Observações e paranóias

...são pedaços de papel, folhas de cadernos, guardanapos sujos e restos de cabeça insone.





Não possuo nenhuma expectativa maior em relação às pessoas. Convivo com elas na sua justa medida.

O impossível na raça humana são justamente as pessoas.

Definitivamente, o silêncio não é dos inocentes.

Por mais que eu pense bem ou mal das pessoas, elas sempre me surpreendem.

O Blog é uma "Carta de Intenções" raramente cumprida.


Eu vivo dos meus desequilíbrios* Copyright Nicka.


Sempre teremos Paris....


28.2.02

Repetindo, reinventar-me e reinventar o outro é preciso.
M. joga fora a mochila mais pesada. Jogo a minha também.
A estrada fica mais bonita, mais 'leve'.



Não se encontra mais a figura solitária do Sobretudo de Lona vagando pelas ruas.
O que se vê é uma dupla, dois parceiros (pra caramba!).
Enfim, a menina (e motociclista) M. é definitiva nos passeios, viagens e outras peripércias de moto.
Pessoal, aí vamos nós.



27.2.02

Apesar de tudo o que se tenha que rever, continuo, a cada momento, mais certo: ela é a coisa mais importante, suave e concreta.
Pra mim, M. é fundamental.



O que está acontecendo de verdade?



Não durmo.
...
Sou eu que antecipo os problemas ou eles existem e eu os exponho?
...
Cuidado ao falar!
“O amor é lindo, mas não agüenta chute” M.
(e veja-se lá o que é “chute”).
...
Gravei uma entrevista com Nelson Hoineff, que se diz (e alguns acreditam!) ‘homem de televisão’. Escreveu dois ou três livrinhos pífios, cheios de asneiras. Afirma agora que Ratinho é o que há de melhor na televisão brasileira. Por onde a gente sai daqui?
...
Na democracia, no capitalismo, no mundo globalizado enfim, a eficiência na prestação de serviços diferencia o moderno do retrógrado. A ineficiência da Telemar expõe nosso modo provinciano, nossa incapacidade, nosso terceiromundismo. Estamos fadados a exportar soja até o final dos tempos.
...




25.2.02

Impedância, isso mesmo, o problema "pedante" que faz não reviver o toca-bolachão. Trocadilhos às favas, eu posso ser mais pretensiosa que essa talzinha. Com ajuda de G., lógico.



Leio, com certa decepção, o fato do "breve passeio" ter se prendido a um puta-piloto e uma V-Max, coisas que, aliás, não tiveram peso algum na mudança da minha história.
E eu poderia descrever as muitas e boas sensações que tive, mas, depois dessa, pra comentar o "breve passeio", resumo dizendo que não quero nem puta-piloto, nem V-Max.



Sem telefone? Aproveita pra ler...



Cinco dias sem Internet por causa do maldito DVI é o fim da rosca preta. Mas a Telemar se supera: agora fico também cinco dias sem telefone!




José Dirceu conserta: “O PT continua sendo o maior partido de oposição”.
Ah, bom...
...
Fim de semana triste por mim, pela Kakay, mas bom por estar com M. Fiquei na casa dela.
...
Marcos me telefona domingo, convidando pra um passeio de motocicleta, pra ir a um encontro em Rio das Ostras... Ele nunca esquece de me convidar... Dessas pessoas que você conhece e rola uma afinidade incrível, inexplicável.
...
Finalmente dou um breve passeio de moto com M. Na minha cabeça neurótica, ela vem de um marido ‘puta piloto’ e uma ‘V Max’. Eu não sou nem marido nem puta piloto e não tenho uma V Max. Assim, passeamos devagar, um se mostrando pro outro, com cuidado... Pra não magoar, não comparar (explicitamente), não machucar... Resultado? Bom. Gostamos.
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M. completa uma lacuna enorme física, existencial, sentimental e afetiva. Independente do que rolar (ou ‘deixar rolar’), M. é fundamental.
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Tenho medo da fragilidade de determinadas relações. E verbalizo. Não tenho certeza de ser compreendido. Até porque, na prática, não altera nada.
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Penso hoje, ao contrário do que pensava há dez anos atrás, que fazer aniversário, é dar um salto para o abismo... De qualquer forma, prefiro o hoje.
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É necessário muito cuidado no conceito e na aplicação da ‘vontade’. É preciso ficar atento. Ela é plural, é de todos. Arthur Schopenhauer, falou e se angustiou (demais) por isso (só igualado por Kierkegaard). Creio que não devamos nos deprimir como eles, mas nunca descuidar. ‘Nem tanto ao mar, nem tanto a Terra’.
...
Pablo Neruda, poeta de primeira, cantado por ‘amadores’ (no sentido tomjobiniano) de todo o mundo era comunista ferrenho (brindou com Mao Tsé-Tung e ‘sentiu-se honrado por ser recebido pelo nosso Prestes) e ‘trabalhou’ para Stálin. Foi inclusive, agraciado com o prêmio ‘Stálin pela Paz e Amizade entre os Povos’. Ao lado do maior, do mais sanguinário matador da história, escreveu belos poemas de amor. Só não sabe quem não quer, quem é burro. Está lá, em ‘Confesso que vivi”.
Portanto, menininhas espertas que patrulham Caetano (a quem também critico), deveriam ter mais cultura, mais estofo, inteligência, mais tudo. Falar por falar, ser ‘ácida’ ou qualquer outra bobagem infanto-juvenil, repito, é doença latina, de terceira, Xangai, que trato com Pepsamar e Rodhox (ou Rodox, como prefere o fabricante). Pfui! Não tenho saco.
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Tom cantando (Samba pra Marilu) com Maria Luiza, pequenina, não é a coisa mais sublime da Terra? Deveriam aprender isso também. Talento... amor.. Vida ... Filhos... Menos ácido, porém mais inteligente.
...












PRIMO
Antes do super-heróis pós-modernos éramos inocentes e felizes o bastante para chamarmos de Tarzan aos fortes. Conheci dois, imortais: o da história em quadrinhos e o Primo.
No tempo em que “Ipanema era só felicidade”, a praia de Copacabana tinha o mar muito mais próximo à calçada. As pistas não eram largas e não havia calçadão entre elas. Era uma avenida simples, de mão dupla, onde brincávamos de montão.
Depois veio a grande reforma, com muitas escavadeiras, havia montanhas de areia, onde também nos divertíamos a valer, enquanto Copa se modernizava. Eu era um menino. Eu tinha um outro menino, dez anos mais velho (invejado todo o tempo por ser ‘bem mais velho’) que me ensinava as coisas: me ensinava a comer sanduíche de atum no Megg’s (Bob’s veio muito depois) da Av. Atlântica, me ensinava a nadar ‘lá fora da rebentação’, onde ‘só os valentes nadavam’ (Na verdade, me colocava em seus ombros fortes e nadava comigo por cima dele, me carregava. Eu, na volta pra areia, só posava de valente!). Me ensinou a jogar vôlei todos os dias, a lavar ‘calça Lee’ no próprio corpo durante o banho...Me defendia nas poucas vezes que a Kakay brigou comigo... Ensinou-me a ser solidário com as vítimas das enchentes que assolavam o a cidade naquela época (éramos voluntários na Escola Roma, que abrigava os que haviam perdido seus tetos)... Mas era muito mais... Era o companheiro que me ensinava João Gilberto, Elis Regina, Jair Rodrigues e o menino Chico...Me levou pro Beco das Garrafas... Era jovem, mas não se contaminou pela luta armada e prezava muito mais a praia, o sol... A natureza... Os passeios em Cabo Frio (de Fusca, é claro). Jogava buraco comigo até as seis horas da manhã (afinal, nós dois tínhamos insônia, nós dois fumávamos (eu escondido), nós dois tínhamos muito pra conversar, nós dois éramos cúmplices em não acordar a Kakay que dormia ali, do nosso lado no pequeno apartamento do Lido... Eu chamava Mariozinho de Primo. Não lembro como me chamava, acho que era Geraldo mesmo... Me ensinou ainda a estar longe das drogas, a não beber demais. Ensinou que, ‘já que (ele) tinha que servir ao Exército, porque não curtir por lá e ganhar prêmios ( como o de natação) ser o nadador melhor? ’. Dez anos mais velho, às vezes me colocava pra dentro dos cinemas proibidos e quando não conseguia, passava a madrugada me contando tudo o que vira (e que um dia eu veria também). Tinha uma vitrola bacana (que eu mexia com aval, mas com muito cuidado). Quando o Brasil ganhou a Copa de 70, deixou eu sentar na capota do carro e festejar, feliz, pela Atlântica (só que estava tudo engarrafado e quando o carro andava era a 5 ou 10 km. por hora!) Quando eu tinha 13, 15, ele 23, 25... Eu e ‘minha turma’ da praia ficávamos atrás dele e sua turma. Não deixava nem ele namorar em paz! Mas ele namorou. Namorou e casou. Casou e foi feliz. Casou com a mulher que amava e era amado (e como!) Teve filhos e, no primeiro, me chamou pra ser padrinho (claro, quem mais?!) Eu, de mal com a vida, não fui um bom padrinho. Me afastei de tudo. Mas ele ficou firme, não reclamou (possivelmente me compreendia). Semana passada, meu Primo, Tarzan, esse que me ensinou a ser homem estava na minha frente, morto. Chorei pouco pra fora e muito pra dentro. Mas não tem nada não, Primo, você está em mim. Faz parte de minha essência. De verdade.



22.2.02

Contar minutos até dez da noite não é das melhores tarefas pra pessoas com baixo teor de paciência.


20.2.02

Dia a dia, a mochila de M. fica mais leve.
Despojada do peso, mais solta, voa mais e melhor.
Olho. Nos olhos. Acima deles.
Quem é essa menina leve, Sobretudo?



