pensar nessas coisas'.. como se adiantasse. volto, então, ao meu policial... partir de motocicleta. Eis uma alternativa. Os espaços já estão abertos, as opiniões colocadas.... falta ler os livros, mas tem que ter um tempo pra tudo.... não posso escrever projeto de multimídia, ler sobre Interface [nem Balzac] tentar mostrar a minha verdade e comer miojo ao mesmo tempo. Muito engraçada a coluna do Artur Xexéo de hoje, sobre Le Péim ou Le Pân.... Enfim, ganhou o outro e o mundo se recupera do susto da possibilidade de outro nazi-facista. de qualquer maneira foi bom para a frança, para a europa e para o mundo que começa a cair na real. Isso vai na contramão dos intelectuais baratos e irresponsáveis. creio que serve de alerta para cada um de nós. [os que desejam ver alguma coisa, bem entendido] News Vitória arrasadora de Chirac na França Conservador é reeleito presidente com mais de 82%, contra cerca de 17% do ultranacionalista Le Pen Memento Morie é um jovenzinho que ainda inão decidiu se entra para o BOPE ou vai pra israel matar palestinos. enquanto isso, vai ficando por aqui, quadrilhando com. Dare Mo (um Mephisto disfarçado de tirolesa, dadas as suas inclinações), expulso da fileiras de Le Pen por ser muito violento.. memento não é de todo mau [como ninguém é], mas tem lá seus pecadilhos [alguns zilhões] entre eles não cumprir suas promessas... tem uma história de um desenho prometido há sete anos e que ele não entrega que é inacreditável. a tia levou o menino a um discípulo de freud, a uma mãe de santo e a um monge tibetano. nada resolveu. necas do desenho aparecer. corre à boca pequena que memento, num acesso de loucura tatuou o desenho na bunda e agora não sabe como fazer para scannear... essa fauna deveria conhcer xangai. nos finais de semana, nas cidades grandes, a gente é obrigadoa ouvir pagode, funk e todo o tipo de lixo merda que há por aí. as pessoas param os carros, abrem a porta e mostram o som que têm ( e como gostam de mostrar...) um dia, vou ter uma bazuca. vou pra janela, sorrir para o proprietário do veículo, mirar e BUM ! ! ! de verdade 4.5.02
o PDV tava conversando comigo e, sobre determinados pontos de vista, concluiu: seria ótimo, mas ainda não atingimos esse nirvana...na hora eu não me toquei muito, só bem mais tarde... e depois comecei (hoje) a pensar em outras coisas, outras possibilidades... quer dizer o que pode ser alcançar um estágio tal de despreendimento numa hora, pode também [o nirvana] aparecer assim, do nada. é o que eu apreeendo às vezes dos blogs que leio fundamental mesmo (inclusive para entender os franceses) é ler o mestre Roberto Pompeu de Toledo (sempre), mas em especial na VEJA n° 1750, de 8 de maio. dizem que é uma literatura menor... não creio, mas pode ser. de qualquer modo, gosto muito de livros policiais... acabo de chegar da babilônia.... andrezito tinha razão.... lá tinha o que eu queria. acho que não cabe aqui, é mais para o Xangai Baby, onde vai quem quer. Cometi um puta erro, uma puta injustiça com LadyMcBeth. É irreparável. Mas eu sei e quero deixar isso aqui. o livro xangai baby chega ao final. triste como era de esperar, como se anunciou desde o início. sim, eu sabia. sinto-me deprimido. pelo livro que diz o que eu já sabia pela vida que, por sua vez, confirma o livro. claro que xangai baby continua comigo. agora é a minha vez. apesar do post abaixo, tenho reveladas pra mim determinadas conclusões que, se por um lado doem, por outro me deixam mais à vontade. já está claro que o conteúdo das propostas e observações antes aqui concentradas já estão completamente pulverizadas por outros espaços (sete) de forma a ordenar pensamentos e gerar menos descontentamentos. como esse espaço é o mais antigo, ainda existia algum hábito de visitá-lo. daí todo o sentimento de tristeza gerado por incompreensão... bom, isso não é o caso. existiam as pessoas que deixaram de freqüentar por sentirem-se atingidas e pra essas vai a minha cava indiferença. mas têm pessoas que me importam, me são caras, muito caras (específicamente uma) que, por confusões outras que não vêm ao caso agora, estavam sentindo-se atingidas. realmente não era essa a minha intenção. mesmo. de qualquer maneira, não consegui escrever com a clareza necessária e talvez um pouco de sentimento exacerbado tenham colocado meus pensamentos de forma dúbia, confusa e mesmo agressiva. não sendo mais visitado por quem me é muito caro, volto a dizer o que penso do mundo e da sociedade sabendo que os que visitarem estarão apenas lendo uma opinião, um ponto de vista (certo ou errado, mais errado do querto, vá lá).... e voltam ou não. 3.5.02