Meu Deus!
Não temos mais um partido de esquerda!!!
...
Por falar em mosquitos, de vez em quando sou obrigado a eliminar algumas pessoas com inseticida. Gosto muito de Rodhox (receita de um grande jornalista já falecido). Com surpresa, constato que o fabricante grafa Rodox na embalagem do produto e não Rodhox, com H, que é o certo.




Nosso peixe, como os demais, caseiros, vive num aquário. Festival para mosquitos e dengue, certo? Errado. O peixe come os mosquitos e os ovos. Quanto a ele, o peixe, é, por natureza, hemorrágico.



Vou dizer uma coisa: quatro reuniões (duas sérias) de trabalho num dia é de matar!





Encontro uma menina que me aponta o dedo com olhar cúmplice.
Nada importante. Contentinha por mim e M.



Não sei o que fazer. Deixo ou não M. dormir?
Acho que não.



Nosso José Dirceu anuncia hoje nos jornais:
"O PT não é mais um partido de esquerda."
Ah, bom!



Tenho coisas, acontecem coisas comigo que não tenho como contar.
E, por não contar, contadas estão.
É isso, rapá!


19.2.02

A FOTOGRAFIA

O tempo sempre brinca, brincou e brincará com o homem. Talvez seja a única invenção (ou constatação) que não dominamos.
A fotografia flagra um instante. Ela domina o tempo. Uma fotografia trapaceia o tempo.
Ela não marca apenas o acontecimento, a determinada época em que foi tirada. Não apenas permite que lembremos o que aconteceu, com quem estávamos, o que sentíamos. Nossos sentimentos de épocas são anteriores e posteriores ao momento fotografado. Tanto a alegria quanto a dor.
A fotografia é muito mais.
O tempo, inexorável, que une e afasta pessoas, que envelhece, que cria o conceito de história, da própria realidade em mutação constante, que faz germinar, nascer e morrer... Esse tempo é aprisionado num átimo. Vira fotograma. Vira papel. Mostra um momento que não é. Define rigorosamente uma ‘não realidade’.
A roda d’água fotografada, que nos aparece em repouso, está girando para quem a viu e vê. O sorriso para a pose ou ainda o instantâneo, desfazem-se após o clique sem que ninguém perceba.
O pássaro pequeno em vôo ou o avião supersônico não estão mais no mesmo espaço geográfico nem de tempo após o fechamento do diafragma. Estão adiante. Tudo está adiante. O pássaro seguiu, o avião sumiu, nós mudamos de posição, tornamo-nos segundos mais velhos e, portanto, mais próximos do fim...
No papel existe o momento único: definição perfeita de presente, esmaecendo-se agilmente em passado.
Quando olhamos a imagem reproduzida no triângulo de papel estamos olhando para o abstrato, para o drible definitivo do homem em Deus.







Fazer um doutorado no Tibet para ler Pul Di.



Motocicleta lavada e tratada é outra coisa.
...
Casamento é uma relação difícil? Duro é conviver com a Telemar...
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Pras meninas ácidas, ofereço Pepsamar. Quando não funciona, Rodhox.
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Os acertos que obtenho são proporcionais à capacidade de reinventar os outros. E de me reinventar também.
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Cada dia que passa, eu e P. constatamos mais e mais que é necessário viver intensamente hoje. O amanhã é uma sugestão órfã, patética do imaginário, sem, portanto, nenhuma garantia.
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Que ninguém esqueça ou duvide: M. é uma menina (e minha) .
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Até alguns anos atrás, grupos de motociclistas eram Clube do Bolinha, só para meninos rebeldes (sem causa). Hoje, nem isso.
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Vai sair no Brasil mais um livro de Philip Roth. É preciso muita calma para esperar sem entrar em desespero! Dois 'Philip' no Brasil, reinventavam a cultura contemporânea nacional.
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Converso com quem sabe: Fernando Pessoa é mais do que pós-moderno. É punk!
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Quero que M. leia “Se um viajante numa noite de Inverno” de Ítalo Calvino. É fundamental.
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Nas relações profissionais, cada dia tenho menos paciência com o andar de baixo. Começo algo que nunca (me) imaginei: ignorar. Solenemente.
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Quero (de verdade) ir pra favela trabalhar com os excluídos digitais. Creio mais neles do que nos “incluídos”.
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Agora me expliquem uma coisa: de onde tirou-se a idéia besta de que colocar fotos de cancerosos terminais em maços de cigarro resolve alguma coisa? Cigarro é proibido? É droga ilícita? Redundante não! Eu, cidadão livre, cumpridor de meus deveres sociais tenho o direito de comprar um produto, ainda que consciente que seja maléfico à saúde, sem ser obrigado a levar fotos de gente morrendo sem ar! Porque, se o governo arrecada em impostos 80% do valor do maço de cigarros ( e não me retorna essa grana em bom atendimento médico), se não proíbe sua comercialização, não tem o direito de impingir a mim, o cliente, a levar uma foto desgraçada! Como comprar um bife com gordura no açougue e ser obrigado a levar a foto de um camarada enfartando! Como eu comprar um automóvel e levar uma foto de um sujeito estraçalhado no meio das ferragens! Como comprar uma passagem de avião e levar a foto de um puta acidente aéreo!
Nessa hora, a ‘oposição’, pífia, cala-se; pra ser politicamente correta, pra ganhar uns votinhos em Ipanema!
...
O negócio é o seguinte: Não vou mais ficar aqui me esgoelado por causa da falta de segurança que assola o país. É bandidagem sim, e da boa. Se quiserem atribuir tudo ao neoliberalismo, azar. Por baixo do Sobretudo, escopeta.




Leio no Globo de hoje:
Bandidos disparam mais de 50 tiros contra polígono de segurança da PM
O polígono de segurança do 14 BPM (Bangu) instalado na Praça Cláudio de Souza, em Ricardo de Albuquerque, foi alvo de traficantes armados, na madrugada de ontem. Os bandidos, ocupando cinco carros e duas motos, pela Avenida Marechal Alencastro atirando na direção aos policiais. Mais de 50 tiros foram disparados. Dois carros da PM foram perfurados e os bandidos conseguiram fugir do cerco policial.
Quem estava nas proximidades da tenda da PM teve que se jogar no chão para fugir dos tiros. Mesmo assim, Jaílton Gomes Martins, de 60 anos, ficou ferido de raspão em um das pernas. Ele foi levado para o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes.
Usando uma Blazer, dois Vectras, uma picape e duas motos, os bandidos passaram em frente à delegacia concentradora da Polinter, próximo à praça, chamando a atenção de policiais. Os dois PMs que estavam no polígono de segurança foram avisados sobre o “bonde” (comboio de bandidos) e pediram reforço para tentar prender a quadrilha.


O terror do PCC
Ricardo Galhardo
SÃO PAULO

Violência (nos presídios) começou domingo à tarde
A onda de violência começou na tarde de domingo, em Sorocaba, quando três integrantes do PCC foram assassinados por integrantes de um grupo rival, o Comando Democrático da Liberdade (CDL). Os três tinham sido presos poucas horas antes, perto do Hospital Regional de Sorocaba, onde estava internado Carlos Aparecido Pacheco, o Caó, integrante do PCC e suspeito de ter participado do seqüestro do empresário Roberto Benito Júnior. Eles foram mortos a golpes de faca e estilete quando chegaram à cadeia. No mesmo dia o PCC matou com facadas e tesouradas três integrantes do CDL após o fim do horário de visitas na Penitenciária 3 do Complexo Campinas-Hortolândia.
A matança continuou ontem. Um preso foi morto numa briga no presídio de Presidente Bernardes, no início da manhã. Outro foi assassinado na cadeia de São Vicente, no litoral Sul. Mais três morreram durante uma briga na penitenciária de Assis, no Sul. Em Ribeirão Preto, dois presos foram mortos durante a madrugada. Um deles, Alberto Magno Rodrigues, o Betinho, teve a cabeça decepada e o coração arrancado.
Na capital, foram registradas duas mortes no cadeião do Distrito Policial de Pinheiros, quando integrantes do PCC invadiram o “seguro” (ala reservada aos ameaçados de morte). Lá, pelo menos dois detentos ficaram feridos. Após os assassinatos, os presos escreveram a sigla PCC no pátio do presídio e acenaram panos brancos. "

Com a palavra os politicamente corretos e os grupos de Defesa dos Direitos Humanos.
E querem saber? Não falo mais disso! Quem é cego e burro tem mais é que se foder!


18.2.02

Em meio a tanto papel fotográfico, nada que atenda ao que sou (quero!) agora. Máquina fotográfica, ativar!



O pessoal do Matchbox trancreve o seguinte trecho de Danuza Leão que, por interessante, tomo a liberdade de retrancrever.
Se eles soubessem

Danusa Leão
"Os homens passam grande parte da vida falando de duas coisas: mulher e futebol. Quando se trata do quesito mulher, eles telefonam, articulam, combinam, se encontram e, na maior parte das vezes, não dá em nada. Por nada se considera sair para jantar seguido de um lugar onde se dança; a noite pode ou não terminar na cama, e na madrugada, na hora de ir cada um para sua casa, pinta um "valeu" ou um vago "eu te telefono" -quando pinta-, o que não quer dizer rigorosamente nada; e tchau tchau.
Já as mulheres -dos 12 aos 90- que estão sós têm, todas, uma idéia fixa: o desejo de encontrar um companheiro, um acompanhante, um namorado, um amante ou um marido. Por pudor, eliminaram do vocabulário as palavras amor, paixão e casamento; afinal, mulheres resolvidas não podem falar de coisas tão fora de moda. Assim, ter uma pessoa com quem sai frequentemente, sem nenhum rótulo, já quebra o galho. E que ninguém cometa a gafe de perguntar "estão namorando?", porque na maioria das vezes elas não sabem; adorariam saber, mas não podem perguntar.
Já os homens não falam dessas coisas; talvez -talvez- entre eles role às vezes -às vezes- uma conversa de como seria bom ter uma mulher esperando por eles em casa; mas elas estão tão independentes, tão conscientes de sua liberdade e dos seus direitos, que é preciso muita coragem para propor alguma coisa de mais permanente. A palavra casamento não pode, jamais, ser pronunciada. Às vezes o homem cai de quatro por uma mulher, mas como estão sempre rodeados de amigos, rindo e brincando, cada um sendo mais inteligente e espirituoso que o outro, ela nem percebe. Afinal, quem tem a coragem de falar de sentimentos a esta altura dos acontecimentos? E que mulher vai levar a sério aquele namorado que vive dizendo as mais divertidas bobagens sobre as coisas? Para falar sério é preciso um certo clima, o que é evitado cuidadosamente por ambas as partes.
Mas, se um homem quer uma mulher, de verdade, para que ela se apaixone não é preciso que ele tenha nenhuma das qualidades -aquelas- de que se fala por aí; ser um gato, ter um sobrenome famoso, um helicóptero e propor, numa quinta-feira, irem passar o fim de semana na Jamaica não impressiona ninguém. Uma mulher -estamos falando de mulher, claro- só quer uma coisa de um homem: interesse e atenção. E atenção + interesse = amor.
Faça uma experiência: quando estiverem num bar qualquer, fique olhando de longe, sem dizer uma só palavra, e rapidamente ela começa a tomar conhecimento de sua existência. E quando chegar perto procure, devagarzinho, saber tudo sobre ela.
Por tudo se compreende se tem medo de raio, de trovão ou de avião, do que gostava de comer na infância, o que queria ser quando crescesse, o que quer da vida agora; essa pergunta é, aliás, perigosa, pois pode obrigá-la a responder os chavões feministas de sempre; pergunte se tem pesadelos, do que mais gosta de fazer, dos livros que leu quando pequena, dos que mais gostou. E aquela cicatriz no joelho, como é que aconteceu? Ah, um homem que quer saber da cicatriz do nosso joelho é absolutamente irresistível. Uma coisa leva a outra, e de repente ela vai estar perguntando como é que ele escolheu aquela profissão, quantos irmãos tem, se mora sozinho, se acha que Pelé é melhor que Maradona, desde quando usa óculos e por que.
Tem um problema: essas perguntas só podem ser feitas quando são absolutamente sinceras; mas, quando acontecem, mais da metade do caminho está andado.
Ah, se eles soubessem que nenhuma mulher, nenhuma, resiste a um homem que percebe, carinhosamente, que quando ela está nervosa seu olho esquerdo pisca. Você resistiria? Nem você nem ninguém.
Mas poucos sabem."





Perigosa e estranha a atitude de meninos e meninas mal amados, não resolvidos, quase ainda de cueiros pretenderem-se críticos de opiniões postadas em outros blogs. Escreveram trinta laudinhas Xangai em toda a vida e são admirados por outros (que nem tanto). São chamados de ‘ácidos’ e outras bobagens. Reconhecer-lhes estofo ou capacidade mínima de discussão... Não sei. Deviam temer palmadas... ou Rodhox...



É hora de acabar coma brincadeira.
Uma coisa é, brincando dizerem que você é de direita, fascista, reacionário... Tudo bem que é um pensamento viciado, não verdadeiro, criado pelos comunistas que assolam o país.
Mas, continuadamente, a ‘brincadeira’ assume riscos, desproporcionais, irreversíveis.
No fim de semana, por dois dias seguidos, o conhecido ‘bonde’ (força tarefa de bandidos), assalta e rouba vários carros seguidamente (entre 19 e 23 h.) de sexta e sábado. Os moradores daquela região da Tijuca já dizem que não saem nem entram em suas casas naquele horário!
No interior de São Paulo, no mesmo período, prisioneiros são assassinados por companheiros de cela. Impunemente.
É burrice, vai além do ‘ideológico’ não perceber que, independentemente das questões sociais, da distribuição de renda e dos direitos humanos, é fundamental que exista uma ação dura, violenta mesmo da polícia para coibir, exterminar os bandidos verdadeiros, facínoras perigosos que, misturados à população de baixa renda, iludem os ‘politicamente corretos’, formadores de opinião, que, por sua vez, disseminam uma visão distorcida em toda a população.



16.2.02

O sistema e M. voltaram.



Eu só quero um amor tranqüilo.



Minha vizinha fala alto o bastante ao telefone, para que compartilhemos o seu mundo. Diz agora, ao telefone para alguém, que esteve com a Luma de Oliveira, que ela realmente é uma mulher fantástica (pensei que todas tinham xoxota!), que, veja só, o marido vai presenteá-la com uma Mercedes "Não é uma gracinha?...” (Não vejo graça nenhuma. Vejo apenas um homem, com poder aquisitivo, comprando um veículo automotor...)
As pessoas criam um mundo fantástico, só seu e vivem nele como se fosse o mundo de cá.
Como a comunidade virtual.




Dou uma rodada pelos blogs.
Tudo continua igual
Todo mundo livre e absoluto.
Verdades, só nas entrelinhas.


15.2.02

Em determinadas horas o melhor é vestir o Sobretudo de Lona e rodar.
Rodar muito, por todas as ruas da cidade.
Correr, acelerar pra valer. Pro vento bater na cara, com força.
Pra sentir que existe um motor, quente, roncando e ele gritra por você.
Não olhar para os lados nas avenidas, não dar atenção a quem passa.
Olhar pra frente e acelerar
Principalmente, saber que não é uma ida sem volta. Que o vento na cara dói e lava.
Que você está só, equilibrado em duas rodas.
Que o barulho da lona voando é o teu barulho.
Que o mundo é pequeno e confuso.
E disso não há como fugir (nem negar!)
E que as poças existem. Tem que passar por elas, se molhar, mas não se assustar [NUNCA]


14.2.02

Recomendaram-me plástico-bolha. Isso, sim, é delicado.



E os charmosos vomitam?



Os delicados também vomitam.



Levo a motocicleta para tomar banho.
Não sei se homem toma mais banho por causa de mulher, mas as motos sim, com certeza!
A loja (casa de banhos) está fechada.
Creio que Esqueceram de Mim II
Ou não perceberam que o Carnaval acabou.
Retorno pra casa.
Ao ver o porteiro, alegre, com a mangueira na mão (Nada de piadinhas infâmes, pelamordedeus!),
resolvo 'jogar uma água' na moto.
Que cagada!
Dei um banho no porteiro, outro em mim (que, noivinha, estava pronto pra sair) e a porra da motocicleta continua imunda!
Quando um ser é incapaz de lavar uma motocicleta.... sei não.



Ti
Filho
Te escrevo porque, antes de tudo sou missivista.
Acredito que, depois das coisas faladas,
As escritas são eternas
Sei que você está bem, estará bem.
Desejar alguma coisa é tolice, (pais sempre desejam).
Mas quero que saiba
Que estou aqui e penso em ti.
E quero também que saiba de mim.
Que estou longe apenas por um momento.
A vida é longa (e o sentimento mais).
Teu tempo começa e o meu continua
Se adianta
Preciso então, filho, rever certas coisas
E encontrar outras.
Ao encontrar, sedimentá-las.
Assim, pleno,
Torno-me maior
Para ser teu.
Por isso, não estou ausente. Estou presente em mim
E em mim, em ti.
Te amo.
Pai





Telefone
É a moça (avó da moça) da ótica:
- Alô, G.? (é íntima, entende?)
- Sim?
- Como foi de Carnaval? É... X. da Ótica... Tudo bem? Já perdeu os óculos novamente....?
Melhor manter a calma:
- Não.... Não perdi os óculos... E fui bem de carnaval...
- Estou ligando, querido, pra te dizer que chegaram novas armações, daquelas que você gosta... Vão ficar muito ‘bem’ em você!
Esta gentil senhora vende óculos para mim há muito tempo. Bastante íntima já. Conhece-me como ninguém.
Um tempo atrás, reclamei que uma lente estava mais alta do que a outra. Educada, sem dizer nada, fez-me perceber que as lentes estavam corretas: os olhos (meus) sim, são um mais embaixo, outro mais pra cima.
Em outra compra (quem não seria cliente de mulher tão perspicaz?), achei que uma lente estava muito próxima, atrapalhando meus cílios. Sorrindo, mais uma vez, ela me ensinou:
- Não, querido. A lente está no lugar certo... Suas pestaninhas é que são grandes demais...
Graças a ela, portanto, hoje não tenho cílios, mas os óculos estão ótimos.
Voltarei lá. Sairei, com certeza, com indicação para uma cirurgia plástica geral!




Reclame
Se desejas saber a Escola de Samba vencedora...
Se desejas afastar empreiteiros dos sábados...
Se desejas ser incomodado na hora do amor...
Consulte Pai A.



RioTur Informa
O Rio de Janeiro é uma cidade tão segura, mas tão segura que você pode deixar o carro aberto durante toda a madrugada!
Ninguém chega nem perto !
P.S. Por via das dúvidas, leve uma escopeta por baixo do Sobretudo.



As fotos recolocam as imagens do já conhecido (contado). Bom.



Olhindo úmido hoje antes de sair. Eu vi. E calei.



Minha eterna mania de pesquisar tudo traz um resultado profícuo:
Descubro que ainda faltam comprar quatorze pares de Havaianas em diferentes cores.



Deus tentou trapacear, em seu eterno jogo de dados, nosso encontro no aeroporto, mas acabou dando certo.
Quanto ao resto, depois... Acho que não vou contar. Não teria como. Guardo pra nós.



Sugestões para um dia vazio
Não tendo muita labuta, podemos relaxar lendo o que foi dito nos dias de ausência. Podemos ainda corrigir erros de concordância e afins (sem estarmos compromissados com isso). Podemos ainda pensar e lembrar do amor (que temos).



Para finalizar
Apesar de me qüestionar com as mãos em suas (parcas) cadeiras porquê eu não tinha Bombril nem Veja ( a revista não a interessou), reconheço que minha nova e temporária aquisição, Grazi para íntimos, caprichou nos afazeres daqui. Não precisou coleira, chibata nem nada. A tia pode até perder o reinado.