eu penso que a gente perde muito tempo falando de teses e teorias e não fala das coisas simples... do cheiro do café... da capacidade que a gente tem de amar, de sentir coisas uns pelos outros.... acho mesmo hoje, no banco, enquanto fazia uma operação, ouvi os atendentes e caixas conversando: "É, meu... hoje é o dia internacional da cerveja, da festa, da alegria... Graças a Deus!" Fiquei olhando. a verdadeira piração, baby, é dentro! a verdadeira alucinação não está no entorpecer fácil... está em entrar numa... em sentir uma diferente, grande, pesada... ir de cabeça nessa história toda... essa é a piração assumida, sem local, sem aparelhos, sem nada! Eu quero pra mim toda essa loucura desse mundo que a gente não sabe por quantos segundos vai durar! E tenho! É a história que tava falando dia desses e gerou o espaço... a coisa do (in)vestir-se ! Isso. eu às vezes falo umas coisas que acabam irritando as pessoas por bobagem, preconceito delas... tenho recebido alguns e.mails e comentários. muito mais e.mails... e as pessoas me dão um toque pra, mesmo abrindo outros espaços, outras possibilidades, manter o Sobretudo... ... E daí começo a perceber uma certa diferenciação nas pessoas que falam comigo. na esmagadora maioria das vezes são pessoas bem informadas, esclarecidas e inteligentes. nem sempre concordam comigo. ao contrário: discordam e muito! e muito veementemente! mas falam porque estão preparadas para falar... e para ouvir... e para argumentar. na maioria das vezes sabem das obras que estou falando e fazem relações óbvias entre o que digo e as obras em questão. não tratam as coisas pessoalmente. ... outro tipo de visitante por aqui, enfia a carapuça em qualquer coisa que digo, da mais profunda à mais genérica. a atitude normalmente é pífia, é de correntinhas via ICQ, retiradinhas do meu blog dos indicados, não mais visitas por aqui, etc... isso realmente me deixa triste. ao contrário do que parece, não pelo afastamento [que pra mim é rigorosamente indiferente - ao contrário: pra não entender é muito melhor que não pintem por aqui!]. Não pelo afastamento ou pelo que acreditam ser pequenas agressões ...(bacana mesmo é o 'Pequenas Infâmias', da Carmen Posadas!)... realmente não é isso. É por ter que reconhecer que existe uma clara divisão de pessoas, assim... na formação, entende? .... e o pior é que não é escola só. não é falta de escola. todo mundo que eu conheço é formado em alguma coisa... conheço gente que já fez 3 faculdades, mestrados... isso assusta, porque não é a escola... fico pensando se é a qualidade do ensino, se é despreparo emocional ou se é coisa pior.... .... de qualquer forma, acabo me rendendo às teses dos institutos de estatísticas, tipo IBOPE e essas coisas todas... tem realmente o público A, B, C...[quer dizer eu já sabia, só não "sentia na carne" essa diferença, essa impossibilidade de compreensão das coisas mais banais, mais cotidianas...] e isso me deixa triste. por todos... e eu fico sem saber como falar dessas coisas porque vai ter sempre meia dúzia desimportante, insignificante (ainda que boazinhas) achando que é com elas.... coisas legais e coisas chatas.... vão se ampliando os horizontes e começo a dominar os espaços de forma a colocar as observações certas em seus lugares... algumas anotações estão sendo catalogadas de maneira a abastecer o banco criado por andrés. isso vai terminar no HD provisório até a chegada do servidor. existe a conversa com o pessoal da universidade para usar a ferramenta como exercício de literatura [ou início de]. ainda não está certo. tem resistência dos mais conservadores, o que considera justo - normal. na verdade essas coisas acabam me deixando meio ansioso, meio angustiado pois gostaria de ver tudo resolvido, ter a coisa inteira, completa na minha frente. com mais clareza. tudo bem, já sei que é um processo e não depende só de mim... até que o pessoal tem cooperado bastante... talvez se eu estivesse num outro momento... se não tivesse acabado de [pretensamente] ter sido apunhalado pelas costas... ... aliás essa coisa de apunhalar pelas costas é uma coisa interessante. tem um livro, do Rubem Fonseca, 'A Grande Arma', que