13.2.02

Como é de conhecimento público, ainda que pensando em M., hoje acordei com Graziele.
Tudo se confirmou: ‘como vai, tudo bem, toma café, não obrigada, já tomei’.
Preparo-me para sair, dar uma volta e a moça não deixa por menos:
“Seu Geraldo. Não sei como o Sr. agüenta morar num lugar tão pequeno... Eu tenho fobia... Gosto de casa mesmo sabe? Com jardim, pomar... quintal pra gente, não tendo o que fazer, ir varrer...”
Fico parado, olhando. Penso em dizer que, acabando aqui, ela pode varrer a rua ali em frente.
Olho a vassoura... Se eu enfiasse o cabo todo? Não, pode ficar tarada. E cortar em pedacinhos, moer e comer como patê, mais tarde? Não, Hannibal já fez isso...
Bem, dou um sorriso de empacotadeira das Casas Bahia pra ela e saio.
Putz, não tenho um pomar pra essa vaca pastar!





Sou uma homicida assumida: saudade é pra matar.



Verdade: vai ser catarse.



Você, ponto final. No meio, vírgulas, exclamações, interrogações, reticências...



Daqui a pouco vou tomar um porre de whisky de avião.



O que sabe de mim (além de tudo)???



Eu sei realmente TUDO de você



Você, como bom diretor, encontrou meu melhor ângulo.



O Aeroporto vai tremer!


12.2.02

Breve o nominho fica azul!



Depois começa aquele negócio de estatísticas, sabe como? Nesse Carnaval houveram tantos por cento mais acidentes. Morreram nas estradas tantos por cento a mais que no Carnaval passado. A Escola tal subiu... A Outra desceu... O ano começa agora... Frases e mais frases feitas! Putaquepariu!



Quinta e sexta serão dias inúteis em todo o Brasil. Uma farsa.
Quem voltar do feriado no domingo à tarde vai 'sentar e chorar'.
Imagino as estradas.



Ligo pra PV e digo que "Estou me guardando pra quando o Carnaval passar"



M. está chegando
De verdade, está.
Não sei se fiz tudo
Possivelmente não
Mas estaremos compensados por nós
Isso basta.
Há de estar um dia belo
Para que o avião faça panorâmica
E ela cante:
‘Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades...’
Estarei vendo o avião aterrar
Tomará um uísque com água
Vai sorrir pro pessoal de bordo
Sair carregada de malas e pacotes
Mandar pra porra toda aquela bagagem
Sorrir, amar e dormir.





"O sol, que me inflamou de amor o peito,
à prova e contraprova do argumento
me revelara da verdade o efeito
Por demonstrar-lhe meu contentamento,
tanto quanto o exigia a situação,
eu lhe volvi o olhar e o pensamento."
Paraíso
Dante Alighieri



Ultimamente dei para perder livros dentro de casa.
Cúmulo da desorganização. Já se foram Ana Cristina Cesar, Spinoza, Baudelaire, Platão, Braudel...
Estarão fugindo de mim?
Preciso recuperá-los.
Hoje, compro novamente Platão. E o amarro à minha cabeceira.



Bete, vencedora, vai para a Polônia coordenar seu trabalho de designer.
Vai estar num lugar onde o grafismo, a gravura, as belas-artes são constantes e eternas.
Liberta-se de mim e vai aos mestres verdadeiros.
Muito bom!



Com certeza, Sobretudo de Lona, é um nome invernal.
Com essa temperatura, vai-se todo o glamour.
É camiseta, capacete e só.



Coreto armado!
Fanfarras, cavalaria, gladiadores...
A festa está pronta!



Pode ir armando o coreto!



Fico pensando em "perder tempo ou gastar o tempo com a pessoa errada". Vai e volta na minha cabeça. Fico tentando me convencer de que as coisas são assim, são as possibilidade de. Mas não me convenço, é como desejar ter fé, sem a possuir...
Fico imaginando porque penso nessas coisas, porque me espanto... O que espero eu da humanidade? Quais os critérios que adoto? Não sei. Faço uma misturada só. É infantil, bem sei. Mas não quero pensar em que use o tempo com pessoas erradas...
Com certeza, esse meu pensamento (possessivo) terá um preço.



Sobre o tempo
"...E podemos tambem analisar o exemplo da flecha. Zenão diz que uma flecha, em seu vôo, está imóvel em cada instante. Logo, o movimento é impossível, já que uma soma de imobilidades não pode constituir o movimento."
J. L. Borges
Quem administra uma arqueria deve levar esse pensamento em consideração.




Fiquei feliz em saber que M. conseguiu ir a Itu ver sua avó.
Determinadas coisas, não podemos deixar de fazer.



Visitei Kakay, que está muito bem disposta.
De qualquer forma, não é mais a mulher de antes.
O peso da idade e do sofrimento são inexoráveis.



Hoje, folião que sou, dediquei-me à festa da casa.
Fiz compras (nas poucas biroscas abertas)
Dei banho no peixe
Degelei a geladeira
Lavei a vela do filtro
Gostaria de ter banhado a motocicleta (imunda), mas não encontrei água em jato forte o suficiente.
Tarefas comezinhas, aparentemente fúteis
Normalmente legadas à vassalagem
Mas fundamentais para o sincronismo homem/casa.



11.2.02

João e Tadeu lembrarão de mim como Paul Auster lembrou de seu pai?



E esse nomezinho querido que não fica azul !!!



Um dia vou a Sor.
Para ver como é.
Posso ir traqüilo, já sou um disfarce de mim mesmo.
Embora por nada tenha que me disfarçar!



Leio em Ruy Castro a verdadeira história de Orlando Silva com a morfina.
Ainda que gênio, João Gilberto bebeu em Orlando.



A essa hora, nos bailes, as pessoas pulam feito loucas.
Usam máscaras e sarongues!
Brincam de uma festa que não existe.
Buscam a mulher do proximo, por obrigação
E vice e versa.
Faz calor, suor e serpentina colam em seus corpos fedorentos
Brigas eventuais por excesso de álccol e pretenso machismo
Minha conexão é tão claudicante quanto a alegria de todos eles.



M. está com o irmão. Mata as saudades.
Queria estar com os dois.
De preferência aqui, onde seríamos livres.
Julieta, fugir de Verona é preciso!



Parte da noite me vai com Gilles Deleuze e Borges.
Bom? Um tanto sádico, me parece.
Aliás, em determinadas fotos, J.L.Borges parece com Alfred Hitchcock e com José Saramago também (ou estou delirando?)
Talvez tenham mesmo muito em comum.
Quanto a mim...
O que estou fazendo no meio dos dois?
Ou melhor: o que estou fazendo aqui?



M., em obras, diz estar destruindo as mãos.
Conhecendo-a ( a ela e às mãos), não acredito.
De qualquer forma, preparo-me para uma reconfiguração manual.



O Carnaval é chato porque é insistente.



Lista de compras light:
Iogurte
Leite
pão
queijo
aquela mistureba de iogurte com suco (argh!)



Buscar um canto, um verso novo. Tentar encontrar uma forma de dizer tudo para todos, de forma equânime, justa. Essa busca é árdua, pois as informações escapam entre os dedos, a recepção de quem lê é fragmentada, existe uma disritmia no tempo de cada um, quem escreve e quem lê.
Agora, encontro uma confraria que escreve todo o tempo e lê o que seus pares escrevem. E, cada um, de seu diário, interfere no texto do outro, questionando-o, duvidando, estimulando...
Não tenho certeza de que devamos estar todo o tempo procurando formas novas, alternativas, mas não as nego, não desprezo nada que permita maior interação entre pessoas, grupos. Não me caberia ser um cantador, um Homero, hoje.
Uso os meios que possuo, mas em nenhum momento, entrego-me, deixo de criticá-los.
É bem verdade que as novas tecnologias da comunicação me dão trabalho, diversão, lazer e amor. Permitem-me não só ganhar e gastar dinheiro como encontrar amigos e a pessoa querida. Mas será o bastante? Creio que o grupo que adere a esse tipo de comunicação afasta-se, exclui ainda mais os outros, grande maioria que está absolutamente fora de todo esse processo.




Vejo na rua pessoas muito tristes, brincando de alegres. Roupas vagabundas, a que chamam fantasias.
Já completamente estraçalhadas de tão má qualidade.
Olhares vazios, embaçados pela pinga da madrugada.
Todos procuram vender qualquer tipo de bugiganga, camelôs de última hora.
Ninguém quer comprar nada.
Um turista quer revelar suas fotos e comprar protetor de pele.
Uma mulher quer comprar própolis para a filha gripada (deve ser dengue hemorrágica e ela não sabe!)
Os jornais só falam dos desfiles das Escolas de Samba (não vi nada não li nada, não sei de nada).
Copacabana tem muitos velhos, muitos. Caminham pelas ruas sem saber pra onde nem porquê.
Os filhos, de saco cheio, devem mandar que ‘tomem um arzinho’...
Compro um barbeador legal pra deixar lá. Minha última experiência foi aterradora, M. bem sabe!
Dou uma folheada no A FILOSOFIA NA IDADE MÉDIA, de Etienne Gilson. Chato, mas interessante.





Dormi bem. Levei a motocicleta para passear... Tentei comprar algumas coisas, mas o comércio está todo fechado. Na verdade, deveria ia buscar o Tadeu, mas estou com preguiça. Espero que um dia ele me compreenda.



Apesar de toda a experiência, de toda a tranqüilidade armazenada pelos anos, da seriedade em relação às coisas, peguei-me ontem agindo de maneira infantil. Mimada. Penso um pouco sobre isso e não vejo nenhuma justificativa lógica. Algo como o ID assumindo o comando. Acontece, acho.


10.2.02

Bom, já fiz hora o quanto pude.
Bye



Também vi a reportagem (que o careca fala) do camarada 'apanhando' de três policiais numa delegacia. Em dois momentos, o bandido é quem agredide os policiais. Inclusive, quando eles param de bater, o bandido recomeça. Como é que um marginal, preso, tem coragem de agredir três policiais dentro de uma delegacia? Em qualquer lugar do mundo aquele infeliz ia apanhar até morrer. Aqui, abriram inquérito contra os policiais...
Não pode mesmo dar certo... E o Giuliani vem ao Brasil, para dar palestras... Era melhor ele ficar por lá, falando com as portas, paredes e galinhas...




“A angústia, ante um possível que não queremos realizar, é de fato a angústia ante o Nada, que nos separa desse possível, ante o fato que somos impedidos pelo Nada de realiza-lo. Visa, portanto a suprimir o Nada realizando o possível. A partir do momento em que, em lugar de recusar esse possível, ela faz dele o seu possível, há uma plena adesão da liberdade à possibilidade, projeto e rascunho do ato. Nesse momento, o Nada desaparece, há a plenitude. Assim, a falta faz desaparecer provisoriamente a angústia, substituindo o Nada pela facticidade plena.”
J. P. Sartre
Diário de uma Guerra Estranha




Fazer na hora
Negar tudo
Não aceitar rótulos
Nem preconceitos
Nem gente burra, nem careta
Fazer o que quer
Gostar e ser querido
Berrar pra todo mundo
Cantar e gritar
Lenço vermelho
Adeus com sangue
Ver o mundo de longe
E mexer com ele
Sacudir
Mostrar que quem sabe e pode, faz
E que gente é muito bom!




Caju
As pessoas ficam falando por aí, no geral uma porrada de merdas e não sabem de nada. Ficam pelos cantos falando disso e daquilo, mas não sabem que os anos oitenta foram impulsionados, foram ‘arrebentados’ pela poesia dura e infantil, forte e madura de Cazuza. Ele fez a cabeça de Caetano, Ney Matogrosso, Marina, Bebel Gilberto, todo o pessoal do Circo Voador, de Ipanema, das praias... do Frejat...Putz... foi uma geração inteira que teve uma revolução de hábitos, gestos, costumes, acidez, música (naquela época estagnada no tropicalismo) e tanta coisa... Quem perdeu, perdeu. Azar.
Tim, Tim, Cazuza
Tua Corte de agradece.





Dia muito chato, pra falar a verdade



Dei umas voltas de moto. Fui até a Letras & Expressões ver se tinha algo de bom, mas não vi nada.
Rodei um pouco pela Lagoa... a cidade está realmente vazia...
Tentei achar o disco de Zé Kéty pra nós, mas nas poucas lojas abertas sempre fazem a mesma cara de espanto, como se eu estivesse perguntando se viram uma mulher anã, barbada e de tapa-olho... Enfim...
Hoje deve ser o desfile das Escolas de Samba... Bom, tenhos os canais de filmes e M. no chat.
Muito melhor.



Comprei um CD do Toquinho. M. vai gostar.
Não agüentei, liguei pra ela. Tá tudo bem.
Disse que me deixou uma mansagem, mas não vejo onde...



Leio no jornal que comboios de bandidos fortemente armados metralharam patrulhas da polícia e delegacias.
Três PMs em estado grave num caso e cinco em outro!
Nossos intelectuais de plantão insistem na tese idiota dos ‘direitos humanos’
Benedita, nossa Rainha de Sabá, dublé de governadora, diz que está preocupada com a integridade física dos moradores nos morros...
Até quando isso continuará?
NAPALM ! BALDES DE NAPALM NELES !





Aproveito que a chuva parou para 'esquentar os motores'.
Afinal, motocicleta também é gente!



Graziele, dublé de faxineira virá na quarta.
Não sou ninguém sem essas devotadas senhoras que me ajudam...
Caso contrário,
é a lama, é a lama!



Na fauna onde trabalho, existem tipos e tipos, como já descrevi.
Como não poderia deixar de ser nesses ambientes indefinidos, nascem poetas ( sempre na dúvida). Poetas ou poetisas;
André, esse menino talentoso e andrógino me escreve:
....

"Nós próximos 30 anos, quando meus livros, lidos em todo
o mundo, este neologismo de estultice extemporânea,
insanidade efêmera, e genialidade enlouquecida será
reconhecida como "Uma Iglesia".

A este neologismo, dedico ao criador...
Sem mais rasgação de seda, lá vai...

UMA IGLESIA
Era um hábito antigo que ele tinha
Entrar, dando com a porta nos batentes
Co´atormentado espírito existente
A derramar pilhérias como missa

E a porta que era surda de repente
Sussurrava-lhe sua esquizofrenia
E, ao trespassar por esta, ensandecia
Passando a enlouquecer a toda gente

Trajava em couro a roupa com estilo
E chutava sempre a porta sem dó
E sua loucura tinha um bom motivo

Era deixado, menino, a sós
Geraldo, nosso pobre coitadinho
Violaram o seu Marquês de Rabicó ?"
C. V. M.

P.S. Marquês de Rabicó, como se sabe é apelido de cu.
Assim trabalham os punks da minha área.



Pra M.
Dormi, seguido, nove horas.
Nove horas dormindo, menina!



A.P., guru, xamã meu e eu dele (por opção nossa) telefona no Carnaval. Liga rindo, feliz. Diz que nunca viu nada igual.
Diz: que paixão, heim?!.
Claro, rapá, CRARO!
Bom a gente riu muito, falou desse Carnaval sem coisas pra fazer, mas bom porque a cidade está vazia.
Tentamos acertar nosso ICQ, mas, antas que somos, não conseguimos totalmente.
M. não deu notícias ainda.


9.2.02

Quem será LFN ?



Acho que desejo ter mais um filho e um ou dois netos.
Sinto-me discriminado.
Mas eu já fiz tanta coisa importante, já vivi tanta cultura e arte...
Esconder-me de quê?



Reminiscências
Por conta de uma fita que mostrei a M. de um programa que fiz com Zé Ketti, (quando, tardiamente o descobri), Carlos Cachaça, minha amiga Marília Barbosa e outros, acabei encontrando uma série de programas que fiz, criei, dirigi e nem lembrava mais...
Três ou quatro clipes com a Joyce numa época em que andávamos muito juntos, (trocávamos muitas idéias, tínhamos muitos planos). Diziam que tínhamos um caso, mas não era verdade. O programa sobre Olga Benário que ganhou o Fest’in Rio, onde Luis Carlos Prestes me concedeu duas horas consecutivas de explicações e história, história... O teatro de rua com Amir Haddad e seu grupo , o Tá na Rua... As noites com Miucha, regadas a uísque Cavalo Branco, onde ela me confirmava as esquisitices do João Gilberto...As tardes e noites com o xará Geraldinho Carneiro (parceiro), Antônio Pedro e o maestro John Neschilling (que gostava de 'fazer nhock' com Lucélia Santos...). Latorraca me contando devaneios sexuais no frescão à caminho do teatro Ginástico...
Os programas com Vinícius... A mesa que privei com ele, no finalzinho, no Antonio’s... Depois com Paulo Mendes Campos. Mais tarde, os amigos e a família do Vinícius... O John Lennon, apresentado pelo Gilberto Gil (que descobri ser um empresário ativo e não o poeta lúdico que imaginava)... As tardes com Josué Montello, então presidente da Academia Brasileira de Letras, para falar sobre os personagens de seus romances e o Maranhão... Pra fazer o especial do Cazuza, no dia da missa de sétimo dia da sua morte, reuni sua família, seus amigos, Marina, Caetano, Bebel Gilberto... Da homenagem que fiz a mim mesmo ao rodar um trecho do livro ‘Diário de uma Guerra Estranha’ de Jean Paul Sartre, ídolo maior da minha juventude, agora entusiasticamente interpretado por Sérgio Britto... O balé afro, numa senzala verdadeira que Érica Franzisca me levou a conhecer em Iguaçu Velha... Levar o Tom Jobim ao Sem Censura, ao vivo, pra dar uma entrevista genial regada à cerveja Antártica (fazendo duas coisas impensáveis naquela época numa TV Educativa: propaganda e beber em cena)...Fazer documentários sobre o Carnaval com o incentivo e a ajuda do Eloy Santos (onde anda?)... Sobre Lima Barreto com sua Clara dos Anjos e Policarpo Quaresma...
Auto propaganda? Acho que não...
Hoje sou um velho motociclista, de cabeça raspada, tatuado, usando brincos, roupas de couro. (E Sobretudo de Lona). Onde andam todos esses que participaram comigo, sem discriminação, daquela época de efervescência cultural, entusiasmo em produzir mais, mais e mais?




Chove, chove, chove.



Pronto. Plaquinha retirada. Mas tá aqui, morou? Menina.



A tela não me dá a opção do 15 anterior. É só 21,22, 24.... e aí? O que fazer?



Recebi pelo celula!!!!! Yes!!!!




Fala sério, rapá!
Não sabe de nada, mas vou te contar. Sou uma larápia, não vou te pagar nunca. Na verdade, a primeira vez que bati os olhos em você, pensei: aí vai o sujeito que vai me dar um protetor de colchão. Era o meu sonho de consumo, era o que faltava pra eu poder dizer que sou feliz.




Papel amarelo? Aqui. Mas como ele sou eu, você o tem aí.



As cariocas que me perdoem, mas uma paulista é fundamental.



Pedi pra completar com água. Esperar (neste caso, que o gelo derreta) nunca foi meu ponto forte. Whisky, sim, bebi, já que detesto banheiros de avião. Além do quê, isso ajuda (muito) na hora do pouso. É paliteiro. Escrever na agenda, escrever na turbulência. Escrever, sobretudo. Sobretudo.
Onde encontro papel amarelo?



Os paulistas que me perdoem, mas paisagem é fundamental.