trata de facas, punhais, colecionadores e usuários... não vou reler agora porque me lembro bem da história... o zé rubem fonseca é mais sensível, seus personagens tem senso ético na arte de apunhalar. posso escrever uma história inteira sobre a arte de apunhalar. posso falar também sobre a teoria do apunhalar-se que, por falta de tempo, freud não escreveu. só não sei se vale a pena. se valer, não será por estas plagas... pensando no projeto [mal explicado abaixo] termino por sair ainda madrugada para uma volta de moto... parou de chover, mas está muito frio. confesso que tenteo dormir antes, mas não deu. tentei ler também, mas a cabeça ia longe. fiquei pensando nos espetáculos de teatro (grandes) que (mão) foram realizados. pensei no show multimídia que é pensado, mas distante da realização plena. rodo então, um pouco, pelas ruas. frio... as ruas estão vazias... poucas pessoas... vou até a cidade [porque o Aterro é sempre o Aterro]. Nada de muito interessante por lá... apenas pessoas mal vestidas (e olha que estou com meu casaco de lona remendado!) Penso um pouco em moda e lembro do trabalho que faço com Gisele sobre o conjunto, o estido, a maneira de "investir-se", que é uma coisa bacana, que dá bem conta do que é uma pessoa inteira, completa. Xangai Baby está bem no final. Pulp fiction, mas me emociona. [porque acho legal a gente ter a capacidade da gente se emocionar com a vida]. Em casa, trato de escrever no caderno de capa dura. escrevo e desenho, pra tentar ir mostrando as coisas... penso em Goya, nos quadros e desenhos... nos olhares negros e arregalados.. Na possibidade [genial] de madre desnuda existir também vestida... acabo na poltrona com Gilles Deleuze. entendo o que diz [nem tudo, é verdade]. O dia já começa a amanhecer e melhor é nem dormir pois hoje é dia de programa novo [e, com ele, o estresse dos inseguros - ai, meu deus!]. é hora de inaugurar o novo espaço por aqui [ e será agora ] - pois muitas são as visões, muita é a doce podridão, muitas são as nuvens belas... muito é caetano.... e ainda tem que fazer a barba [saco] tem esse projeto de trabalhar em várias frentes, tendo várias opiniões ou tratado-as de maneira diversa... na verdade é o embrião para um espetáculo multimídia de verdade, pelo menos em relação ao que hoje entendo por isso... porque as pessoas estão banalizando essa coisa de multimídia (que pra elas é tudo)... não... é mais complicado e, com os avanços em determinadas áreas vai ficando cada vez mais.... porque as imagens e sons e interações e música e texto podem fazer parte, ao mesmo tempo, de uma expressão artística (nem sei se boa ou ruim), mas de uma... portanto, sendo vários, me despojo das formas possíveis e umas impossíveis (mas possíveis mesmo assim)... marcelo sabe mais ou menos... saindo do trabalho tarde da noite (tarde para mim, bem entendido), vi uma cena/imagem que me entristeceu na Av. Rio Branco... entristeceu hoje menos do que entristeceria ontem. amanhã, menos que hoje. opções....opções... 2.5.02
"Quando eu estou aqui Eu vivo este momento lindo Olhando pra você e as mesmas emoções sentindo São tantas já vividas São momentos que eu não me esqueci Detalhes de uma vida histórias que eu contei aqui Amigos eu ganhei saudades eu senti partindo E às vezes eu deixei você me ver chorar sorrindo Sei tudo que o amor é capaz de me dar Eu sei já sofri mas não deixo de amar Se chorei ou se sorri O importante é que emoções eu vivi São tantas já vividas São momentos que eu não me esqueci Detalhes de uma vida histórias que eu contei aqui Mas eu estou aqui vivendo esse momento lindo De frente pra você e as emoções se repetindo Em paz com a vida e o que ela me traz Na fé que me faz optimista demais Se chorei ou se Sorri O importante é que emoções eu vivi Se chorei ou se Sorri O importante é que emoções eu vivi" ainda que não devesse, sou surpreendido por notícias curiosas.... ontem mesmo estava falando da importância do 1° de maio, principalmente este ano na França. e realmente por lá tudo correu como era de esperar. mas os jornais estão falando muito mesmo é do brasil (claro), das manifestações e comícios (ainda claro). Parece que o grande centro das nossas lideranças de esquerda é mesmo Santo André, cidadezinha do interior paulista. por lá, nosso Lula e a CUT criam e tratam aquilo que chamam 'a origem do movimento'...evidente que não foi apenas santo andré.... o interior