Lista de coisas para o fim de semana

Assistir ao filme do Jack Nicholson
Comer o bife com provolone (urgente!)
Ir de motocicleta para Grumari
Ir à Loja das forças armadas comprar uma botina ou coturno para a amada (e outras coisitas: calça camuflada, cassetete, algemas, pentes para metralhadora, bonés e camisetas camuflados, rojões sinalizadores, cantis, insígnias e coisas afins) – Não se assustar: A guerra é uma tara à parte
Terminar de assistir à fita do Zé Kety
Comprar todos os CDs que existirem do Zé Kety (Tara 2)
Tomar Coca Cola no churrasco da Loura (ver se já está com 190 kg.)
Almoçar com Bebeto e abrir
Encontrar um karaokê
Experimentar o protetor de colchão (já sei, tem que me pagar!)
- continua -






"Wake up and move your fat ass", diz o protetor de telas do nótibuqui. Obedeço?



Telefone toca. Não dá tempo de atender. Aqui não tem bina nem caixa postal (quem precisa disso no mato?) Foi você?



O nótibuqui tem as teclas todas trocadas. Adaptar-me-ei.



Blog, durante o carnaval, usa fantasia de mural de recados. There we go.



Gosto, porque as coisas não falham. São matemáticas. Claro que eu não consigo dirigir por mais de dez minutos sem me perder! Ao sair do aeroporto peguei uma, várias pistas erradas e caí naquelas avenidas cheias de carros alegóricos (e tudo aquilo em volta). Engarrafamento, anda pára, anda... Confusão dos diabos. Precisava da pergunta "quer que manobre?", mas não tinha ninguém. Acabei olhando para as alegorias que me pareceram pobres, tristes e feias, tal como as pessoas que as confeccionaram. Já sei que no dia D, à noite, com holofotes, parecerá lindo ao povo vienense. Não é. Trata-se de isopor, arame e solda. Regado a suor (daqueles!) e cerveja (ingerida quente, em copo de geléia de mocotó Colombo!). Só.
A mãe do predidente dos Estados Unidos veio para o Carnaval. Gente! A mãe do Homem! É mais ou menos, como se fosse a mãe do Redentor!!! Pelamordedeus, não me deixem acontecer nada com essa mulher aqui!!! Se ela peidar alto, nossa economia afunda ainda mais!
Agora, me diz: Já não bastou o Bin Laden, as Torres aquilo tudo? Ela achou pouco? Pirou? Precisa ela procurar mais sarna pra se coçar?
Conclusão: eu que não gosto dessa festa proleta, que não torço pra nada, vou passar três dias torcendo deseperadamente. Pra que ela saia daqui inteira. Nem dengue, nada. Se quiserem, eu fico lá, abanando a velha dia e noite, soprando possíveis mosquitos.
Mas não adianta. Pão de pobre cai com a manteiga pra baixo. É bem capaz de chover, a mulher vai achar aquilo uma merda!
Vai voltar dizendo que a festa dos nativos..... putaquepariu!




Como era de se esperar, ontem deixei o Palm top 'voar' do bolso do colete.
De moto, não tive como voltar.
O palm (todos sabem) tem muito mais informações armazenadas que meu cérebro
A notícia, por tortuosas vias, chegou a uma amiga
O vigia de um prédio encontrara!!!
Desengatilho então a pistola e afasto do meu ouvido, com cuidado.
Recuperei minha memória. Voltei a ter cérebro.
Seu Irinaldo ganhou cinqüenta pratas.
Que, em suma, é quanto vale minha cabeça!



Começou.
Ziriguidum!
Ô festinha proleta!



Chove por aqui. Chuva fina e persistente.
Nada de motocicleta, portanto.
Miojo, chocolate, livros, Coca Cola, cigarros.
Cama, como cheirinho de M.
Bom.



Lembrança:
Não esquecer a fotografia pra ele.



Agora, três da tarde de sábado, M. deve estar chegando em Sor.




“O dia, hoje, foi uma taça plena,
O dia, hoje, foi a imensa onda,
Hoje, foi toda a terra
Hoje o mar tempestuoso
Nos levantou num beijo
Tão alto que estremecemos
À luz de um relâmpago
E, atados, descemos
Para submergir sem nos desabraçar.
Hoje nossos corpos se fizeram extensos,
Cresceram até o limite do mundo
E rolaram fundindo-se
Numa só gota
De cera ou meteoro.
Entre nós dois se abriu uma nova porta
E alguém, sem rosto ainda,
ali nos esperava.”

Pablo Neruda
(traduzido literalmente de Los Versos Del Capitán)




Fly

Fiquei olhando você passar pela porta.
Depois você sumiu.
Em seguida, reapareceu na fila da escada.
Subiu e olhou em minha direção. Quase impossível ter me visto.
Fiquei ali, parado, naquele aquário, peixe fora d’água.
O avião não se mexia. Tomei um café, de olho nele.
Voltei pra perto do vidro.
Finalmente o trator levou-o para a pista.
Te imaginei sentada na melhor poltrona/janela.
Sumiu novamente, agora o avião inteiro. Sabia que fazia a curva.
Parou, imponente à minha frente, pronto pra decolar.
Tomou velocidade e partiu.
Corri para fora a tempo de vê-lo subir.
Voa, M.
Voa bem. Voa feliz. Voa confiante.
Voa como um pássaro após uma noite em meu ninho.
Ficou uma coisa, aqui, apertada.
Mas não é ruim. Não.
No fundo, estou feliz, muito.
Quantos homens podem olhar sua mulher entrar no avião e pensar:
‘Ali, vai a minha mulher. Vai e volta. Pra mim!’ ?
Eu posso.
Voa, M. Minha menina.



8.2.02

Fico feliz em ver que os meninos da equipe estão se tocando, crescendo.
Era isso o que eu queria.
Um grupo profissional, sério, brincalhão.
Nossa sala é uma fauna!!!
Punks, loucos, doentinhos, psicóticos 'compensados', onanistas, drogados de Coca Cola, desarvorados, bichas enrustidas (e outras não) e afins, machões de ocasião, malabaristas, (muito) estranhos...
Parece um circo mambembe, o filme Bye, Bye, Brasil
E eu adoro!



Show time!
A hora da motocicleta!
Sobretudo sai do armário
(pra não pirar)



Retrocedo.
Travo.
Por que?



Acho que as pessoas deviam conhecer um pouco mais, bem mais da obra de Zé Kety (Zé quietinho...).
Só pensam em Máscara Negra, pô!




Propaganda de Lexotan
"COMPRE O DVI - CONHEÇA A BANDA LARGA!"



Fique atento, companheiro:
"As coisas que mais gosto:
Mulher, mulher e mulher (com prioridade da minha) "

Agora, a íntegra:



Auto-retrato
Do livro “Poesia Completa e Prosa”.

Nome: Vinicius.
Por quê? O Quo Vadis, saído em 13 Ano em que também nasci.
Sobrenome: de Moraes
De Pernambuco, Alagoas
E Bahia (que guardo em mim).
Sou carioca da Gávea
Bairro amado, de onde nunca
Deveria ter saído.
Fui, sou e serei casado
E apesar do que se diz
Não me acho tão mau marido.
Filhos: três e um a caminho
Altura: um metro e setenta
Meão, pois. O colarinho
Trinta e nove e o pé quarenta.
Peso: uns bons setenta e três
(precisam ser reduzidos...)
Dizem-me poeta; diplomata
Eu o sou, e por concurso
Jornalista por prazer
Nisso tenho um grande orgulho
Breve serei cineasta (Ativo). Sou materialista.
Deito mais tarde que devo
E acordo antes do que gosto.
Fui auxiliar de cartório Censor cinematográfico Funcionário (incompetente) Do Instituto dos Bancários. Atualmente sou segundo Secretário de Embaixada. Formei-me em Direito, mas Sem nunca ter feito prática. Infância: pobre mas linda Tão linda que mesmo longe Continua em mim ainda.
Prefiro vitrola a rádio
Automóvel a trem, trem
A navio, navio a avião
(De que já tive um desastre).
Se voltasse a vida atrás Gostaria de ser médico Pois sou um médico nato. Minhas frutas prediletas Por ordem de preferência:
Caju, manga e abacaxi.
Foi com meu pai, Clodoaldo
de Moraes, poeta inédito Que aprendi a fazer versos (Um dia furtei-lhe um Para dar à namorada).
Tinha dezenove anos
Quando estreei com meu livro
“O Caminho para a Distância”
Meu preferido é o último:
“Poemas, Sonetos e Baladas”.
Toco violão, de ouvido
E faço sambas de bossa
Garoto, lutei “jiu-jitsu”
Razoavelmente. No tiro
Sobretudo em carabinas
Sou quase perfeito.
As coisas
Que mais detesto: viagens
Gente fiteira, facistas, Racistas, homem avarento
Ou grosseiro com mulher.
As coisas que mais gosto:
Mulher, mulher e mulher (com prioridade da minha)
Meus filhos e meus amigos.
Ajudo bastante em casa
Pois sou um bom cozinheiro
Moro em Paris, mas não há nada
Como o Rio de Janeiro
Para me fazer feliz (E infeliz). Desde os 7 anos
Venho fazendo versinhos
Gosto muito de beber
E bebo bem (hoje menos Do que há dez anos atrás).
Minha bebida é o uísque
Com pouca água e muito gelo.
Gosto também de dançar
E creio ser essa coisa
A que chamam de boêmio.
Em Oxford, na Inglaterra
Estudei literatura
Inglesa, que foi
Para mim fundamental.
Gostaria de morrer
De repente, não mais que
De repente, e se possível
De morte bem natural.
E depois disso, ao amigo
João Condé nada mais digo.
Vinicius de Moraes







Recebo por aqui algumas broncas pelo que escrevi sobre a net.
Azar. É a minha opinião e pronto.
Só que não é uma opinião emocional.
Tem que pensar, claro. O pessoal não gosta muito.
Compreender que a internet, por conter todo o saber, faz com que as pessoas deixam de se preocupar com ele.
Usam o que existe, o que foi descoberto ou historiado apenas como fonte de pesquisa pra porca universidade.
O tempo em frente ao todo poderoso PC, afasta de outras formas genuínas de descobertas (inclusive emocionais!)
Emburrece, portanto.
Agora, evidente que não pode levar isso ao pé da letra.
Tem que compreender o sentido, o porquê.
Brigar só é fácil. Ser do contra só, é mole.
Tubarão branco também é do contra. Cachorro bravo também.
E daí?



Leio nos jornais que a previsão para as estradas é péssima. Engarrafamentos monstruosos no Carnaval.
Se já sabem que vão se aborrecer, por que as pessoas insistem em viajar?
Isso é descanso de índio.
Bom, esse é um país de índios...



Escrevi uma história sobre a unidade. Sobre a diferença entre o um e o dois. Usei argumentos infantis até. De qualquer forma, mal escrita. Não foi compreendida ou não foi lida. Como, de qualquer forma, era muito ruim, resolvi excluí-la daqui.


7.2.02

Por que as mulheres se comparam a panelas e a tampas de.?



Perceber
Percebo com clareza que insisto
Sei o porquê
Sei que não dá pra insistir
Tentativa de mostrar
Vã, reconheço.
Não por culpa de.
Ao contrário
É necessário entender limites
Perceber
Compreender formas e distâncias
Formas e formações
Essas impressões que vamos colhendo pela vida
E vão ficando gravadas
Perceber
Códigos impressos por experiências
Marcados a ferro e fogo
Lá no fundo
Perceber
Compreender a beleza da diversidade
Que o mundo pode ser assim
Para alguns, vários.
E insistir é quebrar, assustar
Matar o outro
Matar, ainda que de amor, é matar.
Sempre






Como tabuada, para não esquecer:
Creio que não se deve dizer a um cão ferido e acuado que a escolha é dele. Acho perigoso.



De onde vem a falta exacerbada de entedimento? Por que não se compreende logo tudo?
Talvez por não se apreender bem o outro.
O homem é o bicho do homem, já sei.
Eterno dilema humano. Desse eu tenho medo.



Operação baixar telas. Acessando o blog no meio da tarde. Que vergonha!



dialética . [Do gr. dialektiké (téchne), pelo lat. dialectica.] S. f. 1. Filos. Arte do diálogo ou da discussão, quer num sentido laudativo, como força de argumentação, quer num sentido pejorativo, como excessivo emprego de sutilezas. 2. Filos. Desenvolvimento de processos gerados por oposições que provisoriamente se resolvem em unidades. 3. Hist. Filos. Conforme Hegel (v. hegelianismo), a natureza verdadeira e única da razão e do ser que são identificados um ao outro e se definem segundo o processo racional que procede pela união incessante de contrários - tese e antítese - numa categoria superior, a síntese. 4. Hist. Filos. Segundo Marx (v. marxismo), o processo de descrição exata do real.





Aquela história de que "quem não é de esquerda antes dos quarenta não tem coração" não é do Paulo Francis, como ele afirmava. É do Churchill.
Antes que a comuna se levante, aviso:
Joaosinho 30 (ridículo sem acento), também plagia descaradamente o "Quem glorifica a miséria é intelectual milionário" (ou coisa que o valha) como se tivesse capacidade de pensar tanto.
O plagiado, na verdade, é um dramaturgo francês (autor da peça 'Teu nome é Mulher'). (Não me lembro o nome dele. É a degenerescência dos neurônios de um cinqüentão precoce...)



Vem aí o Carnaval, festa de proletas.
Os de cima olham e brincam, como se brinca com um cão sarnento.
Na passarela, um trepado no ombro do outro, girando pandeiros, com seus dentes brancos, acham que estão aparecendo.
E estão.
Só que depois continuam. Não são os "minutos da fama". Voltam para a favela.
Os que acenam, vibrando, retornam a Viena.
(E o preconceituoso sou eu.....)



Sou filho e sou pai.
Pais, em geral, são chatos e rasos. Devo ser também.
Bourdieu, como mestre e pai, me decepciona muito.
Cada vez mais, espero ansiosamente os replicantes, os andróides.
Nesse mundo, Bourdieu e Marx seriam infinitamente melhorados.
Freud não. Seria como foi, como é.
Aliás, até hoje não conheci meninas que não tivessem sérios problemas existenciais com seus pais...




Joyce e Virgínia Woolf são bons, mas muito, muito chatos.



Bacana a edição da GloboNews para homenagear Paulo Francis.
Aliás, a Globo, covil de comunas, deve ser olhada como exemplo:
Abre para Paulo Francis, Olavo de Carvalho, Roberto Campos, etc.
Um determinado partido deveria aprender com eles.



Não estou em busca de ninguém. As pessoas existem. Só.
Espelhos. Varanda, olhando o Redentor...
Quer prova maior?



Creio que não se deve dizer a um cão ferido e acuado que a escolha é dele. Acho perigoso.

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A meu ver, nossas histórias não podem nem devem ser apagadas, mas só têm utilidade quando servem para eventuais mudanças e caminhadas para frente.
Talvez eu seja um romântico incorrigível. Por que ‘incorrigível’? Acho a crença no amor, nas possibilidades e nas pessoas, melhor do que a ‘vida eterna’. São as incontáveis possibilidades que a vida oferece, todo o tempo, em qualquer espaço. Parece-me bom, razoável.
Ao mesmo tempo (e aí não vai nada contraditório), percebo a falência múltipla de qualquer possibilidade do Humanismo. Acho mesmo que por causa dele, do Humanismo, tivemos graves, sérios retrocessos históricos. Deixo para os especialistas pensarem nisso. Minha idéia rasa sobre o tema ‘dá para o gasto’ apenas para uso próprio.
VASTAS EMOÇÕES, PENSAMENTOS IMPERFEITOS, de Rubem Fonseca, é um título tão bom, tão amplo que... Talvez tenha vendido mais pelo título...Não importa. É uma frase perfeita, linda.
No fundo é isso mesmo. O mundo inteiro é composto disso, está contido ali: pensamentos imperfeitos, mas vastas emoções.
Nas vastas emoções estão contidas todas as necessidades, todo o desejo, toda a força do amor humano.
O homem como brincava Tom, é um amador incorrigível (graças!).
Ama o tempo todo, sem parar. De forma imperfeita, bem verdade, porque a perfeição ele delega a Deus, mas ama. ‘Amador’; aquele que ama muito, sempre.
Minhas relações, imperfeitas (imperfeito que sou) são regadas a vastas emoções. Foram, são e serão.
Por isso talvez algumas coisas se misturem, se confundam.
Eu deixo rolar, não ‘pra deixar rolar’. Deixo para que role até um ponto, como rio e cascata que desabam no remanso do lago.
Leio em textos da net com certa freqüência (e naturalidade) as emoções fugazes, ‘de hoje’, o sexo seguro, bom e barato.
Por isso tenho sérias preocupações com os caminhos da net. Quando se tem o choque cultural ao finalizar ‘Crime e Castigo’, a cabeça dá uma sacudida porque a gente percebe que qualquer mal, qualquer atitude, qualquer abandono, qualquer crime pode ser intelectualmente explicado e justificado. E quando se explica convincentemente um crime, companheiro, explica-se mais facilmente o conceito de desprezo às vastas emoções. A palavra ‘vasta’ tem em sua negação ‘curta’, ‘pequena’, ‘estreita’, ‘rasa’. Aí sim eu pulo, quico, corro. De estreitezas e visões rasas nossa Terra já está cheia, não precisa da minha colaboração. Tô fora. De verdade.
As relações foram todas escritas, há mais de duzentos anos. Resta Lulu para cantarmos que ‘assim caminha a humanidade’. E Nelson Rodrigues para finalizar sempre com “e é só”...
E agora, astronauta? Pergunto-me sempre e a quem mais prezo. O que resta pra nós? Tudo, eu sei. Mas como? Simone de Beauvouir? Choderlos de Laclos? Dante? Milton?
Porque, na verdade, se fazemos alguma coisa, somos prisioneiros dessa coisa, nossa liberdade evapora em nome dessa coisa, seja ela qual for, de qualquer espécie.
Enfim, insisto nas vastas emoções, ainda que com pensamentos imperfeitos.
Acho que é mais ou menos isso.




A viagem já está descrita, desejar 'boa', não cabe. Mas já falei, lá embaixo. Boa viagem DE VOLTA. Pra nós. Cantando:
Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades


6.2.02

Não sou feia, não sou chata, não sou burra.



Marquei as passagens. Tudo indica que vou me esbaldar no carnaval. Muita comida da mama (por que será que ela ainda não me ligou pra saber o que quero comer no sábado?), muito Discovery Channel adoçado com leves cochiladas no sofá rasgado. Noites e noites me esbaldando com o som das bundinhas rebolantes do clube da esquina (onde está o meu 38?), enquanto a minha (bunda!) vai, provavelmente, jazer numa poltrona macia (vendo algo bem parecido com Discovery). Talvez eu consiga montar a Lata (carinhoso apelido daquele que insistem em chamar de PC). Pode ser que eu tenha tempo pra um chope com os poucos conhecidos que restaram (conhecidos são pessoas que pouco sabem da sua vida e para as quais você não tem a menor vontade de contar como é). Mas passagens estão marcadas, ida e volta. Não vai me desejar boa viagem?



Uma ferramenta é uma ferramenta. A gente usa e larga pra lá.
Uma chave de pafusos, uma marreta...
Um aplicativo, um programa...
Mas a net, por conter em si, todo o saber, é burra.
Composta por ignaros (com milhões de excessões), torna-se perigosa.
Lida com sentimentos, mas não sabe como (afinal, é uma ferramenta apenas!)
Marx estava iluminado quando disse: " A religião é o ópio do povo". Dez.
Ferramenta como ópio? Tô fora. Prefiro o original.




Impressionante. Tudo está contido no ' Tabacaria '.



Temo demais as coisas não ditas.



Algo muito estranho e sério no ar.
Não sei não...



Paguei a AMIL.
Mais um mês com a possibilidade de me quebrar, me internar.



Ela marcou a passagem.
Contagem regressiva.
Em compensação, quarta feira colocarei o CD do Tom:
"Minha alma canta...
Vejo o Rio de Janeiro..
Estou morrendo de saudades...."
Eu já estou. Desde agora.