paulista é todo solo fértil para esse tipo de coisa: teve São Bernardo, Campo Lindo, São Miguel Paulista, Conconhas e vizinhanças... dia desses tava discutindo sobre isso com um grupo... não chegamos a conclusão sobre a origem de tudo... o interior de são paulo é assim porque é e pronto ou tem essa coisa da imigração nordestina? bom, as duas possibilidades dão no que dão.. Mas não fica por aí... por falar em andar de baixo, o Rio de janeiro também não passa quietinho não. embora menos pernicioso, também dá sua contribuição de baixo nível ao resto do país com uma puta show do Zeca pagodinho... isso mesmo! aqui, nas areias de copacabana... o brasil tem dessas coisas: consegue espalhar o que tem de pior... não podia deixar o zeca com o lula em santo andré? a rede do interior se movimenta...penso nas velhas tias solteironas de olho no marido da única que 'escapou': "Cuidado com ele!". Só que aqui a coisa é mais patética... descobre-se que o 'infiel', ao contrário de 'amásias' ...tem 'outro.....blog' na rua... risível, mas ainda acontece nesse nosso brasil... pfui! ontem de madrugada tive a confirmação de viva voz daquilo que imaginava há algum tempo... a turma do andar de baixo [que deveria andar ainda ouvindo apenas rádio] toma lá suas posições e parte para uma surda agressão, com textículos aqui e ali bem como um rol de fofocadas e coisocas que se espalham como pragas via ICQ. não é à toa que a minha opinião sobre o tipo é essa. desse ponto de vista posso até rever outras opiniões... porque tem gente agressiva nas maneiras e tal que faz parte do jogo [apenas de uma certa maneira], mas é inteligente. acho que no passado, andei atirando errado... acontece... agora uma coisa é certa... com o cartel, com o clã... com esses a coisa [pra mim] é inegociável... o blog, muitas vezes, pode tornar-se um mal entendido... não sei se é o caso deste... cada um conclua o que entender. de qualquer maneira, não paro de falar as coisas. todas. todas talvez seja melhor explicar a coisa... o sobretudo é o blog de um motociclista cinqüentão precoce... 1.5.02
já disse anteriormente que o Sobretudo tem os dias contados.... ou pelo menos, da maneira que era. o Sobretudo tinha um motivo específico, uma experiência nova, em vários sentidos. o principal desses motivos terminou da pior maneira possível, de uma maneira dolorosa e triste... tudo bem, coisas da vida. esse blog tem ainda uma função de tribuna, de protesto, de geração de opinião. bom, talvez essa parte continue, tem que ver... de qualquer forma, outros espaços para discussão estão sendo abertos. é um engano achar que simplesmente abri outro blog... não. a coisa é um pouco mais complexa... as informações correm, mas erradas, trôpegas. é uma ilusão que sou simplista, que sou um. muito simplista. sou muito mais. sou uns. sou vário. como vária é a poesia. coloco o meu pensamento de forma diluída, em cada sítio tratando de coisa mais ou menos específica, uniforme, especializada. entre outras coisas, evito os problemas de incompreensão que gerei aqui... não que me arrependa... tem quem não entendeu é burro e quanto a isso nada posso fazer... bom, o Sobretudo não termina aqui... continua de outra forma... fica em experiência, dividido com seus irmãos ou filhotes... quanto a quem são os "blogs" (outros) e quantos... informarei CORRETAMENTE, na hora em que estiverem preparados... mas continuo por aqui. O Le Pen, por lá, a benedita por lá... continuamos nos esbarrando....diariamente (por favor, quando derem notícias, fizerem fofoca ou 'descobrirem' coisas, façam o servicinho direito...) fico sempre repensando as atitudes que tomo. será que tudo é motivo para passeio, encontro ou festa? devo ser meio torto mesmo... acho que em determinados momentos, sob determinadas emoções não quero muito a 'companhia de amigos'... porque, afinal, eu tô pensando numa coisa, numa determinada coisa... sinto aquilo, quer dizer, as coisas lá por dentro estão voltadas para aquilo... tudo bem, nada me impede de sair, dançar, rebolar, cantar, gritar, fazer visitinhas e essas coisas todas... acho que poderia ser até saudável, desde que minha cabeça estivesse lá, realmente voltada pra isso. mas se não está... não consigo. isso sou eu, bem entendido. tem as pessoas que nada altera nada. tudo 'tanto faz'. nada é nada e tudo é tudo. gargalham na sepultura de deus. realmente... com essa turma, eu não consigo... |