'Dermevaldo' me diz:
"Os machos têm mais direitos do que as fêmeas".
Pfui! Rodhox nele!!!



AP, sobressaltado, me pergunta:
"O que fizeram de você?"
Um dia te conto, rapá.



Olha o PT aí, gente.
Nosso Paulo Paim está de volta, se superando. Impagável.
Quer agora uma cota de atores negros trabalhando em telenovela.
Parece que a média era de 10% (eu vejo bem mais), que, para os politicamente corretos, é pequena.
Tem cota de personagens negros para autores? "Olha aqui, meu amigo, só publicamos seu livro se houverem tantos negros na trama (de preferência nenhum empregado ou bandido...)"
Na África, tem cota de brancos na TV?
Como fazer cultura assim?
Negro por decreto-lei? Me cheira a racismo brabo!
Repito sempre: Stálin faria melhor!



"Acho que a tendência do intelectual é ser de direita. Ele é por definição um elitista"
Paulo Francis.
Poucas vezes ouvi uma frase igual. Me parece perfeita. Genial.
Geraldo




"A melhor propaganda anticomunista é deixar os comunistas falarem"
Paulo Francis (1979)




Nada contra ele, ao contrário.
Acho o máximo.
Ainda assim, acho que hoje não devoraria novamente os cem livros de Josué Montello.



Preciso lavar a motocicleta.
Cuidar mais dela. Sei que sente falta.
As estradas me chamam e não dou ouvidos.
A cidade me atrai. Seus prédios modernosos misturados ao casario antigo. Tudo cercado de verde, muito verde.
Sol. Óculos escuros, pois.
Gosto de ouvir Marina. Estava adormecida. Renasceu.
Motociclistas, como os apaches, deveriam levar carabinas nas costas.
Uma pitada de veneno também.
Cigarros Camel e veneno (cicuta é lindo!) deveriam ser transportados na mesma cigarreira.
Ontem AP disse que eu era feliz por não viver de dietas, por tomar Coca Cola, fumar e comer biscoitos de chocolate.
Vou infartar, bem sei, mas sou feliz.
Rodo por Ipanema de manhã...na praia.
Pra onde estou indo? Eis a qüestão que enlouquece o homem desde sempre.
Leio a entrevista com os Abutres.
Leio Naipal e Waly Salomão.
Continuo rodando, ora acelerando, ora reduzindo.
Penso no mundo paralelo. Tiro o pensamento da cabeça.
O vento embriaga o bastante.
É muito difícil falar em política. Estabelecem sempre modos comparativos; ' Você fala como.....' Pena.
O Aterro, pela manhã é fresco e lindo. As meninas e os meninos, dos carros, olham, com tesão, para a motocicleta.
Liga pra mim, ela diz no CD.
Ligar, ligar. Estar sempre perto.
O telefone me unifica, esfacela a distância, a possibilidade de.
Difícil, nem sempre, diz o CD.
Fazendo a curva (deitado) ouço Marina dizer que paixão e gozo vicia.
Retomo o caminho de casa. Aí vem mais um dia.
Penso que, como Nelson Rodrigues, sou do Brasil. Ponto.



O sono não veio mesmo. Não dormi.
Levantei quando o sol começou a nascer.
Não sei se bom ou ruim. Possivelmente ruim.
Penso nas coisas que fiz, faço e farei.
Será que eu sei o bastante? Possivelmente não.




Vou pra cama sem sono.


5.2.02

A net me enche. Melhor vestir o Sobretudo e correr de motocicleta na Lagoa.
Gosto de vento na cara, velocidade e carinho. Se não der os três, escolho um.
Óbvio.




Penso que gostaria de sonhar que estou rindo.
Acordado, já está resolvido.



Definitivamente, sou um consumista compulsivo.



Não quero nada que lembre a vida banal e ordinária.
Temos fases, bem sei.
Devem ser, portanto, ultrapassadas.
Subo o degrau pós M.(oderno).
Crescer ( e rir ) é preciso!



Lista de compras (continuação)
Protetor para o colchão de M.
Cerveja
Coca Cola
Lenços para a despedida



M. viajar e eu ficar sem ICQ ???
JAMAIS ! ! !



Ontem tentei falar do machismo atávico, genético.
Dessa coisa estranha do ser humano.
Do amor por decreto-lei (porque é assim mesmo!). Fidelidade com estampilha!
Difícil falar essas coisas! Duro admitir (apesar de já considerar-me fora dessa).
Não sei se fui bem compreendido.
Enfim, temos todo o tempo do mundo.
Afinal, ainda sou uma...



'Quem é a humanidade?'
Fico sem resposta, claro.
Tento algumas, sem sucesso.
Concluímos depois que a humanidade somos nós dois.
(Bom reler para compreender bem, incauto leitor.)


4.2.02

Por outras vias, reecontro M.
Bom.



Somos plural.



Apesar de dito entre sorrisos, o diálogo (perdido) que ouvi hoje, define o enfado humano:
- Não sei onde vou passar o Carnaval nem com quem.... - diz o primeiro.
A outra pensa, ri e diz:
- O problema não é não saber com quem vai passar, meu caro. O problema é quando você sabe pra onde vai, com quem vai e o que vai acontecer....
Olhar de Garfield.






O HBO exibe filmes infinitamente melhores do que o Telecine (que é, no mínimo, vomitante).
Por outro lado, a TVA não disponibiliza os canais fechados da Globo (o que é uma puta sacanagem)
Em suma: você, casta superior, paga uma grana pra ter acesso ao que existe de melhor e não tem. É limitado.
Se você paga, deveria ter direito ao melhor. Pfiu!!!
Rhodox pras comunicações!



Libertaram o Washington e eu, imerso, nem soube.
Bom pra ele. Melhor pra mim.



Vivendo e aprendendo.
Já sei quando os aviões da ponte estão chegando ou partindo.
Você conhece bem o barulho das turbinas? Não?
Peninha....



Entre nuvens que iam e vinham, o Redentor andou olhando pra ela.
Ciúmes?
Claro! Disputar com o Filho é sanagem!
Ainda assim, estou tranqüilo.



Retifico:
Não sei mais se o silêncio é ou não dos inocentes.
Sei, com certeza, que nós dois somos inocentes!



Para M.
Sonhar acordado.
Viver de verdade
Caminhar na chuva e não ter pressa
Caminhar no amor (também sem pressa)
Definições de lado
Certezas nascendo
Amar sorrindo de verdade. Mesmo gargalhando.
Ouvir, ouvir.
Falar, contar novamente.
Caminhada a dois.
Névoa e carinho.
Muito carinho. Sempre.
Perceber que é melhor agora do que nunca.
Que ontem é passado
Bobagem, parece.
Mas não é.
Acreditar sempre.
Vencemos!




Ignara, a choldra do andar de baixo não percebeu Bete E.
O andar de cima percebeu. Lá foi ela.
E esquenta as turbinas pro topo!
Yes!!!




Quis uma história forte. Tenho, pois, uma história forte. (Logo, falarei mais sobre)



A turma gostou do trecho de Tabacaria, de F. Pessoa que publiquei por aqui dia 25. Aí vai, então, na íntegra:

TABACARIA
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.


Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.


Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.


Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.


Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?


Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.


(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)


Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.


(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)


Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente


Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.


Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.


Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,


Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.


Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.


Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.


Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.


(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.



Álvaro de Campos, 15-1-1928




Quando o amor não é pequeno, vale apena ficar amarradinho esperando a sequestradora.
Estou de volta.


1.2.02

Nunca vi um seqüestrável ficar amarradinho, amordaçadinho durante horas esperando o seqüestrador...



"Show time ! "
'Joe Guideon'
Bob Fosse



Amigo:
Dizem que é sempre melhor cortar as unhas com antecedência. Principalmente a dos pés.
Não sei se é realmente importante... Se bem não fizer, mal não fará....



Continuo pensando nas possibilidades de encontro, de comunicação e de envolvimento entre pessoas díspares, de cidades distantes, com formações diferentes que se encontram, de repente, num mesmo universo.
Daí as emoções tão fortes.. O chat era uma coisa. O blog é bem diferente. Quando teclo com o autor, já sei da sua vida e ele da minha. Sei o que pensa, sente, deseja. Você não se aproxima pelo que a pessoa te diz. Nos conhecemos antes de trocarmos uma palavra.
São formas de relacionamento muito novas, sem nenhuma refência histórica que permita traçar paralelos.
Aliás, M. não me deixa pontos de referência. É unica.
(Quando eu era adolescente - sim, há milhares de anos - os meninos diziam que a gente não podia "encher muito a bola" das meninas.)
Acho bobagem, criancice.




Passageiros do blog tão citado: ELE SÓ EXISTE em função de um ser inspirador. Quase nada foi pensado ou escrito sem a energia de M.



Como a noite custa a chegar !!!
Sexta feira é o dia mais longo da semana.



O DVI, ameaçado que foi de ser trocado pelo VELOX, ficou quietinho, mansinho. Não cai mais de 5 em 5 minutos. Cai de 15 em 15.
Banda larga tem alma, sentimento e medo.



Existem livros que são insuportávelmente difíceis de encontrar. Estou atrás de um, que não lembro o autor, chamado: A História Secreta da KGB.



Faz muito sol, calor insuportável. Pancadas (fortes) de chuva eventuais. Estraga tudo naquele momento (principalmente para quem está com sua amada motocicleta) e não resolve nada. Pfui!



Passageiros:
Soube que este blog foi citado nas ‘folhas’, Folha de São Paulo. Prefiro crer que a seleção foi aleatória, não exigindo nenhum critério de ‘qualidade’. Caso contrário, fico ainda mais insuportável.
Se acharam nele algum valor, compreendo agora porque não ‘dei certo’ em nenhuma profissão até hoje. Percebo, ainda que tardiamente, que sou bloguista, blogateiro, bloiola (com L ! ), blogado ou blogueiro. Ou (mais provável), maluco só !